Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 30.05.2010 30.05.2010

EXCLUSIVAS NA MANTIQUEIRA

Por Ramon Mello e Bruno Dorigatti
Foto: Tomás Rangel

 

Durante a passagem pelo Festival da Mantiqueira,em São Francisco Xavier, o Saraiva Conteúdo cobriu a programação dos debates principais, além de realizar entrevistasexclusivas com alguns dos escritores. Em breve, publicaremos as conversas comFabrício Carpinejar, João Almino, Guilherme Fiúza, Ronaldo Correia de Brito,Laurentino Gomes, Spacca e José Eduardo Agualusa. Utilizamos como base a BibliotecaSolidária, criada por Sidnei Pereira da Rosa, morador de São Francisco Xavier,e a Pousada Muriqui, a “pousada dos autores”.

Fabrício Carpinejar, nosso primeiro entrevistado,saiu direto de uma oficina literária para estudantes na EMEF Professora RachidEdwards para nosso set, instalado na Biblioteca Solidária. O poeta e professorgaúcho falou, com irreverência,  de seu novo livro, A mulher perdigueira, e sobre sua relação com a internet -recentemente Capinejar publicou um livro com seus aforismos do Twitter, www.twitter.com/carpinejar.

O diplomata e escritor João Almino, potiguar de Mossoró, desembarcou de Chicago diretamente para a Mantiqueira, onde nos contou um poucosobre o livro Cidade livre, lançadodurante o festival. Ele comentou a respeito dos personagens que passeiam porseus livros, costurando as histórias. E, ainda, analisou o cenário daliteratura contemporânea no Brasil. Além de escrever ficção, João Almino éautor de escritos de história e filosofia política.

Em entrevista exclusiva, Ronaldo Correia Brito falou sobre ainfluência e a interferência da medicina, que exerce há 35 anos, em sua prosa econtou sobre o longo tempo que levou entre escrever e publicar. “”Tenhogavetas cheias de tempo””, onde ele volta para buscar contos esquecidos eretrabalhá-los. É o que acontece agora em seu novo livro, Retratos imorais, que será lançado em agosto pela Alfaguara. Novolume, divido em “”Retratos espessos””, “”Retratos de mães”” e “”Retratos de homem””,Ronaldo reúne contos, alguns escritos 39 anos atrás e outros mais recentes, de 2009 e 2010.

Guilherme Fiúza, jornalista e escritor, autor do best-seller Meu nome não é Johnny (Record), conversou sobre sua trajetória comoescritor e jornalista, além de falar sobre a biografia do “casseta” Bussunda,recém-publicada pela Objetiva. Fiúza dividiu a mesa com Paulo Cesár Araújo,autor da biografia censurada do rei, RobertoCarlos em detalhes (Planeta).

Spacca é autor de histórias em quadrinhos queabordam a vida de Santos Dumont (projeto que se estendeu por 25 anos), Debret,D. João VI, além da recente adaptação do romance de Jorge Amado, Jubiabá, todos lançados pela Companhiadas Letras. Na entrevista, o desenhista comentou as minúcias das pesquisas quetem que realizar para seus projetos, que incluem um olhar atento ao vestuário,à arquitetura, ao sistema de transportes do período retratado, detalhes que nãopodem passar batido. O desenhista que aos nove anos rascunhou uma adaptação de A volta ao mundo em 80 dias, de JulioVerne, mas não passou da página três, falou ainda sobre o novo projeto,atualmente na fase de esboços e que consiste na adaptação da biografia de D.Pedro II, As barbas do imperador (Companhia das Letras), da antropóloga Lilian Schwartz. “”Ela aborda ocontexto histórico e antropológico, a nova imagem e ideologia que o Impérioqueria criar. Vai ser uma espécie de documentário em quadrinhos””, garante.

O jornalista Laurentino Gomes, autor de 1808 (Planeta), falou sobre a surpresa queseu livro despertou ao se tornar um best-seller. “”Percebo nas palestras país afora o grande interesseem entender o Brasil de hoje, e, para isso, é preciso voltarmos ao passado parabuscar alguns caminhos e respostas””, disse na entrevista exclusiva. Eletrabalha em seu novo livro, que se chamará 1822 e abordará o período que vai de 1821, quando D. Pedro I retornaà Portugal, passando pela Independência do Brasil no ano seguinte e se estendendo até os anos1830, acompanhando os desdobramentos que a independência trouxe ao país.

Por fim, o angolano José Eduardo Agualusa, quedividiu a última mesa com João Almino e a chilena naturalizadabrasileira Carola Saavedra, contou a história de seu novo livro Barroco tropical – sua estréia naeditora Companhia das Letras. E disse estar contente com a profusão de autores de línguaportuguesa, tanto aqui como em Portugal, Angola e Moçambique.

 

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