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Histórias de amor e cinema

Por Edu Fernandes
 
O escurinho do cinema é tido como o local ideal para um primeiro encontro amoroso. Alguns casais nutrem tamanho amor por filmes que a sala de projeção continua sendo parte de sua rotina, mesmo depois de estabilizado o relacionamento. A sétima arte torna-se assunto recorrente nas conversas e a agenda do par leva em conta os lançamentos do circuito exibidor.
Neste Dia dos Namorados, o SaraivaConteúdo encontrou alguns casais desse tipo que resolveram partilhar suas histórias de amor. Eles ainda indicaram algumas boas produções para se apreciar acompanhado.
A editora Millyane trabalha no mundo dos livros, mas o papo com o marido Tarsílio normalmente é sobre cinema. “A gente se conheceu na faculdade, mas só começamos a namorar cinco anos depois de nos conhecermos”, revela. No dia em que a relação entre os dois ficou mais séria, assistiram ao longa A Delicadeza do Amor (California). No primeiro Dia dos Namorados, o longa escolhido foi Para Sempre (Sony).
Atualmente, eles frequentam salas de cinema cerca de três vezes por semana, sendo duas vezes no final de semana e uma normalmente às quintas. Para discutir o cardápio cinematográfico, Millyane e Tarsílio leem matérias jornalísticas e críticas. “O mais comum é conversarmos sobre as estreias, o que lemos sobre elas e os filmes que interessaram a cada um”, explica. “A gente tenta ver todos que interessaram”.
 

Cena do filme A Delicadeza do Amor (2011)
 
A única exceção é o filme de domingo. O casal sempre pega a sessão das 22h para dar tempo de curtir um cineminha depois do culto da igreja. Nesse caso, as opções ficam mais restritas por esse quesito.
Os dois frequentam as salas de cinema do complexo dentro do Shopping Bourbon, no bairro da Pompeia, em São Paulo. A escolha do local se dá por um misto de gosto pessoal e praticidade. “Agora que estamos casados, estamos mais acomodados e temos ido cada vez mais ao cinema mais perto de casa”, explica. “Gostamos de lá porque tem uma boa oferta de filmes, que fogem um pouco apenas do grande circuito”.
No caso dos estudantes Jéssica e Murillo, a sétima arte está presente em suas vidas profissionais: ele estuda cinema e ela estuda dança, mas já dirigiu um curta-metragem. Oriundos do interior de São Paulo, o encontro do casal se deu em Curitiba, onde moram por conta da universidade.
 

Cena do filme Um Dia (2011)
 
“Nossa primeira vez no cinema foi antes de ter acontecido qualquer coisa – quer dizer, na cabeça do Murillo já tinha alguma ou muitas intenções!”, brinca Jéssica.
A atração da noite era a comédia Minha Mãe É uma Peça (Downtown/Paris). “Os amigos do Murillo não quiseram entrar dizendo que o filme era zoado, mas ele foi e sentou do meu lado”, disse. “Durante o filme todo ele ficou me olhando. Saindo de lá é que todo o romance começou, quando fomos beber um vinho e conversar”.
A rotina cinéfila do casal se divide entre salas de cinema e DVDs no sofá. “Por ser estudante de cinema, o Murillo está sempre com referências e querendo ver filmes novos ou antigos, ou muitas vezes rever algum comigo porque ainda não vi”, afirmou Jéssica. “Eu comecei a gostar e me introduzir no mundo do cinema”.
FILMES PARA VER A DOIS
[500] Dias com Ela (Fox) – O único filme em comum na lista das duas entrevistadas.
Ela (Sony) – “O melhor filme de todos!”, atesta Jéssica.
Encontros e Desencontros (Universal) – “Um típico caso de cult romance”, segundo Jéssica.
Românticos Anônimos (Imovision) – “A gente foi ver sem muita expectativa e teve uma bela surpresa”, confessa Millyane.
Simplesmente Amor (Universal) – “Meu marido vivia falando desse filme e eu nunca tinha visto; ele emprestou o DVD e eu amei!”, afirma Millyane.
Um Dia (Universal) – “Ele até usou esse filme no trabalho, passou para os adolescentes com quem trabalha”, disse Millyane.
 
Cena do filme [500] Dias com Ela (2009)
 
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