Bel Sanmax por Bel Sanmax Filmes e séries / Livros 07.12.2019 07.12.2019

As origens da história de Frozen

Frozen, um dos maiores fenômenos do cinema e o filme de animação com a maior bilheteria internacional de todos os tempos, é na realidade uma adaptação de uma das fábulas infantis mais conhecidas da literatura do gênero.

O longa de 2013, cuja continuação foi lançada ao fim de 2019 (e será desenvolvido como uma saga pelo estúdio Disney), teve o roteiro baseado no conto A Rainha da Neve, publicado em 1845 por Hans Christian Andersen.

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Com o nome original de Snedronningen, a obra é uma das mais conhecidas e aclamadas do escritor dinamarquês, também autor de contos como A Pequena Sereia e O Soldadinho de Chumbo.

Assim como a maioria dos grandes títulos desenvolvidos como animação sob o comando e visão de Walt Disney, que era fã de tal gênero literário, A Rainha da Neve é uma história infantil, sim, mas assim como a grande parte das animações do estúdio (Branca de Neve, Mulan, O Corcunda de Notre Dame, Bela e a Fera, e etc…), é uma narrativa mais sombria. Em Frozen II: A Floresta Sombria, Elsa deve descobrir por que nasceu com poderes mágicos.

Outros Tempos

Como era de costume, os contos eram construídos para ensinar aos pequenos sobre moralidade, cujos conceitos eram expostos através de exemplos, que condiziam com a realidade educacional da época. Tratava-se um período de muitas guerras, disputas de territórios, quando a tecnologia não era avançada a ponto de garantir a segurança em, por exemplo, situações climáticas desafiadoras. O  índice de mortalidade infantil era elevado, devido a estas circunstâncias.

Fada ou Bruxa?

As Elsa e Anna “originais” não eram irmãs, e muito menos tinham a idade próxima. Elsa é uma adaptação da Disney quanto à figura da Rainha do Gelo, a aterrorizante entidade mítica do folclore escandinavo. 

Na fábula original de Hans Christian Andersen, publicada em 1875, a Rainha do Gelo quase destrói a vida dos amigos Gerda (Anna) e Kai (Kristoff), duas crianças, criados como irmãos.

A Rainha enfeitiça o menino Kai e o “sequestra” para o seu reino de gelo. Gerda, desesperada, parte sozinha em uma jornada para tentar resgatar Kai. Assim como na trama do primeiro filme, Elsa se isola quando transforma seu país, Arendelle, em uma terra de inverno constante; Anna, tal qual Gerda, decide conduzir uma busca quase impossível para encontrar a irmã. Na fábula, Kai (Kristoff) não mais reconhecia Gerda, e havia se tornado uma criança amarga.

“Quando o inverno chegou, andava Kai, um dia, pelas ruas cobertas de neve, montado em seu pequeno trenó, quando viu se aproximar um grande trenó branco, que corria velozmente. Enganchou o seu naquele e, desse modo, fez-se arrastar na vertiginosa carreira. Mas viu, logo depois, com terror, que o misterioso veículo saía das muralhas da cidade e precipitava-se pelos campos. Por fim, o trenó se deteve e dele desceu a Rainha da Neve, completamente vestida de gelo, que lhe sorria e o chamava. Ele não resistiu e abraçou-a. Ela se inclinou para o menino, beijando-o. Ao sentir aquele beijo, Kai sentiu-se gelado e adormeceu. A fada tomou-o nos braços e levou-o ao seu longínquo país em um trenó de prata puxado por águias indo para o Reino da Neve” – trecho do original conto de Hans Christian Andersen, A Rainha da Neve

Tal enredo, no longa, foi aplicado a Elsa, que se isola e aparentemente torna-se “maldosa”. Anna, assim como Gerda, em um dos sete capítulos aos quais o conto de Andersen é dividido, perde a memória quanto aos acontecimentos que deram origem aos poderes de Elsa. Gerda, a Anna “original”, também se esquece, mas temporariamente e por conta de um feitiço, sobre tudo o que viveu com Kai.

Lado B

Estúdios Disney

Os simpáticos trolls da floresta dos dois filmes, que ajudam a família real quanto à condição de Elsa, são os responsáveis por “congelar” a bondade de dentro das pessoas na obra original.

A mais maligna entre as criaturas, por julgar que os humanos não respeitavam o reino encantado da natureza, criou um espelho mágico (sim, o autor, também criador de A Branca de Neve, gostava muito do conceito de espelhos mágicos), cujo o efeito era mostrar o rosto de quem se admirasse com as características mais sombrias da pessoa: apenas dor, tristeza, mágoa, ódio, inveja e ressentimentos seriam refletidos.

O Troll queria que a humanidade se aterrorizasse, a ponto de desprezarem-se uns aos outros, como castigo pelo descaso contra os outros seres. O plano era que o feitiço fosse instaurado no reino dos Céus, para refletir para toda a Terra. No entanto, o artefato se rompeu em milhões de pedaços, e os estilhaços se espalharam pelos quatro cantos do planeta.

OS ESCOLHIDOS

Gerda e Kai eram o oposto de como o Troll via os humanos: além de brincarem juntos na floresta e quererem bem aos animais, eles adoravam plantar rosas, para embelezar e alegrar a vila onde viviam.

O resgate de Kai se deu de maneira similar ao do primeiro filme: Gerda consegue chegar ao Castelo de Gelo e sobreviver à tempestade de gelo que protegia a fortaleza da Rainha.

Ao encontrar Kai, transformado em um cubo de gelo, Gerda o abraçou fortemente e chorou.

Suas lágrimas amorosas fizeram com que o gelo derretesse, e Kai, ao reconhecer a irmã/amiga, também chorou, e assim se libertou de todas as maldições.

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