Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Games 01.07.2013 01.07.2013

Férias no joystick

Por Míriam de Souza
 
Férias. Hora de colocar em dia tudo que não pôde ser feito durante os dias mais atribulados do primeiro semestre. São muitos dias livres, que podem ser preenchidos com o que você bem entender. Por isso, julho é o mês ideal para se dedicar a games mais longos, em que se demora muitas horas para chegar ao fim.
 
Existem, é claro, games que não têm fim – eles duram enquanto o jogador tiver vontade. Alguns deles são jogos multiplayer pela internet, como World of Warcraft ou Diablo III. Outro exemplo é a série Civilization, criada por Sid Meier em 1991. Nas telas, é criada uma civilização que deve crescer e estabelecer relações com outros povos. É possível salvar o jogo a qualquer momento e voltar a cuidar do mundo fictício depois – a maioria das pessoas desiste após algum tempo. Mas no ano passado surgiu um caso extremo: um gamer jogou Civilization II por uma década. Ele queria ver quanto conseguiria avançar no jogo, e suas civilizações chegaram ao ano 3991, depois de muitas guerras nucleares e outros desastres.
 
Mas aqui não iremos indicar games infinitos, e sim produções em que seja possível “zerar” – chegar à tela final e assistir aos créditos. O que já acontece há alguns anos na indústria, mas tem aumentado nos últimos tempos, é a criação de jogos maiores com o intuito de aumentar o “valor de replay”, ou seja, o número de vezes que alguém pode curtir um game que comprou. Para isso, além da história principal, os jogos têm muitas missões paralelas (“sidequests”), que tomam horas e horas dos fãs.
 
MEDINDO O TEMPO
 
Para ver como a duração dos games aumentou nos últimos anos, usamos como exemplo a série The Legend of Zelda. De acordo com a base de dados do site How Long to Beat, o primeiro game, de 1987, era bem curto. A história principal (apenas o que é obrigatório para chegar ao fim do game) leva em média 10 horas e meia para ser concluída. E 16 horas foi o tempo médio que os gamers demoraram para zerar o jogo: conseguir todos os itens, visitar todas as salas secretas e derrotar todos os monstros, por exemplo.
 
Pulamos uma década para chegar ao game mais famoso da série: Ocarina of Time, de 1998. A história demora em média 26 horas e meia, mas as missões paralelas fazem com que o tempo para terminar tudo seja de 40 horas e meia. O jogo mais recente, Skyward Sword, segue essa tendência: a história dura 36 horas, mas um gamer comum leva 58 horas e meia para fazer todas as sidequests – os mais lentos demoraram 98 horas para chegar ao fim.
 
Não pense que jogos longos são sinônimos de games chatos. Muitas das missões não são obrigatórias. Elas servem para que o jogador que se apegou à história passe um tempo a mais com seus personagens favoritos, curtindo o esquema daquele universo. Então, aproveite as férias e “perca” um tempinho com esses jogos extensos, porém divertidos:
 
Apenas a história: 26 horas e meia
Para zerar: 93 horas e meia
 
Borderlands tem uma versão turbinada que pode durar 93 horas
 
Misturando RPG de ação e tiro em primeira pessoa, este game faz o jogador escolher entre quatro personagens. Cada um tem habilidades específicas, que podem ser usadas em combate. A versão “Jogo do Ano” traz novos episódios, aumentando ainda mais o tempo que pode ser passado com o joystick.
 
FINAL FANTASY XII
Apenas a história: 52 horas e meia
Para zerar: 152 horas
 
O 12º Final Fantasy tem muitos mapas no amplo universo de Ivalice
 
A cada Final Fantasy, a história muda. Mas, em FF12, mudou também a mecânica de jogo. Não há mais batalhas com monstros encontrados aleatoriamente – os inimigos podem ser vistos no mapa. Alguns fãs demoraram 600 horas para desvendar todos os segredos do game, que tem muitas áreas e cavernas (dungeons) a serem exploradas.
 
Apenas a história: 27 horas
Para zerar: 367 horas
 
Só quem realmente tem tempo livre completa os games da série Disgaea
 
Parte da série Disgaea, em que as histórias são curtas, mas os fãs podem passar um tempão jogando. Depois de derrotar o último chefe neste RPG tático, mapas extras podem ser explorados. Mas a parte mais longa é o Item World. Qualquer item adquirido na história pode ser evoluído. Para isso, os personagens “entram” no objeto, que se transforma em uma série de dungeons. Cada item pode ter um dungeon interno que vai de 30 a 100 pisos.
 
Apenas a história: 34 horas
Para zerar: 105 horas e meia
 
GTA é um dos tipos de jogos mais conhecidos por durar quase para sempre. O mundo é aberto, e cabe ao jogador explorá-lo. É claro que há muitas missões, mas tem gente que prefere ignorá-las e praticar crimes pela cidade, para depois fugir da polícia.
 
Apenas a história: 30 horas e meia
Para zerar: 183 horas
 
Além de amplos mapas, Skyrim tem uma lista de missões que, na prática, não acaba nunca
 
Um dos propósitos da série The Elder Scrolls é permitir ao jogador vagar pelos imensos mapas fictícios, adiando o avanço da trama ou ignorando-a completamente. Existem centenas de sidequests já programadas no game – basta encontrar um personagem que a proponha. Caso o gamer queira mesmo continuar jogando, é possível continuar a história para sempre, já que o sistema da desenvolvedora Bethesda permite criar missões automaticamente. O tempo colocado lá em cima reflete apenas o que é gasto com as quests que estão no roteiro.
 
 
 
Recomendamos para você