Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 17.02.2011 17.02.2011

Ego de Seth Rogen infla em ‘O Besouro Verde’

Parece que o ego do ator Seth Rogen falou mais alto quando ele decidiu produzir, escrever e protagonizar a versão de O Besouro Verde, que estreia amanhã em circuito nacional. Conhecido pelas comédias “adolescentes” Ligeiramente grávidos e Superbad – É hoje, Rogen perdeu peso para viver o herói e não resistiu à tentação de dar “cores” cômicas ao personagem ou à trama. Os fãs do Besouro podem não gostar.

Com direção de Michel Gondry, Rogen faz o papel de Britt Reid, playboy que vive completamente à margem dos negócios de seu pai, o magnata da mídia James Reid (Tom Wilkinson), até que esse morre, deixando para ele como herança um importante jornal em Los Angeles. Entre uma farra e outra, Britt começa seu dia com um café colocado “misteriosamente” ao lado de sua cama. Ele não sabe quem o faz.

Com a morte inesperada do pai, o playboy acaba descobrindo que o responsável pelo café é também quem cuidava dos carros. Kato (Jay Chou), que ele acabara de demitir, é um expert em artes marciais, e também um gênio com as máquinas.

Junto a Kato, Britt resolve ir às ruas para combater o crime, usando ainda o jornal para promover o novo herói. Aí o filme degringola: Kato é praticamente retratado como o verdadeiro herói da dupla – e não apenas um “assistente”. Britt continua sendo uma espécie de bobo alegre, muito dependente da expertise de Kato para se safar do perigo. Seu superpoder é o dinheiro que tem.

Inevitalmente sai-se do filme com a sensação de que o Besouro Verde ganhou uma versão equivocada, forjada por Rogen de modo a atrair não os fãs do herói, mas os do ator, mais histriônico do que nunca em cena.  

Ah, tem mais um detalhe: o elenco tem ainda Cameron Diaz, que vive a secretária de Britt, Lenore. E o austríaco Christopher Waltz, que parece propositadamente repetir certos maneirismos do hilário Coronel Landa, de Bastardos inglórios, no papel do vilão Chudnofsky.

 

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