Bel Sanmax por Bel Sanmax HQ 25.09.2019 25.09.2019

As curiosidades sobre as HQs como gênero literário

Marvel, DC, Maurício de Souza, Neil Gaiman, Tintim e Mafalda. Mangás, Gibis e Graphic Novels. Faz mais de cem anos que as histórias em quadrinhos fazem parte da cultura literária da humanidade.

O “nascimento” das HQs, oficialmente, é datado de 1895. As tirinhas The Yellow Kid, criadas pelo norte-americano Richard Outcault, são consideradas as pioneiras graças à formatação da linguagem visual, fundamentada em desenhos e falas em balões. The Yellow Kid, ou O Garoto Amarelo, era o protagonista das histórias chamadas At the Circus in Hogan´s Alley, publicadas semanalmente no jornal New York World.

Comic Book Day

Outcault é considerado o autor da primeira HQ, mas o Dia Internacional dos Quadrinhos, celebrado em 25 de setembro, foi criado em homenagem a outro artista.

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Rodolphe Töpffer é o criador das tirinhas chamadas The Adventures of Obadiah Oldbuck, lançadas nos Estados Unidos em 1842 como uma compilação, em formato de revista de capa dura.

Töpffer, originalmente, ilustrava as tirinhas cômicas para compartilhar com os amigos, mas foi descoberto por uma editora local, que lançou o título nos EUA e na França, onde também fizeram muito sucesso.

Made in Brazil

Em uma “disputa” histórica similar quanto a quem criou o avião primeiro, Santos Dumont ou os Irmãos Wright, a publicação do primeiro gibi é disputada por especialistas. E teria sido no Brasil que as HQs foram lançadas como o protótipo do gênero que conhecemos hoje.

 As Aventuras de Nhô Quim, obra do autor italiano Angelo Agostini, que vivia no Rio de Janeiro, foi lançada em 1869 como parte da revista Vida Fluminense.

Assim como The Yellow Kid, as narrativas eram centradas sempre em um mesmo protagonista. No caso, Nhô Quim, um personagem estereotipado da figura popular do “caipira”, e suas aventuras na “cidade grande”. Agostini foi o criador da Revista Ilustrada, uma das primeiras revistas (magazines) publicadas no Brasil.

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Heróis e Realidades Paralelas

Os quadrinhos de super-heróis passaram por uma crise na década 1950. Além de a preferência dos leitores voltar-se para temas como ficção científica, faroeste e terror, a sociedade estava influenciada pelos preceitos do macarthismo, que desencadeou uma onda de puritanismo e intolerância entre a sociedade norte-americana, no período após a segunda guerra.

Políticos e “puritanos” religiosos pregavam que as HQs de heróis eram fonte de influências negativas para os jovens. HQs foram queimadas em fogueiras públicas, e a polícia organizava batidas nas editoras.

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MAIS CURIOSIDADES SOBRE AS HQS

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A Turma da Mônica

Indiscutivelmente os gibis mais lidos e conhecidos de criação nacional, Mônica e sua turma não foram a primeira criação de Mauricio de Sousa.
Em 1959, ele apresentou sua primeira série de quadrinhos ao jornal onde trabalhava, estrelada pelo cachorro Bidu e seu dono. Mônica, como a maioria dos brasileiros sabem, é inspirada na filha de Maurício com o mesmo nome.
Na época de sua criação, a personagem ganhou as características da menina, então com três anos,  que não se separava de seu coelhinho azul de pelúcia de jeito nenhum. Onze anos depois de lançar-se como cartunista, Mauricio lançou o gibi da Turma da Mônica, em 1970.
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Stan Lee e o nascimento da Marvel

Stan Lee lançou seu primeiro trabalho como roteirista em 1941, em um conto sobre o Capitão América. 

Ilustrado por Jack Kirby, apontado como um dos maiores desenhistas do gênero, o conto foi o início de uma parceria que rendeu inúmeros enredos e personagens da gigante dos quadrinhos (e do cinema!).

Foi na mesma época que a editora de quadrinhos Timely, que havia sido fundada por um primo de Lee,  Martin Goodman (marido da prima de Stan Lee, Jean), fez mudanças estruturais na empresa.

Para sobreviver à crise dos anos 1950 que deixou a editora à beira da falência, Goodman decidiu criar revistas que focavam em personagens heróicos, que evocavam o nacionalismo norte-americano e eram apelativas a um maior espectro de leitores (de crianças a adultos, o público-alvo principal do gênero até então).

Foi para rivalizar com a DC, que já publicava os gibis da Liga da Justiça e obtinha boas vendas, que Goodman repaginou a identidade editorial de sua empresa.  Em 1961, nascia a Marvel Comics. 

Já os primeiros personagens a terem sua própria saga em gibis foram o Quarteto Fantástico, a primeira criação de Stan Lee neste formato. Desde 2009 a Marvel faz parte do Grupo Multimídia da Disney.

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DC: origens

Em 1935, a editora que viria a ser conhecida como DC Comics, então chamada National Allied Publications, foi lançada por Malcolm Wheeler-Nicholson.

O primeiro título publicado foi More Fun Comics/Fun: The Big Comic Magazine, uma compilação de histórias de criaturas e personagens fantásticos, como o Dr. Oculto.

O nascimento de fato da DC se deu quando Wheeler-Nicholson fundiu a NAP com outras duas editoras, cada uma com seu foco editorial, a New Comics e Detective Comics, da qual adotou o nome definitivo, DC.

É da DC o título de pioneira da “Era de Ouro” do gênero, por introduzir os heróis como personagens formatados da maneira como até hoje são concebidos. Em 1944, o primeiro gibi do Superman chegou às bancas e livrarias norte-americanas.

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Marvel versus DC: diferenças

“Tanto na DC quanto na Marvel existem heróis e vilões com poderes de origem mística, alienígena, mutante”, afirma Bernado Santana, editor sênior da DC Comics no Brasil, em depoimento ao Blog da Saraiva.

A designação dos heróis e seus universos, poderes e realidades entre as duas gigantes são particulares.

Na Marvel, os X-Men, como exemplo, são categorizados como “mutantes”. Já a DC usa o termo “meta-humano”.

“Na Marvel, os seres superpoderosos têm (e sempre tiveram) uma abordagem mais pé no chão, enquanto na DC, pelo menos no que diz respeito aos personagens mais icônicos, os heróis ainda têm uma natureza um pouco ‘divina’”, explicou Santana.

O mesmo se aplica às locações das aventuras e narrativas: “A Marvel usa mais cidades reais – tradicionalmente Nova York – na maior parte das vezes. Já a DC posiciona os personagens em cidades fictícias bastante consagradas, como Metrópolis, Gotham City, Central City, Coast City”.

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Mangás

A origem dos mangás data de hábitos culturais antigos da civilização japonesa, como o teatro de sombras. O teatro de sombras consistia em uma encenação com bonecos através da manipulação de luz, e o que o público visualizava eram as sombras destes. Os temas explorados iam de sátiras políticas a lendas folclóricas.

O ano de 1814 é considerado como a data aproximada da criação do primeiro mangá, obra do artista Katsuhika Hokusai.

O termo mangá foi cunhado um século depois, em 1950, com as obras de Osamu Tezuka.

Para ler um mangá propriamente, deve-se abrir a revista a partir do lado direito, ou seja, o que no ocidente consideramos o final de uma obra.

Ao contrário de uma HQ tradicional, cujos enredos e sagas anuais são publicados em aproximadamente seis edições, um mangá pode ultrapassar 300 volumes.

É comum que os personagens de mangás sejam desenvolvidas de maneira que suas emoções fiquem claras. Já no caso dos personagens de HQ, o foco maior é dado para a ação e o andamento da história.

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