Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 14.06.2012 14.06.2012

Homens também gostam de Nicholas Sparks

Por Camila da Silva Bezerra

Belas paisagens naturais. Personagens empáticos com os quais todos se identificam. Um clima de romance irresistível. Conflitos. E uma tragédia envolvendo os protagonistas.

 
Esses são os elementos essenciais que compõem as obras do escritor americano Nicholas Sparks, autor dos best-sellers Um Amor Para Recordar, Diários de Uma Paixão, Um Homem de Sorte, entre outros. E com o recém-lançado A Escolha, o caso não é diferente.
 
Travis Parker é um veterinário bem-sucedido que curte a vida como um típico solteiro de 31 anos. Mas assim que conhece sua vizinha Gabby, percebe que, apesar de ter tido diversas namoradas, nenhuma delas o atraíra ou despertara sentimentos tão profundos como ela.
 
Inicia-se então uma história de amor capaz de fazer com que todos os leitores torçam pelo casal, seja para que fiquem juntos, seja para que superem a grande tragédia que os atinge.
 
Nicholas Sparks é um fenômeno. Seus romances foram traduzidos para mais de 45 línguas e mais de 50 milhões de exemplares de suas obras já foram vendidos no mundo, mais de três milhões só no Brasil. E mesmo antes de chegar ao país, a história de Travis e Gabby já era um sucesso, com mais de 3,7 milhões de cópias vendidas, repetindo o êxito de outras publicações.
 
Mas engana-se quem pensa que o romantismo de Sparks atrai apenas as mulheres. Por isso, o SaraivaConteúdo conversou com os leitores para conferir por que as obras do americano que se transformam facilmente nos títulos mais vendidos das livrarias vão para as suas estantes.

“Sempre fui um leitor inveterado a vida toda. O primeiro livro que li do Nicholas foi o Caderno de Noah, que depois foi republicado pela editora Novo Conceito com o nome de Diário de uma Paixão”, conta o redator publicitário Danilo Barbosa, de 33 anos. Para Barbosa, os personagens formam o grande diferencial das obras de Sparks, pois, apesar de idealizados, criam empatia com o dia a dia do leitor e conseguem, ao mesmo tempo, fugir do senso comum.

Outro ponto alto é o amor. “O sentimento de amor dos livros dele faz o leitor valorizar e exaltar os seus próprios relacionamentos. Acho que todos somos ligados a histórias de amor. Apesar de os homens não darem tanto o braço a torcer, somos extremamente sentimentais. A procura da chamada alma gêmea é um quesito universal, independente do sexo”, afirma o redator, que também leu Uma Carta de Amor, Noites de Tormenta, Um Amor para Recordar e A Última Música
 

Conflitos familiares também agradam ao público. Em A Escolha, Gabby não consegue manter um bom relacionamento com sua mãe, julgando-se muito diferente da senhora que vive em função de se portar bem e causar boa impressão diante da alta sociedade.
 
Para conseguir ficar ao lado do então namorado Kevin, a protagonista muda-se para Beaufort, na Califórnia, onde a trama se desenrola.
 
O modo como a família é tratada por Sparks em A Última Música marcou o estudante Gustavo Schneider, de 17 anos. “Começou logo que Stevie abre o jogo para seus filhos e conta tudo sobre sua saúde. Seguido disso, não pude segurar as lágrimas quando Jonah se despede de seu pai e vai embora com a mãe, deixando Ronnie cuidando do pai. E para completar as cenas marcantes, há o momento em que Ronnie toca a última música para seu pai. Confesso que soluçava de tanto chorar. E isso porque eu e meu pai nunca fomos ligados”, afirmou.
 
O livro ajudou a aproximar a família de Schneider. “Posso acrescentar isso como uma boa influência na minha vida: depois da leitura, eu e meu pai temos um diálogo mais parecido com o de pai e filho”, relatou o adolescente, que conheceu o escritor a partir de um presente de aniversário que ganhou de um amigo.
O sucesso dos livros de Sparks também se reflete no cinema, já que várias obras do autor ganharam adaptações.
 
Foi assim que o estudante e radialista Leonardo Oliveira, de 16 anos, teve o primeiro contato com os romances do escritor americano. “Conheci as obras de Nicholas pelo filme O Diário de Uma Paixão e, até então, não sabia nada sobre ele”, contou Oliveira que, depois do filme, leu Um Homem de Sorte. “Este [livro] li em uma velocidade incrível de dois dias, que me fizeram, rir, chorar e amar os personagens”, conta. Por meio de amores melosos e sofridos, Leonardo afirma que os romances traduzem em palavras sentimentos que muitos homens têm medo de demonstrar.
 
Em relação ao número de mulheres, a presença masculina nas salas de exibição das adaptações dos livros de Sparks é menor, o que não quer dizer que os homens não apreciem o romantismo presente nos filmes. “Pode apostar que muitos não têm coragem de ver o filme no cinema, mas acabam assistindo em DVD”, entrega Danilo Barbosa.
 
 
 
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