Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Games 12.04.2013 12.04.2013

Entre o salto alto e o console, a gamer “Mandxinha” arrasa nos games

 Por Aline Maryama
 
O cenário do e-sports (eletronic sports) tem sido cativado cada vez mais pela presença feminina nos mais diversos jogos on-line. Times completamente formados por garotas representam o Brasil em campeonatos de Counter Strike e outros jogos que têm feito a cabeça dos gamers atuais. Elas invadiram o mundo gamer e vieram para ficar.
Amanda Priscilla Lunguinho Figueiredo, conhecida na internet como Mandxinha, tem 23 anos de idade, é de João Pessoa (Paraíba) e fanática por jogos, sua grande paixão. Seu objetivo atual é se profissionalizar como gamer, e a cada dia ela tem lutado por isso. Já participou de campeonatos pequenos e treina para chegar aos níveis nacional e internacional.
Está on-line em diversos jogos, como World of Warcraft, League of Legends e outros, sem deixar de dominar os games de console. Porém, não esconde a preferência por jogos antigos. Fã de Xbox 360 e Nintendo DS, não dispensa nenhum console.
 
Representando com classe as mulheres que jogam, ela traz um pouco de sua história para todos conhecerem aqui no SaraivaConteúdo.
 
                                                                       Crédito/ Amanda Figueiredo
Amanda “Mandxinha”
 
Conte sua história com os jogos, onde tudo começou e como você tem lidado com o mundo dos games agora.
Amanda. Meu primeiro videogame foi o Atari, depois veio o Master System  e depois montei um playtime (uma “lan house” de consoles). Em 2007 entrei para os games on-line, onde conheci e me viciei em Tales of Pirates, depois o World of Warcraft, que até hoje é o meu favorito. Creio que joguei mais de 50 jogos on-line! Gravo diversos vídeos para mostrar meu trabalho, mantenho uma página no Facebook voltada para gamers, realizo eventos no meu estado e estou em uma empresa promissora (RMA e-sport). Estou no projeto “Elas no Game”, que promete mostrar para todos que mulheres também entendem de jogos.
Quais são as maiores vantagens de ser gamer?
Amanda. Na minha opinião, jogar é uma terapia antiestresse, TPM e carência. Tenho amigos em toda parte do mundo! É uma fuga para um local onde eu posso ser quem eu quiser, seja uma poderosa viking ou uma atraente detetive. Posso conhecer o mundo, mitologias e uma infinidade de coisas através dos jogos. Creio que isso aconteça com todas as pessoas que gostam de jogar, principalmente o fato de despertar a curiosidade a respeito de diversos assuntos.
 
Quando tem dúvidas em relação ao seu desempenho em algum jogo, quem você procura para ajudá-la?
Amanda. Procuro ajuda de pessoas que se destacam no cenário gamer, como jogadores profissionais bem-sucedidos. Porém, às vezes é difícil conseguir uma resposta deles, mas é muito gratificante quando algum se disponibiliza para ajudar. Gosto de assistir ao livestream do jogo no qual estou focada; a tutoriais disponíveis no YouTube; e leio revistas sobre games.
Qual foi o jogo antigo que mais te marcou?
Amanda. Pode parecer estranho, mas foi Tony Hawk 2, o jogo em que você escolhia um skatista, personalizava seu skate, fazia manobras e por aí vai. Lembro que foram muitas tentativas para conseguir completar 100% em todas as fases… Quando consegui, vibrei de alegria!
Você investe em eventos com foco para o público gamer, tanto on-line quanto off-line. Conte um pouco mais sobre essa iniciativa e como ela tem se desenvolvido ao longo dos anos.
 
Amanda. Realizo eventos para o público gamer desde 2007. A princípio as coisas eram bem virtuais. Organizava campeonatos de PVP (Jogador vs. Jogador) no WoW, e as premiações eram doações de jogadores que apoiavam a iniciativa. Apesar de ter sido [um evento] amador, foi um grande passo para crescer nesse meio. Em 2012, realizei meu primeiro evento presencial, onde reuni diversos jogadores de João Pessoa para assistir à final mundial competitiva de League of Legends, que teve a participação de cerca de 70 pessoas. Conversei com patrocinadores para fazer sorteios e fiz um mini quiz, foi um sucesso! Em 2013, realizei o meu primeiro campeonato presencial. Consegui reunir aproximadamente 200 pessoas e filmei o evento, que foi transmitido ao vivo pela Twitch.tv e teve média de 600 expectadores.
 
Entre os jogos atuais, quais você tem vontade de jogar ou recomenda?
 
Amanda. Far Cry 3 é um excelente jogo, disponível para consoles e computador. Os gráficos são incríveis, dão a impressão de que você realmente está vivendo aquilo, cada detalhe torna tudo mais realista. Você tem muita liberdade com o mapa aberto, sendo praticamente livre para explorar tudo. É uma mistura interessante entre RPG (role playing game) e FPS (First Person Shooter).
 
O Metal Gear Rising é um jogo lançado recentemente que tenho muita vontade de testar, porque, para quem acompanhou os outros jogos da saga, é como uma questão de honra experimentar todos – apesar de o jogo ser considerado quase um “spin-off” da série Metal Gear, porque ele se passa depois do Metal Gear Solid 4.
 
                                                                                        Crédito/Amanda Figueiredo
Mandaxinha, Jeehx e Sae, garotas do Elas no Game
 
Quer saber um pouco mais sobre o trabalho da Amanda “Mandxinha” nas redes sociais? Confira:
 
 
 
 
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