Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 29.10.2010 29.10.2010

Editora Melhoramentos comemora 120 anos de pioneirismo


   Estande da Melhoramentos na quinzena nacional dolivro em 1931

   Por Renata Muniz, do Almanaque Saraiva
   Fotos de divulgação


Pioneirismo é a palavra-chave para definir a Editora Melhoramentos,que comemorou seus 120 anos na última Bienal Internacional do Livro em São Paulo, no mês deagosto. Durante sua trajetória no mercado gráfico e editorial do país, a empresalançou as primeiras cartilhas, o primeiro dicionário eletrônico, primeiro atlase o primeiro livro em cores. “A melhor característica da Melhoramentos é queela é a pioneira em tudo aquilo que faz”, confirma Breno Lerner, superintendenteda Editora Melhoramentos.

A empresa recebe uma posição de destaque em várias frentes emque atua. O dicionário Michaelis é um dos produtos mais cobiçados da editora,ele tem versões em português, inglês, francês, espanhol, italiano, alemão ejaponês, e detém 35% do mercado. Na linha infantojuvenil, o grande foco daempresa, Ziraldo é o destaque. O autor publicou todas as suas 188 obras pelaeditora e atingiu um recorde histórico, com mais de 2,8 milhões de exemplaresvendidos do livro O Menino Maluquinho.“Fiz uma viagem com o Ziraldo para a Guatemala, a ministra da educação nos recebeue disse para ele: ‘Obrigado por mudar a educação do meu país’. Essas sãoaquelas coisas muito gratificantes em nosso trabalho”, afirma Breno.

Da produção de papel aos livros

Em 1890, surgiu um “protótipo” do que hoje é a EditoraMelhoramentos. O empreendedor Antonio Prost Rodovalho cria uma empresa paraproduzir papel em larga escala no Brasil, que chamou de Companhia deMelhoramentos de São Paulo. Quinze anos depois, surge outra empresa, dos imigrantesOtto e Alfried Weiszflog, no ramo de papelaria, encadernação, livros em brancoe importação de papel, chamada Weiszflog Irmãos – Estabelecimento Gráfico. “AMelhoramentos, que conhecemos hoje é resultado de uma fusão das duas empresas.Assim, ela se tornou uma editora que produzia livros com uma única cor”, explicaLerner.

Em 1915, a editora marca a história editorial do país e lança oprimeiro livro impresso a quatro cores: OPatinho Feio, de Hans Christian Andersen, com ilustrações de Franz Ritcher.Sete anos depois é lançado A Filha daFloresta, de Juliet Marillier, que é o primeiro livro a falar de ecologia esustentabilidade para crianças. “Quando vejo uma criança lendo e gostando de umde nossos livros, tenho uma sensação única. Penso: ‘fiz meu trabalho bem-feito,o que mais posso querer da vida?’”, conta o superintendente.

Na década de 70, a editora passou a exportar livros de autoresbrasileiros para o mercado editorial internacional. “Os livros dos nossosescritores chegaram a lugares que não imaginávamos. Uma série da Ruth Rocha,por exemplo, foi traduzida para urdu, pajambi, grego e vietnamita”, detalhaLerner.

Hoje, a editora vende aproximadamente 7 milhões de livrospor ano, com a colaboração de mais de 300 autores e 350 ilustradores. As obrasinfantojuvenis e de apoio escolar representam 50% do faturamento da editora;35% são obras de referência. Gastronomia e culinária ocupam 10% e de interessegeral, 5%. “No segmento infantojuvenil temos um grande destaque, O Menino Maluquinho, que está entre osmais vendidos há mais de 10 anos”, diz Lerner.

Atualmente, a editora está investindo também em publicaçõesdigitais. O dicionário Michaelis já é um aplicativo para iPhone, iPod, Touch eiPad. “Estamos surpresos com o resultado. O Michaelis é um dos 10 aplicativosmais baixados da Apple Store”, explica Breno. A Melhoramentos pretende lançarmais 20 títulos para os dispositivos móveis da Apple. 

Curiosidades

Breno Lerner divide duas curiosidades sobre a Melhoramentos:

· A editora foi a primeira fábrica a produzir papel higiênico em rolo, antigamente o papel era disponibilizado em pequenos quadrados. Na época, a empresa produzia serpentinas e acho que alguém resolveu colocar os pequenos pedaços de papel higiênico na máquina de serpentinas. E assim surgiu este papel em rolo que conhecemos.

· Durante a Revolução de 1932, o estado de São Paulo queria se separar do Brasil, mas, no entanto, não tinha quem produzisse papel-moeda para a população. Nós nos tornamos uma espécie de casa da moeda. Imprimimos dinheiro para São Paulo, durante toda a revolução.  


Recomendamos para você