Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 21.07.2014 21.07.2014

“Eu estimulo as pessoas a irem ao cinema”, diz diretor de Transformers

Por Edu Fernandes
 
Em 2011, depois do lançamento de Transformers: O Lado Oculto da Lua (Paramount), a franquia foi dada como encerrada. Um dia, o diretor Michael Bay estava em um parque temático e viu uma grande fila de pessoas para entrar na atração dos robôs que ele levou para a tela grande. Foi nesse instante que o cineasta percebeu que o público pedia por mais de Optimus Prime e companhia.
Foi assim que nasceu o projeto de Transformers: A Era da Extinção (Paramount). O filme estreou no Brasil em 17 de julho, mas as sessões de pré-estreias lotaram em todo o País, um reflexo do que acontece com o filme ao redor do globo. “Já fizemos milhões de espectadores, então eu acho que eu estimulo as pessoas a irem ao cinema”, disse Bay em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro. “Eu estou divulgando esse filme em vários países e vi várias plateias o aplaudirem em todo o mundo.”
A nova produção tem um novo protagonista. Cade (Mark Wahlberg, que já trabalhou com o diretor em Sem Dor, Sem Ganho) é um inventor que adquire bugigangas. Ele compra o que acha ser um caminhão antigo, mas na verdade é a carcaça de Optimus Prime, caçado pelo governo. Quando o robô desperta, começa a aventura.
Cade auxilia Optimus em sua missão de reunir os Autobots. Ele leva junto sua filha única Tessa (Nicola Peltz, de O Último Mestre do Ar) e o namorado dela, o piloto Shane (Jack Reynor, de De Repente Pai). O alívio cômico se dá pela disputa dos dois personagens masculinos pela atenção da moça.
 

Michael Bay atende fãs em pré-estreia no Rio de Janeiro
“Mark me perguntou sobre o futuro de Transformers, então foi fácil coloca-lo no filme”, declarou Michael Bay. “Para os outros papéis, selecionamos atores do mundo inteiro. Nicola foi uma decisão fácil porque ela já conhecia Mark de quando era criança. Assim ficou tranquilo para eles construírem a relação paternal.”
Para dar vida aos robôs, Transformers usa de muita computação gráfica. A tecnologia é parte inerente à franquia. “Tivemos muitos avanços desde o primeiro filme: o 3D ficou melhor, as câmeras ficaram melhores”, confessa Bay. “A tecnologia não torna as coisas mais fáceis, mas mais difíceis. Você quer ser mais realista e fica sempre se desafiando para ir além.”
 

Personagens do filme Transformers: A Era da Extinção
Em A Era da Extinção, o roteiro vai além geograficamente: a batalha final do longa se dá em Hong Kong. “Eu sempre gosto de filmar em locações únicas, porque Nova York e Paris já foram destruídas em muitos outros filmes”, afirma Michael. “Eu sempre gostei de Hong Kong e estava curioso de como seria trabalhar na China.”
As bilheterias da produção garantem que mais títulos surjam nos próximos anos, mas o diretor prefere ainda não se pronunciar sobre o assunto. “Estamos em uma indústria de trilogias”, considera. “Eu acabei de terminar o filme e agora eu só estou cansado.”
Apesar da fadiga, o realizador tem motivos financeiros para comemorar. “Quando entrei no projeto, abdiquei do meu salário de diretor no acordo por uma parte dos lucros”, explicou. “Eu apostei toda minha carreira em Transformers, mas agora eles têm de pagar. No final, fiz um acordo muito bom.”
Veja o trailer de Transformers: A Era da Extinção:
 

 
 
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