Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Games 14.11.2014 14.11.2014

‘Far Cry 4’ traz novos vilões excêntricos e sistema de karma decisivo ao jogo

Por Aline Maryama
Em Far Cry 4 , o jogador assume o papel de Ajay Ghale, um nepalês nativo que regressa a Kyrat, uma região selvagem em seu país de origem nos Himalaias. Sem tempo para prestar luto e uma última homenagem, é arrastado pela guerra frenética entre rebeldes e o regime ditatorial de Pagan Min, um doido sádico que se autointitulou rei.
O jogo traz uma proposta de imersão já conhecida na série, com detalhes empolgantes e a união de elementos como FPS e Role-Playing Game, ambientados em um cenário de mundo aberto, com escolhas feitas pelo jogador que determinarão o destino do personagem.
Para Flávia Gasi, diretora executiva da Ni Game Content, o próximo jogo deve manter o nível da franquia. “Ao olharmos para Far Cry 3 como pilar de sustentação de estilo e mecânicas do próximo game da franquia, espero balanceamento perfeito entre a pura insanidade de possibilidade e dos vilões, e level design que inspire o jogador a manter os olhos pregados na tela”.
O jogador contará com diversos finais disponíveis, que dependem das suas próprias escolhas, e, além de seguir a história principal, também pode optar por diversas missões secundárias. Um plus é que será possível dirigir diversos veículos, até mesmo coisas mais inusitadas, como montar um elefante, que não será tão eficaz se estiver no meio de fogo cruzado.
PAGAN MIN
O rei de aparência excêntrica, com um terno de cores vibrantes e um topete estiloso, é uma incógnita. Min deixa bem claro que não gosta de ser desobedecido e precisa ter o controle das coisas.
Durante um momento, o rei diz que Ghale poderia ser até seu sucessor, mas de repente muda de ideia completamente – aliás, as coisas com Pagan podem mudar bem depressa.
O rei de aparência excêntrica, com um terno de cores vibrantes e um topete estiloso, é uma incógnita
Em alguns momentos, parece que tudo que ele quer fazer é ajudar o personagem. Será aquela mão amiga, o empurrãozinho que faltava. Em outros, não é bem assim. Será necessário jogar e mergulhar nas histórias que o rei sádico tem a contar para descobrir mais a fundo quem é Pagan Min.
Far Cry 4 mantém o estilo de deixar o vilão em foco. Assim como em Far Cry 3, todos os holofotes apontavam para Vaas Montenegro; agora chega a vez de Pagan Min.
YUMA
Para os jogadores que gostam da presença feminina na série, Yuma pode ser uma boa surpresa. Embora sua aparência não seja muito ameaçadora, a antagonista é durona, perigosa e um dos braços direitos de Min. Ela controla a prisão de Durgesh, que abriga prisioneiros políticos que desafiaram o poder do líder; além disso, também é comandante da elite do exército real de Kyrat.
ENTRE O BEM E O MAL
A Ubisoft introduziu um sistema de Karma que acumula ou retira pontos dependendo das ações do jogador. Durante uma missão, é possível receber pontos de karma se optar por salvar reféns e/ou civis.
Se quem estiver jogando decidir matar vida selvagem sem uma necessidade a ser saciada, os pontos serão reduzidos. Diversas escolhas morais são propostas ao longo da história e a decisão cabe ao jogador, que escolhe as opções que mais condizem com a versão da personalidade de Ajay Ghale desejada.
Para Pedro Amorim, fã declarado da Ubisoft e suas criações, Far Cry 4 é um dos pontos altos do final do ano. “De todas as coisas, o que mais me chamou atenção foi o sistema de Karma. O jogo faz você tomar escolhas difíceis, que muitas vezes custariam muito da humanidade e senso moral na vida real, mas no jogo a pessoa faz sem pensar duas vezes, porque não tem nada a perder. Bom, agora tem”.
É hora de o jogador colocar em prática o que aprendeu sobre definição de insanidade para enfrentar um novo vilão sádico, uma violenta guerra civil e um multiplayer frenético
DEATHMATCH
Há 10 mapas disponíveis, três modos e partidas com duração aproximada de 20 minutos. Cada time conta com cinco jogadores, que deverão escolher entre dois exércitos:
Rakshasa: soldados de elite de Pagan Min, são guerreiros místicos com armas rústicas e tradicionais, com profunda conexão com a natureza. Podem utilizar e invocar animais, usando-os nas batalhas, e podem “desaparecer” no cenário.
Golden Path: a tecnologia é a grande vantagem desse grupo. Armas, veículos e acessórios modernos e tecnológicos vão favorecer o time.
Os três modos multiplayer
– Outpost: os Golden Path desejam criar postos avançados de controle, enquanto os Rakshasa tentarão acabar com todos os não crentes do local.
– Propaganda: Golden Path tem a missão de destruir as três instalações de propaganda da fé dos Rakshasa.
– Demon Mask: ambos os times devem capturar a Demon Mask e levá-la para sua base.

Far Cry 4 será lançado no dia 18 de novembro, para Xbox One, PS4, Xbox 360, PS3 e PC.
Vilões Marcantes – A definição de insanidade
Pagan Min chega com uma missão difícil: assumir o papel de antagonista, quando Vaas Montenegro, um dos vilões de Far Cry 3, marcou território com louvor, conquistando uma extensa lista de adjetivos, que vão de hilário e filosófico a violento e sádico.
Vaas foi o segundo antagonista, mas ganhou um destaque tão grande que sua importância por vezes se sobressaía à do protagonista da série. Entre tanta instabilidade e insanidade, um mito foi criado. Caras, bocas e falas são sempre lembradas por fãs.
Para João Pedro Ávila, psicólogo e gamer nas horas vagas, a Ubisoft criou um padrão de fazer vilões com complexidade sedutora que deve ser mantido. “Eu quero mais do que foi apresentado no jogo anterior. Quero ver um vilão que provoque o efeito ‘mind blowing’ duplamente, superando as maluquices de Vaas com as quais já me acostumei e que esperava”.
Ávila acrescenta, tentando deixar a profissão de lado. “Eu tento evitar fazer análise psicológica de todos os vilões, por mais interessante que pareça. Chega uma hora que você fica meio maluco – com Vaas foi assim. Não dá para entender direito, é realmente maluco. Quero que Pagan Min me faça olhá-lo e pensar: ‘Não entendo esse cara, tô ficando louco!’”.
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