Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 21.12.2010 21.12.2010

Fringe – Ficção, Drama e Suspense Na Guerra Entre Universos

Por Diogo Bruggemann

O que você faria se seu pior inimigo fosse você mesmo? Afabulosa série de TV norte-americana Fringe tenta responder essa pergunta em sua excelente terceira temporada. A série quetem como um dos criadores J.J. Abrams – dos sucessos Lost, Alias e Felicity – traz uma trama muito bemelaborada que mostra uma guerra entre dois mundos, dois universos. AlexKurtzman e Roberto Orci completam o time de criadores. Após duas ótimas temporadas,Fringe alcança seu clímax e mostraque a série não fica atrás de grandes produções de ficção científica, como Arquivo-X. O enredo de Fringe conta a história de como a agentedo FBI, Olivia Dunham, juntamente com o extravagante cientista Walter Bishop eseu filho Peter Bishop descobriram a existência de um universo alternativo queestá prestes a declarar guerra ao nosso universo.

Anna Torv, no papel de Olivia,encabeça um elenco maravilhosamente entrosado, que traz atuações impagáveis,como a de John Noble na pele de Walter Bishop, o cientista mais excêntrico quea TV já viu nos últimos tempos. Joshua Jackson, que vive Peter Bishop, filho deWalter, demonstra plena sintonia com Noble a cada cena. Os atores coadjuvantesnão deixam a desejar, a jovem Jasika Nicole interpreta a competente agenteAstrid, também chamada por Walter de Asterix, Asteroid e Aspirin, uma vez queele é incapaz de lembrar do nome da moça. Lance Reddick, Kirk Acevedo, BlairBrown completam o majestoso elenco.

Durante as duas primeirastemporadas, Fringe mostrou uma sériede acontecimentos bizarros e misteriosos, todos eles investigados pela agente OliviaDunham e sua equipe. Com o passar do tempo, descobre-se que tais acontecimentosnão possuem origem no nosso mundo, mas sim num universo paralelo, onde WalterBishop esteve anos antes. Na busca de explicações, a agente Olivia leva suaequipe até o outro universo (ela possui uma habilidade única de cruzar entre osdois mundos facilmente), e lá eles encontram segundas versões deles mesmos, umasegunda versão do nosso mundo, onde, entre outras coisas, as Torres Gêmeasainda estão de pé e a banda U2 nunca existiu. Olivia Dunham conhece a Olivia domundo paralelo, apelidada de Bolivia pelos fãs, e Walter Bishop encara seumaior inimigo – o frio e melancólico Walter Bishop do universo alternativo, querecebeu o apelido de Walternate.

Walternate odeia Walter, quesequestrou seu filho quando este ainda era uma criança. Já Olivia e Bolivia nãotêm nenhuma razão aparente, mas também se odeiam, pois uma é o oposto da outra.A série, que a princípio foca na luta entre os dois mundos, vai além e mostra aluta de cada um de nós em aceitarmos nossas imperfeições. O início da terceiratemporada da Fringe intercalaepisódios entre os dois universos, mostrando os preparativos de uma guerraiminente, sem deixar de lado o formato das primeiras temporadas. Cada episódiomostra uma história independente, o que facilita a vida dos espectadores queperdem um ou outro episódio, o próprio criador J.J. Abrams confessou ter pensandoem tal formato após críticas de que sua outra série, Lost, era muito complicada e precisava ser acompanhada episódio porepisódio.

Fringe, por sua vez, é diferente de tudo o que a TV já mostrou. Émais bem construída do que Millenniume mais fácil de acompanhar que Lost.É tão excitante quanto Arquivo-X, masnão apela para extraterrestres. É uma série de ficção científica que não deixade lado o drama e a parte humana das personagens. É um suspense que transbordahumor e criatividade. É um triângulo amoroso entre Peter e duas mulheres,Olivia e Bolivia, que são a mesma pessoa, de universos diferentes. Mais do quetodas estas características em dose dupla, Fringemerece ser reconhecida pela simplicidade com a qual sua originalidade éconduzida, uma série que conquistou seu lugar na história da TV.

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