Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 01.11.2013 01.11.2013

DEZ séries encerradas que deixaram saudades

Por Gabriel Perline
 
A sensação de "luto" é inevitável quando a nossa série favorita chega ao fim. Primeiro, vem a ansiedade pelo último episódio, responsável por resolver todos os dramas acompanhados por anos; depois, o êxtase toma conta quando sabemos que finalmente os protagonistas conseguiram – ou não – atingir seus objetivos; e, por fim, a tristeza. Afinal, todo fã de carteirinha sempre acha que haveria espaço para "pelo menos" mais uma temporada.
 
"Uma série sai do ar por dois motivos: ou sua audiência ficou muito ruim com o passar do tempo ou os atores se cansaram de atuar no mesmo papel e querem fazer outros trabalhos no cinema, no teatro ou mesmo na TV, com personagens opostos aos que eles faziam", explica Paulo Gustavo, crítico de séries do Guia Vivo TV.
 
Com isso, entra ano, sai ano, e diversos seriados são cancelados, deixando uma legião de fãs "órfãos". São tantos os exemplos que, para elaborar esta lista, o SaraivaConteúdo precisou recorrer à ajuda de vocês, leitores, na fanpage do portal no Facebook. E, de acordo com a enquete feita por lá, as dez produções que mais deixaram saudades na TV foram listadas abaixo. Confira!
 
 
"[Queer as Folk] explorou ao máximo o mundo homossexual, da forma mais abrangente e sem preconceitos", explica Paulo Gustavo. Cristina Padiglione, colunista de TV do jornal O Estado de S. Paulo, completa: "Série sobre gays, com gays e para gays, por que não? Por que acabou? Essa é a pergunta que motiva a saudade, já que nada parecido foi feito desde o fim dela, e penso que ainda há espaço na TV".
 
 
 
"[Friends] fava sobre o 'nada'. Não chegava a ser um Seinfeld, mas priorizava as relações entre amigos, com cenas do dia a dia. Gera identificação, é barata (quase sem externas) e concentra a piada no texto, sem efeitos especiais. Então a gente sempre quer mais daquilo, não é mesmo? E se pergunta: por que nada ficou no lugar? Desde que acabou, várias séries sofrem da síndrome de Friends, ou seja, se acham o novo Friends, mas não são", avalia Cristina.
 
 
 
"A saudade é basicamente do protagonista, uma figura sedutora porque pérfida no exercício de sua profissão, no melhor estilo 'os fins justificam os meios'. Mas uma hora tinha que ter um fim. Esgotar o Dr. House significaria desgastar o afeto que ele poderia ter – e tem – na memória do público, justamente por ter saído de cena 'em forma'", diz a colunista de TV de O Estado de S. Paulo.
 
 
"A série naufragou quando Mischa Barton decidiu sair, na 3ª temporada – ela era a protagonista. Sua personagem foi morta e um ano depois decidiram cancelar", explica Paulo Gustavo. "O casal secundário, formado por Seth (Adam Brody) e Summer (Rachel Bilson) era muito engraçado. Mas o plot da série foi um dos principais motivos de sucesso: colocar um garoto da periferia em um universo de glamour. Boa parte do público se identificou, ainda que indiretamente, com a realidade do jovem Ryan (Ben McKenzie) e desejou ter a mesma 'sorte' que ele – ganhar, do dia para a noite, uma família rica", acrescenta Thyago Furtado, repórter da PopQUEM, coluna de cultura pop do site da revista QUEM.
 
 
 
"Uma combinação de fatores fez dela um sucesso. [Arquivo X] teve seu auge e saiu delicadamente do ar", conta o crítico de séries do Guia Vivo TV. "Quando estreou, em 1993, questões sobrenaturais não eram levadas a sério pela audiência. Até que a série surgiu e passou a utilizar argumentos científicos para mostrar que os casos 'malucos' poderiam acontecer na vida real. Foi aí que o público acabou fisgado", justifica Furtado.
 
 
6. LOST
 
"Também temos a síndrome de Lost: muitas séries se acham a nova Lost, sem chegar perto da comoção causada por seu enredo, compartilhado quase que instantaneamente no mundo inteiro quando ia ao ar nos Estados Unidos. Um dos casos mais conhecidos de pirataria da história, mas com final decepcionante, porque, no meu entender, já não havia mais como sustentar um suspense com tantas ramificações e códigos de mistério", comenta Cristina.
 
"[Lost] perdeu audiência a partir do final da 3ª temporada, quando os roteiristas incluíram mais ficção científica do que o público médio norte-americano poderia tolerar. O final da série é questionado até hoje: afinal, o que era a ilha mesmo? Pergunta totalmente sem sentido se tivessem prestado atenção no seriado, especialmente da 4ª temporada até o final", avalia Paulo Gustavo.
 
"Muitos fãs não queriam acreditar no final e se sentiram 'enganados' pelos criadores. Mas o sucesso se deu também pelo boom das redes sociais, que ganharam força nas últimas temporadas da trama. Quase diariamente havia uma hashtag sobre Lost nos Trending Topics do Twitter", acrescenta o repórter da PopQUEM.
 
 
 
"[Sex and the City] deixa saudade, porque a Nova York dessa série não existe mais. Uma pena! As garotas de Nova York hoje dispensam glamour e batalham como as meninas de Girls, que são gente como a gente. Veio a crise e Carrie, Samantha e cia. saíram de contexto, mas não perderam a força da referência", afirma a colunista de TV de O Estado de S. Paulo.
 
 
"Assisti a todas as temporadas e adorei o texto. Mas se não acabasse na 7ª temporada, não teria mais história para contar, porque as personagens teriam envelhecido e não trariam aquela jovialidade divertida do começo da série", diz o crítico de séries do Guia Vivo TV.
 
"Rory era inteligente e sortuda de ter uma mãe como Lorelai, sonho de muitos adolescentes: amiga, companheira e divertida. Essa relação 'perfeita' entre mãe e filha, a meu ver, é o principal motivo de deixar tantos fãs saudosos", acrescenta Furtado.
 
9. BUFFY
 
"Foi uma série que poucos produtores botavam fé antes de estrear, mas que arrebatou os jovens da época por colocar uma bela adolescente na função de salvadora do mundo. Um prato cheio para qualquer emissora. Joss Whedon, criador da trama, conseguiu desenvolver um roteiro inteligente, sagaz e bem-humorado, que é exatamente o que falta na maioria dos seriados vampirescos da atualidade. Talvez por isso o público ainda sinta saudades de Buffy, mesmo tendo sido cancelada há dez anos", justifica o repórter da PopQUEM.
 
 
"Por nove anos, os jovens viram na série um espelho de seus dramas reais. Começou no universo adolescente, mas com o inevitável crescimento e envelhecimento dos atores – e também do público -, a trama precisou evoluir, e temas mais adultos, como sexo e uso de bebidas e drogas, passaram a ser abordados. Esse respeito com a audiência, que acompanhou a história desde a estreia, foi determinante para manter a fidelidade de seus mais de 1 milhão de fãs, que assistiram ao fim em abril do ano passado", explica Furtado.
 
 
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