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Isabella Taviani: cantora cheia de atitude

Por: Cintia Lopes

Não há como negar: Isabella Taviani está mudada. Não somente na aparência. Após uma dieta rigorosa, Taviani emagreceu nada menos que 18 quilos em três meses.

 
Os cabelos também sofreram mudança radical. Tanto que It, como é conhecida entre os fãs, radicalizou ao passar máquina nº 3 e agora circula praticamente com a cabeça raspada.
 
O resultado pode ser visto na capa do CD Eu Raio X, o 5º da carreira, que chega às lojas neste mês. 
Antes de optar pelo lançamento desse novo trabalho, a ideia de Taviani era fazer um disco com versões das músicas dos Carpenters, banda que sempre a influenciou desde a época da adolescência.
 
“Aprendi a cantar inglês com a Karen Carpenter. Quem não gosta de músicas como 'Close to You' e 'Only Yesterday'? São verdadeiros clássicos”, acredita Isabella, que pretende retomar o projeto no fim do ano.
Agora em Eu Raio X, que conta com produção de André Vasconcellos, ela estreia a parceria com a cantora mineira Myllena nas músicas 'Encaixotei Minha Paz', 'Mulher Sábia', 'A Imperatriz e a Princesa'.
 
Sozinha, Myllena ainda assina sozinha a música 'Raio X', que inspirou o nome do disco. O encontro das duas aconteceu por acaso.
 
Isabella conta que, ao conceder entrevista para uma rádio ainda no período de concepção do disco, comentou que esse seria um bom nome para o CD. “Logo depois a Myllena, que ouviu a entrevista, me mandou a música pronta e com uma letra que expressava exatamente o que eu queria dizer”, recorda.
 
Outra novidade é a convocação dos fãs para ajudar a compor o cenário dos shows da turnê do novo CD. Através do site oficial ( www.isabellataviani.com.br ), os interessados podem enviar seus próprios raios x. “Foi uma sugestão minha. Nunca sabemos o que fazer com aquele raio x antigo. Esta é uma forma original e, sobretudo, artística de dar uma finalidade para eles”, diverte-se.
Se você pudesse fazer um raio X da sua atual fase, o que o seu exame apontaria?
Isabella Taviani. Uma pessoa que tem a certeza do que quer nesta vida. Esperançosa, cheia de fé e com liberdade criativa. Passei por diversos momentos na carreira… O estouro, me mantive no mercado, tive a fase do recolhimento e agora do renascimento. Depois dos caixotes da vida, agora nado com a cabeça para fora da água tranquilamente (risos). Quero romper definitivamente todas as barreiras com este trabalho.
Quais seriam essas barreiras?
Isabella Taviani. Algumas críticas comparativas… Existem críticos que insistem em bater sempre na mesma tecla. Dizer que a música lembra a de fulana ou ciclana. Não que eu seja uma pessoa avessa a criticas, não é isso. Sou muito atenta aos comentários pertinentes ao trabalho, mas neste momento não quero mais dar ouvidos a tudo. Definitivamente não dá para agradar a todos. É aquela velha história de que toda unanimidade é burra. Tenho a certeza do crescimento e amadurecimento com o passar dos anos, e vou seguindo o meu caminho.
Além do trabalho de forma independente, a mudança de visual também é marcante. O que levou você a radicalizar?
Isabella Taviani. A questão da mudança começa realmente de dentro para fora. Tudo está interligado. Os cabelos, por exemplo, durante a adolescência sempre foram longos e cacheados ou usava na altura do ombro. Mas com o passar do tempo, fui encurtando até raspar agora (risos). Acho que tem a ver também com a imagem artística, e muitas pessoas dizem que combina mais com o meu estilo de vida. Essa imagem mais “radical” e a proposta de raspar os cabelos não combinavam com o excesso de peso. Então, realmente fechei a boca, fiz uma dieta rigorosa e entrei na malhação. Foi um sacrifício, mas fiquei muito satisfeita com o resultado.
Você tem formação lírica e vem de uma família musical. Em que momento descobriu a vocação para a música?
Isabella Taviani. Desde muito cedo. Meu avô era cantor de ópera e minha mãe, pianista. Sempre ouvi Gal, Caetano, Maysa, Elis Regina, Flávio Venturini, nomes que os jovens de hoje não escutam mais. Comecei a estudar canto com 11 anos. Aos 16, já cantava ópera. Tenho profundo respeito pelos colegas, mas é uma vida escrava, de dedicação integral. A música pra mim é libertadora e não prisioneira. Além disso, no Brasil não se respeita o cantor lírico. Mas até hoje ainda utilizo as técnicas daquela época na preparação vocal para os meus shows.
 
Eu Raio X é totalmente autoral. Como foi o processo de composição das canções e escolha do repertório?
Isabella Taviani. No início, eu trabalhava muito de madrugada com o violão em mãos. Neste CD também compus músicas no piano, o que geralmente não faço. Em parceria o trabalho é diferente, mais didático. Com a Myllena, por exemplo, fizemos pesquisa, análise do tema… Não tem uma fórmula. É deixar a criatividade fluir e, ao mesmo tempo, utilizar a pesquisa e trocar ideias.
 
 
 
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