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Festival Varilux: as artes francesas

Por Edu Fernandes
 
Em muitas oportunidades, o cinema funciona como janela para apreciarmos outras expressões artísticas. Alguns exemplos desse casamento estão presentes na programação do Festival Varilux do Cinema Francês 2013. Para saber mais sobre o evento, clique aqui.
Na dramaturgia teatral, o grande nome da França é Molière (1622-1673). Suas comédias cativam atores, diretores e espectadores até hoje. Em Pedalando com Molière, vemos dois atores que planejam encenar a peça O Misantropo.
Gauthier (Lambert Wilson, de Homens e Deuses) é famoso por seu trabalho em televisão, onde estrela um seriado médico. Ele vai ao encontro de Serge (Fabrice Luchini, de As Mulheres do Sexto Andar), um ator recluso na Ilha de Ré. O plano é convencê-lo a voltar a atuar depois de três anos de aposentadoria.
Conforme a dupla ensaia os diálogos da peça, percebe-se que a personalidade dos dois é muito semelhante a dos personagens criados por Molière. Esse paralelismo é a principal fonte de humor do roteiro. Para completar a carga cômica, há algumas situações de pastelão inspiradas no cinema mudo.
O jogo de ego entre Gauthier e Serge se complica com a chegada de Francesca (Maya Sansa, de A Bela que Dorme), uma italiana que planeja vender sua casa. Os dois demonstram interesse pela estrangeira, apesar de Gauthier ser um homem comprometido.
 
 Cena do filme Camille Claudel 1915
A MENTE DEBILITADA DA ARTISTA
No mundo das artes plásticas, os franceses têm uma lista de nomes para se orgulhar. No entanto, uma das mais famosas histórias de amor entre artistas aconteceu entre Auguste Rodin (1840-1917) e Camille Claudel (1864-1943).
Os dois amantes inspiraram um ao outro, mas seu amor sempre esbarrava no fato de Rodin ser casado com outra. A separação foi insuportável para Camille e ela foi internada em um sanatório por seus familiares.
É nesse cenário em que encontramos a artista em Camille Claudel 1915. O filme baseou-se em correspondências e registros médicos para retratar com autenticidade o estado dela. Camille é vivida por Juliette Binoche (A Vida de Outra Mulher), em um papel com alta carga dramática, bem ao gosto da atriz.
Praticamente todas as cenas se passam no hospital, com o filme mais focado no lado psicológico e clínico do que artístico e romântico. Portanto, essa opção pode causar frustração para o espectador desavisado com a expectativa equivocada. Camille relembra seu passado pelas falas, mas não há cenas de flashbacks para sustentar visualmente as memórias.
 
Cena do filme Anos Incríveis

OUTROS FILMES “ARTÍSTICOS” EM CARTAZ NO FESTIVAL VARILUX 2013:

Anos Incríveis: Um jovem fã da Nouvelle Vague sonha em ser cineasta nos anos 1990. Ele vai a Paris e começa a trabalhar em duas redes de televisão, uma comercial e outra revolucionária. Baseado na experiência de Michel Leclerc.
O Homem que Ri: Um showman acolhe dois órfãos em sua caravana no final do século XVII, uma garota cega e um jovem com cicatrizes no rosto. Adaptação do romance de Victor Hugo.
Renoir: O pintor já é um homem de idade quando começa a trabalhar com a modelo Andrée no começo do século XX. A moça se envolve com o filho do artista, um amante do cinema.
 
 
 
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