Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 28.06.2013 28.06.2013

Hitchcock: dos cinemas para as telinhas

Por Thaís Ferreira
 
Enquanto uma mulher toma banho, um vulto surge atrás da cortina do chuveiro. De repente, um grito aterrorizante, um fundo musical tenso e ela é esfaqueada; esses são os ingredientes para uma das cenas mais clássicas do cinema.
A história de Psicose, célebre filme do diretor Alfred Hitchcock, se passa no Bates Motel, localizado em uma estrada pouco movimentada no estado do Oregon.
Na obra cinematográfica, Norman Bates (Anthony Perkins), um jovem dominado por sua mãe, é o responsável por administrar o lugar que se torna palco de misteriosos assassinatos.
Lançada em 1960 e baseada no livro homônimo de Robert Bloch, a película voltou a ser foco de atenção recentemente com a estreia nos cinemas de Hitchcock, obra metalinguística que conta os bastidores de Psicose
A ideia de revisitar a história do filme, no entanto, não é um fenômeno que acontece apenas na atualidade. Foram lançadas quatro sequências para o enredo original durante a década de 1980, sendo que uma dessas produções dedicou-se a falar da juventude do personagem principal.
O seriado Bates Motel tem a mesma pretensão: ser o prelúdio de Psicose. A atração estreou nos Estados Unidos em março e chega às telinhas brasileiras no próximo dia 4 de julho, no Universal Channel.
BATES MOTEL: ENREDO E ATORES
A série começa com a estranha morte do pai de Norman Bates. Ele e sua mãe, Norma, decidem recomeçar a vida na pequena cidade de White Pine Bay, no Oregon, comprando e administrando um motel na beira da estrada.
O protagonista tem 17 anos e tenta se adaptar à escola e aos amigos novos, enquanto lida com as cobranças de sua mãe. No desenvolvimento da atração, os moradores do local não parecem ser tão pacatos quanto à primeira vista, e cada vez mais mãe e filho mostram seus lados mais obscuros.
Apesar de alguns cenários e figurinos parecerem antigos, principalmente nas cenas envolvendo Norma e o filho, o enredo se passa nos tempos atuais. A ideia é remeter à obra de Hitchcock,filmada no início da década de 1960.
 
Cena de Bates Motel

A escolha do elenco também é outro ponto positivo da série. Os papéis principais são interpretados por dois atores com experiência no mundo do cinema. O filho é vivido por Freddie Highmore, que começou a atuar aos 7 anos e participou de Em Busca da Terra do Nunca, As Crônicas de Spiderwick e Um Mestre em Minha Vida, mas é mais conhecido por protagonizar ao lado de Johnny Depp A Fantástica Fábrica de Chocolate, de Tim Burton.

Já Vera Farmiga estrelou os filmes No Rastro da Bala, Os infiltrados, A Órfã e Amor sem Escalas. Por esse último, recebeu a indicação ao Oscar de 2010, como melhor atriz coadjuvante. 
Com um elenco talentoso e uma trama cheia de suspense, Bates Motel teve boa aceitação do público norte-americano. A primeira temporada tem dez episódios, e a atração já foi renovada para a segunda.
Assista ao trailer da série:
 
MAIS HITCHCOCK NA TV
Para os fãs, há mais produções sobre o cineasta na televisão. O filme The Girl mostra um lado diferente do mestre do suspense: a obsessão pela atriz Tippi Hedren, protagonista das obras Os Pássaros e Marnie, Confissões de uma Ladra
A produção gerou polêmica por retratar o diretor com uma pessoa psicologicamente instável, beirando o sadismo, característica enfatizada na cena em que a atriz é atacada pelos corvos.
O ator Toby Jones, conhecido pela participação nos filmes Capitão América: O Primeiro Vingador, Harry Potter e as Relíquias da Morte e Jogos Vorazes, interpreta Alfred Hitchcock. Hedren é vivida pela modelo e atriz Sienna Miller, de G.I. Joe: A Origem de Cobra e Stardust – O Mistério da Estrela. Ambos foram indicados ao Globo de Ouro pelos papéis, e o longa concorreu ao prêmio na categoria Melhor Minissérie ou Telefilme.
Assista ao trailer de The Girl:
 
Outra oportunidade de ver o famoso diretor em uma produção para as telinhas é em Alfred Hitchcock Presents, série de programa apresentada – e ocasionalmente dirigida – pelo cineasta entre 1955 e 1965. Sem personagens ou situações fixas, a maioria das histórias é adaptada de contos e crônicas literárias. A atração mostrava situações que levavam pessoas a cometerem crimes.
As marcas do programa eram: a silhueta do diretor, que abria o programa, e as cenas inusitadas em que ele aparecia durante o decorrer do episódio. O seriado foi bastante inovador para a época, porque mostrava, na maioria dos capítulos, o triunfo do mal sobre o bem, algo que contrariava a ética do período.
 
Alfred Hitchcock Presents colocava o diretor em situações inusitadas
 
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