Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 21.05.2013 21.05.2013

“Foi uma honra”, diz atriz sobre trabalhar em ‘A Filha do Pai’

Por Edu Fernandes
 
Às vezes há papéis que são predestinados para alguns atores. Esse parece ser o caso de Astrid Bergès-Frisbey em A Filha do Pai, filme que chega às lojas em 22 de maio.
A atriz já havia vivido Patricia Amoretti nos palcos. Na trama, a jovem se envolve com o filho de uma família rica na França do período entreguerras. O relacionamento gera uma gravidez, que será a fonte de conflitos para seu pai.
Astrid é espanhola de nascimento, mas também é fluente em francês e inglês. Por isso, consegue manter uma carreira internacional. Ela é mais conhecida pelo grande público como a sereia de Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011).
Em A Filha do Pai, ela contracena com o talentoso Daniel Auteuil, que também assina a direção do filme e a adaptação do roteiro, baseado no romance de Marcel Pagnol. Daniel tem experiência em retratar com bom humor uma relação conturbada com uma filha jovem. O tema foi explorado na comédia 15 Anos e Meio (2008).
Frisbey esteve no Brasil durante o Festival Varilux para divulgar A Filha do Pai. Na ocasião, a atriz conversou com SaraivaConteúdo sobre seu trabalho.
Você já conhecia o romance de Marcel Pagnol antes de ler o roteiro?
Astrid. É uma história engraçada. Eu já conhecia o texto porque foi a primeira peça que eu apresentei quando estudava Artes Dramáticas. Naquele momento, quis conhecer mais sobre o autor e acabei descobrindo muita coisa dele que eu gosto até hoje.
Gostei que o Daniel não quis mudar o texto. As palavras e a linguagem de Pagnol fluem como uma poesia.
 
Daniel Auteuil estreia na direção com A Filha do Pai
Como você se envolveu com o filme?
Astrid. Eu ouvi falar do projeto de Daniel – ele é a pessoa certa para fazer essa adaptação. A produção já tinha uma atriz que eles queriam para interpretar Patricia. Mesmo assim, liguei para o meu agente e pedi para ele conseguir um teste.
Eu achei que fui muito mal no teste, mas estava muito feliz. De qualquer maneira, tinha gostado de ter a oportunidade de trabalhar de novo com esse texto.
Como é contracenar com o diretor do filme?
Astrid. Foi uma honra, ele é um ator tão bom! Sempre é interessante quando um ator dirige outros atores. Ele dirige, mas ao mesmo tempo está atuando com você. Por isso, ele sabe lidar com outros atores. Daniel é uma dessas pessoas generosas, que escolhe para participar de um projeto que ele acredita que possa trazer algo novo para a história.
Eu aprendi e me surpreendi bastante com Daniel. Ele sabe muito bem o que quer de cada cena. Às vezes a gente só precisava de uma tomada para dar certo. É difícil de explicar esse tipo de interação, mas foi muito enriquecedor ver Daniel trabalhar.
A Filha do Pai tem vários aspectos antiquados. É mais difícil atuar em um filme assim?
Astrid. Na verdade, a Patricia é muito parecida comigo em alguns momentos, por causa do jeito com que eu fui criada. Eu sou a mais velha de quatro irmãs, então essa parte eu já conhecia.
Sobre as coisas antiquadas, na verdade eu sinto que Patricia é muito moderna. Quando é preciso, ela decide ir embora e toma decisões de uma garota muito moderna.
 
A Filha do Pai se passa entre as duas guerras mundiais
Você trabalha em filmes europeus e também tem experiência em Hollywood. Como isso funciona para você?
Astrid. Eu me sinto muito sortuda de contracenar com atores excelentes, seja no cinema europeu ou em blockbusters do tamanho de Piratas do Caribe. Eu vou para o set para assistir e aprender. Por enquanto, Hollywood não está nos meus planos. Meus próximos projetos são mais independentes.
Veja o trailer de A Filha do Pai:
 
 
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