Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 14.06.2012 14.06.2012

Empresário organiza festival de cinema com recursos próprios

Por Edu Fernandes
 
Em 2011, Frederico Machado incluiu mais uma data no calendário dos cinéfilos. O fundador da distribuidora Lume Filmes organizou, em São Luís (MA), um festival de cinema focado em obras autorais, recebendo forte resposta da crítica especializada e dos amantes da sétima arte. “A ideia era exibir uma mostra contemporânea fora do eixo Rio-SP”, disse o empresário.
 
Recentemente, Frederico foi convidado para palestrar durante o Nossas Américas Nossos Cinemas, encontro de jovens realizadores da América Latina sediado em Sobral (CE). Na ocasião, cedeu entrevista exclusiva ao SaraivaConteúdo para falar da experiência do ano passado e dos planos para 2012, quando realiza a segunda edição do Festival Lume de Cinema, que acontece de 14 a 20 de junho.
 
A primeira vez que Machado organizou um evento do tipo foi em 2004. Ele foi responsável por três mostras anuais em São Luís, no Cine Praia Grande, em que eram exibidos filmes autorais de pequenas distribuidoras nacionais e de fora do Brasil.
 
Foi a partir dos contatos firmados nessa época que Frederico conseguiu abrir sua própria distribuidora. “Em 2006, liguei para a Pandora Filmes [de São Paulo] para negociar alguns filmes que eu queria distribuir em DVD”, explica. “No começo, contamos com o respeito da crítica, que elogiou os títulos e as capas diferenciadas dos DVDs”. Por lidar com obras artísticas, a Lume usou a tática de comercializar seus produtos em lojas selecionadas e, assim, alcançar seu público-alvo com mais eficiência.
 
Depois desse momento de foco empresarial, Frederico Machado decidiu voltar suas energias para a organização de mostras e realizar o Festival Lume de Cinema. “Sempre tive vontade de fazer um festival novamente”, relata. “Os planos ficaram paralisados por causa da distribuidora e da produtora”.
 
Frederico inscreveu o projeto em editais e foi atrás de leis de incentivo, mas obteve pouco apoio governamental. Sem desistir, o empresário ergueu o evento com um orçamento de R$ 230 mil. “Um valor bem diferente dos R$ 10 milhões que Paulínia disse que precisava”, afirma. Grande parte do montante veio de recursos próprios.
“A gente teve um monte de problemas: com legendagem eletrônica, com projeção, com público”, confessou. Mesmo com os obstáculos, Frederico Machado considera sua mostra um sucesso. “Fomos o terceiro festival do Brasil em mídia espontânea”, comemora. “Levamos 15 críticos e 30 convidados para São Luís, o que são números muito grandes para o tamanho da cidade”.
 
“A Lume é muito grata à crítica”, afirma. Prova disso foi a publicação de um livro com 58 ensaios sobre filmes comercializados pela Lume em DVD. Cada um dos textos foi escrito por um crítico diferente, e o lançamento de Os Filmes que Sonhamos aconteceu no I Festival Lume de Cinema.
Logo do Festival Lume de Cinema
Nova batalha
 
Para a edição de 2012, Frederico novamente encaminhou o projeto para vários lugares. “Com as comemorações dos 400 anos de São Luís, achei que seria mais fácil conseguir o apoio da prefeitura”, disse. No entanto, mais uma vez o empresário se viu obrigado a bancar do próprio bolso a empreitada.
 
Os números do II Festival Lume são menores do que o anterior. O orçamento caiu para R$ 100 mil e só haverá seis convidados. “Tive até de usar meu cartão de crédito pessoal para comprar passagens”, explica. Frederico espera recuperar metade do investimento com a venda de ingressos. “A ideia original era ter exibições gratuitas”, lamenta. Os bilhetes custam R$ 10 (R$ 5 para meia entrada) e já estão em venda antecipada.
 
“Temos muitos desafios de logística por estarmos longe dos grandes centros”, afirma. “Já recebi convites para fazer o festival em São Paulo, com grandes salas de cinema. Quero ficar em São Luís porque é minha cidade”.
 
 
Empresário organiza festival de cinema com recursos próprios

Por Edu Fernandes

Resumo: Pela segunda vez, Frederico Machado realiza o Festival Internacional Lume de Cinema, em São Luís (MA)

Foto: Frederico Machado posa para foto no Nossas Américas Nossos Cinemas, em Sobral (CE).

Em 2011, Frederico Machado incluiu mais uma data no calendário dos cinéfilos. O fundador da distribuidora Lume Filmes organizou, em São Luís (MA), um festival de cinema focado em obras autorais, recebendo forte resposta da crítica especializada e dos amantes da sétima arte. “A ideia era exibir uma mostra contemporânea fora do eixo Rio-SP”, disse o empresário.

Recentemente, Frederico foi convidado para palestrar durante o Nossas Américas Nossos Cinemas, encontro de jovens realizadores da América Latina sediado em Sobral (CE). Na ocasião, cedeu entrevista exclusiva ao SaraivaConteúdo para falar da experiência do ano passado e dos planos para 2012, quando realiza a segunda edição do Festival Lume de Cinema, que acontece de 14 a 20 de junho.

A primeira vez que Machado organizou um evento do tipo foi em 2004. Ele foi responsável por três mostras anuais em São Luís, no Cine Praia Grande, em que eram exibidos filmes autorais de pequenas distribuidoras nacionais e de fora do Brasil.

Foi a partir dos contatos firmados nessa época que Frederico conseguiu abrir sua própria distribuidora. “Em 2006, liguei para a Pandora Filmes [de São Paulo] para negociar alguns filmes que eu queria distribuir em DVD”, explica. “No começo, contamos com o respeito da crítica, que elogiou os títulos e as capas diferenciadas dos DVDs”. Por lidar com obras artísticas, a Lume usou a tática de comercializar seus produtos em lojas selecionadas e, assim, alcançar seu público-alvo com mais eficiência.

Depois desse momento de foco empresarial, Frederico Machado decidiu voltar suas energias para a organização de mostras e realizar o Festival Lume de Cinema. “Sempre tive vontade de fazer um festival novamente”, relata. “Os planos ficaram paralisados por causa da distribuidora e da produtora”.

Frederico inscreveu o projeto em editais e foi atrás de leis de incentivo, mas obteve pouco apoio governamental. Sem desistir, o empresário ergueu o evento com um orçamento de R$ 230 mil. “Um valor bem diferente dos R$ 10 milhões que Paulínia disse que precisava”, afirma. Grande parte do montante veio de recursos próprios.

Foto: Logo do Festival Lume de Cinema

“A gente teve um monte de problemas: com legendagem eletrônica, com projeção, com público”, confessou. Mesmo com os obstáculos, Frederico Machado considera sua mostra um sucesso. “Fomos o terceiro festival do Brasil em mídia espontânea”, comemora. “Levamos 15 críticos e 30 convidados para São Luís, o que são números muito grandes para o tamanho da cidade”.

“A Lume é muito grata à crítica”, afirma. Prova disso foi a publicação de um livro com 58 ensaios sobre filmes comercializados pela Lume em DVD. Cada um dos textos foi escrito por um crítico diferente, e o lançamento de Os Filmes que Sonhamos aconteceu no I Festival Lume de Cinema.

Nova batalha

Para a edição de 2012, Frederico novamente encaminhou o projeto para vários lugares. “Com as comemorações dos 400 anos de São Luís, achei que seria mais fácil conseguir o apoio da prefeitura”, disse. No entanto, mais uma vez o empresário se viu obrigado a bancar do próprio bolso a empreitada.

Os números do II Festival Lume são menores do que o anterior. O orçamento caiu para R$ 100 mil e só haverá seis convidados. “Tive até de usar meu cartão de crédito pessoal para comprar passagens”, explica. Frederico espera recuperar metade do investimento com a venda de ingressos. “A ideia original era ter exibições gratuitas”, lamenta. Os bilhetes custam R$ 10 (R$ 5 para meia entrada) e já estão em venda antecipada.

“Temos muitos desafios de logística por estarmos longe dos grandes centros”, afirma. “Já recebi convites para fazer o festival em São Paulo, com grandes salas de cinema. Quero ficar em São Luís porque é minha cidade”.

 
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