Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Outros 16.02.2012 16.02.2012

Guias de viagens: editoras preparam novidades sobre o Brasil e contam como produzem seus livros

Por Andréia Silva
Guia Lonely Planet sobre o Rio de Janeiro
Antes de fazer as malas e viajar, o argentino Julian de Dios precisa entrar no clima ou em “sintonia com o lugar”, como ele mesmo diz.
 
Para isso, usa a música, livros e filmes sobre o local. É assim que ele costuma se preparar para escrever seus guias de viagem.
Para quem tem uma ideia romântica de como é escrever guias de viagem, Julian é dos que apostam nela. "Sempre que viajo, tiro muitas fotos que me ajudam a recordar das sensações e detalhes da viagem. Creio que o mais importante para fazer um guia de viagens é caminhar pela cidade e vivenciá-la, para assim poder contar as experiências aos leitores", conta ele, que dirige a Dios Editores.
 
 
Sobre o Brasil, o autor já escreveu guias sobre São Paulo e Rio de Janeiro. Para ele, seus mapas e guias são como “ferramentas” para que o viajante possa “amar” a viagem, construindo-a do seu jeito.
 
Para o final do ano, Julian já está “entrando em sintonia” com Florianópolis e Salvador, cidades que serão temas de dois novos guias da editora.
Um guia que abrange um país leva em média um ano para ser produzido. No caso de uma cidade, são aproximadamente oito meses de trabalho. E muito trabalho.
 
Quem já folheou os guias da Lonely Planet, por exemplo, sabe que é possível encontrar ali informações bem detalhadas sobre os destinos.
 
Isso é obra de um grupo de autores – nacionais ou estrangeiros – aprovados após um rigoroso processo de seleção e escalados para visitar cada restaurante, hotel, ponto turístico e demais lugares sobre os quais vão escrever.
 
”Todos os autores são proibidos de aceitar descontos e regalias e não devem revelar quem são", conta Rana Freedman, da Lonely Planet.
 
Depois da peregrinação, os escritores passam suas impressões para o papel e tudo vai para as mãos de um editor, que vai separar e selecionar as informações, um trabalho feito a muitas mãos.
 
No caso do guia Brazil, da editora, oito autores estrangeiros foram escalados para viajar pelos quatro cantos do país, coordenados por Regis St. Louis.
 
Assim como ele, os demais autores dão dicas de passeios turísticos, como aproveitar o carnaval, praias, entre outros programas para turistas estrangeiros.
Um cuidado da Lonely Planet – que, para quem não sabe, foi criada em 1972 por dois mochileiros britânicos –, é sempre pedir avaliações das pessoas que moram nos lugares retratados pelos guias, que procuram atender a todo o tipo de viajante – o explorador, o interessado apenas nos lugares turísticos, o mochileiro e aquele com pouca grana – e oferecer as melhores dicas.
Segundo Julian, para conhecer bem um local é preciso experimentar a gastronomia, conversar com as pessoas e ir a locais como mercados e comunidades, para sentir a cidade de verdade.
 
“Quando viajo, tento ser um viajante, e não um turista. É muito importante experimentar o lugar e deixar-se levar pelas surpresas e encantos”, diz.
 
Entre as novidades de 2012, do lado da Lonely Planet estão previstos mais 12 guias de países traduzidos para o português em uma parceria com a Editora Globo.
 
No final de 2011, a marca já havia lançado seus primeiros guias em nosso idioma: Argentina, Portugal, Barcelona, Berlim, Istambul, Nova York, Paris e Praga.
 

A escolha dos países foi feita após uma pesquisa da editora para levantar os principais destinos procurados pelos brasileiros para viajar.

Além disso, a Lonely Planet também está preparando um novo capítulo do Rio de Janeiro no guia de países da América do Sul, além de um guia para a Copa de 2014.
 
Para o primeiro, os autores começam uma nova aventura pela cidade maravilhosa em junho. Já o guia sobre a Copa ainda está sendo planejado.
Enquanto isso, pela Dios, os guias sobre Miami, Orlando, Paris, Nova York, Roma e Buenos Aires vão ganhar sua versão em português em 2012. E você, já arrumou as malas?
 
 
 
 
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