Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Música 24.04.2014 24.04.2014

Eddie Vedder no Brasil: o que esperar dos shows?

Por Priscila Roque
 
Um sujeito tímido, com uma mente que transborda reflexões sobre o ser humano e que gosta de compor usando uma máquina de escrever. Assim é Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam. No início de maio, ele desembarca no Brasil, pela primeira vez sozinho, para uma série de cinco shows em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre os dias 6 e 12.
 
Longe de seus companheiros de banda, ele deixa no backstage aquela figura energética e incansável para posicionar um banquinho no palco e, assim, abrir espaço para uma troca intimista com a plateia em aproximadamente duas horas e meia. “Pouca iluminação, palco simples.O espetáculo está na voz, nas lindas melodias e na conversa que teremos com ele”, conta a gerente de comércio exterior Daniella Duarte Baltazar, 36 anos, que esteve em 17 shows durante as turnês de 2008, 2011 e 2012 nos Estados Unidos e Canadá.
 
É como se a sala de visitas do músico estivesse aberta e, com um ukulele, um violão e outros pequenos apetrechos, ele aproveitasse para compartilhar alguns de seus pensamentos. “Cada apresentação tem uma história que o Eddie divide com a plateia, algo que ele viveu, uma história interessante sobre a cidade onde ele está se apresentado ou questões políticas. Ele fica mais próximo do público, cativa e nos prende”, explica a contadora Luana Eldth, 32 anos, que foi a seis shows na turnê norte-americana de 2012.
 
SETLIST
 
Antes de subir ao palco, Eddie Vedder repete o ritual que já o acompanha há mais de 20 anos no Pearl Jam: escolhe na hora as canções que vai tocar. “Os shows são sempre diferentes, seja pela variação das músicas ou pelas surpresas que ele nos faz. Em um show que assisti em Houston, ele ouviu uma mulher cantando na plateia, se encantou com a voz dela e a fez subir ao palco para cantar com ele. A mulher tinha uma voz incrível! Foi emocionante!”, comenta Daniella.
 
Mas não são somente seus dois discos lançados e premiados, Into The Wild e Ukulele Songs, que recheiam e delimitam o setlist. No repertório entram também muitas versões de músicas do Pearl Jam como “I Am Mine”, “Can't Keep”, “Sometimes”, “Better Man” e “Unthought Known”, além de covers como “Trouble”, de Cat Stevens, “Picture in a Frame”, de Tom Waits, e “Masters of War”, de Bob Dylan. “Tem até canções inéditas, às vezes feitas na própria turnê”, relata a dentista Gisele Droppa, 34 anos, que acompanhou seis shows do vocalista nos Estados Unidos, em 2012.
 
PEARL JAM X SOLO
 
Todos os integrantes do Pearl Jam participam de projetos paralelos, mesmo com a banda em plena atividade. E antes de embarcar para a turnê europeia do grupo, em junho, o vocalista fará uma rápida passagem somente pelo Brasil, deixando de fora outros países da América do Sul. “Ele nitidamente tomou gosto de vir ao Brasil após sua primeira vez com o Pearl Jam, em 2005. Acho que ele fará um show com clássicos da carreira solo e do Pearl Jam, como ‘Guaranteed’ e ‘Porch’, mas me atrevo a dizer que ele pode até tentar tocar alguma canção brasileira!”, revela Daniella.
 
                                                                                                   Divulgação/Whittaker
O havaiano ukulele é o principal instrumento de sua carreira solo
 
As diferenças musicais entre a banda e sua carreira solo tornam-se um atrativo para os fãs. “Gosto de ver o show do Eddie desta forma. É uma proposta diferente do Pearl Jam. Acho que ele gosta de se apresentar assim e respeito”, afirma Luana, e acrescenta: “Ele traz do Pearl Jam um pouco da rebeldia dos 1990 mas, por outro lado, com maturidade, mais calmo”.
 
Para Daniella, essas transformações também abrem espaço para uma nova experiência: “Percebo que, dessa forma, o Eddie pode conversar e dar opiniões a respeito de assuntos polêmicos. É mais pessoal. A essência da pessoa Eddie Vedder, que também se faz presente nas apresentações do Pearl Jam, torna-se muito mais evidente nos shows solo, e isso é cativante, visto que ele é uma pessoa muito culta e interessante”, explica.
 
EXPECTATIVAS PARA O BRASIL
 
Durante as três passagens do Pearl Jam pelo País, Eddie Vedder divertiu o público quando tentava falar português. Desta vez, ele deve seguir tal tradição. “Acredito que ele irá treinar e arriscar algumas frases, vai ser emocionante. Tenho curiosidade de saber quais são as suas opiniões sobre as duas cidades e o que ele acha do Brasil”, comenta Luana.
 
Para Gisele, a plateia brasileira poderá surpreender: “A minha maior expectativa é sobre como ele levará um show de tanta conversa e bate-papo informal sem estar em seu país de origem e como será que o público vai se comportar por aqui, por ter a fama de ser mais caloroso”.
 
Eddie Vedder apresenta “Rise” em seu primeiro DVD solo, Water on the Road
 
Eddie Vedder em São Paulo
Onde: Citibank Hall – Avenida das Nações Unidas, 17955
Quando: 6, 7 e 8 de maio de 2014
Quanto: de R$ 100 a R$ 800
 
Eddie Vedder no Rio de Janeiro
Onde: Citibank Hall – Avenida Ayrton Senna, 3000
Quando: 11 e 12 de maio de 2014
Quanto: de R$ 320 a R$ 750
 
 
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