Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Música 26.02.2010 26.02.2010

Ecos da Gal pop

Ao trocar a gravadora Philips pela RCA, em 1984, Gal Costa iniciou uma das fases mais populares e controvertidas de sua discografia. Pois os três discos que representam esta guinada rumo ao pop adocicado das paradas – Profana (1984), Bem Bom (1985) e Lua de Mel Como o Diabo Gosta (1987) – estão sendo reeditados pela gravadora Sony Music (herdeira do acervo da BMG, que havia comprado a RCA em meados dos anos 80) dentro da coleção Caçadores de Discos. São discos que tem momentos até sofisticados, mas, em essência, foram caracterizados por um som mais tecnopop que era novidade na época em que os sintetizadores passaram a reinar na música brasileira. Profana mostrou que a fórmula poderia dar certo ao estourar a balada Chuva de Prata, adornada com vocais do grupo Roupa Nova. Bem Bom foi pelo mesmo caminho ao pôr no topo das paradas a balada Um Dia de Domingo, gravada por Gal com Tim Maia. Já Lua de Mel Como o Diabo Gosta já revela no título (o mais infeliz da discografia de Gal) a disposição de manter a popularidade da cantora. Só que a receita, dessa vez, deu errado. Canção de Lulu Santos que forneceu o título do disco, Lua de Mel não surtiu o efeito pretendido pela gravadora nas paradas. O disco – de radical tonalidade tecnopop – acabou não acontecendo e Gal, desiludida, retomou o trilho e o brilho habituais de sua carreira com o disco Plural.

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