Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Música 30.06.2014 30.06.2014

DEZ motivos para amar o Abba

Por Fernanda Oliveira
 
Formado na década de 1970, o quarteto sueco Abba não só "se mostrou" para o mundo, como o "conquistou", tornando-se um dos maiores fenômenos da música pop. Björn Ulvaeus, Benny Andersson, Agnetha Fältskog e Anni-Frid Lyngstad (mais conhecida como Frida) foram sucesso entre a "geração discoteca". Mas seus inúmeros hits alcançaram outras gerações, mesmo com o fim do grupo em 1982.
 
Com isso, seja qual for sua idade, é praticamente certo que você já tenha escutado, cantado e dançado pelo menos uma música do Abba, ou até faça parte da legião de fãs do grupo. Afinal, na lista de sucessos dos suecos estão verdadeiros clássicos do pop, como "Dancing Queen", "Mamma Mia", "Fernando", "Chiquitita", "The Winner Takes It All" e "I Have a Dream".
 
Toda a história e o legado desse quarteto seguem sendo relembrados e apresentados a novos públicos por meio de coletâneas, livros e até mesmo um museu – inaugurado no ano passado em Estocolmo, capital da Suécia. Porém, recentemente, foi a vez de os brasileiros ganharem um material sobre o grupo, com o lançamento de Abba – A Biografia (editora Best Seller), tradução do livro escrito por Carl Magnus, biógrafo oficial do Abba.
 
Mas afinal, por que o Abba é tão adorado a ponto de ganhar um museu? Os motivos podem ser inúmeros, variando de pessoa para pessoa. Por isso, o SaraivaConteúdo procurou uma fã "incontestável" do quarteto sueco: Helga van de Kar, holandesa cofundadora do The Official International ABBA Fan Club, junto com Anita Notenboom.
 
"Anita e eu fundamos o fã-clube em 1986. Iniciamos como Agnetha Benny Björn Frida Fan Club, porque o Abba já não existia; no entanto, queríamos mostrar para os outros fãs o que os seus antigos membros estavam fazendo. Para isso, entramos em contato com o empresário sueco do grupo e estabelecemos um bom relacionamento com ele. Em um determinado ponto, nós nos tornamos o único fã-clube internacional oficial do Abba", relata.
 
Ela conta que seu primeiro contato com o grupo aconteceu em 1975, quando escutou o disco intitulado ABBA, pertencente a um amigo. Depois que comprou o mesmo álbum, passou a acompanhar o trabalho dos suecos. "Tenho ótimas lembranças da década de 1970, mesmo só os vendo pela TV ou me animando com o lançamento de um novo disco. Mas um grande momento foi estar presente na noite de estreia de Mamma Mia! – O Filme. Foi uma grande festa com os quatro membros do Abba presentes".
 
Confira a seguir os cincos motivos que fazem Helga amar o Abba. Na sequência, mais cinco que nós do SaraivaConteúdo achamos que complementam muito bem a lista. E não deixe de acrescentar os seus também no final do texto!
 
1. A MÚSICA
Definitivamente, esse é o principal motivo para amar o Abba. Entre um grande número de sucessos, com certeza é possível encontrar canções apropriadas para diferentes situações da vida. Por exemplo, "Voulez-Vous" é ideal para se divertir com os amigos, e "The Winner Takes It All" para remoer aquela "dor de cotovelo".
 
Assista ao vídeo de "The Winner Takes It All":
 
 
2. VOCÊ CANTA
"Mamma Mia" foi hit em 1975, ano de seu lançamento, e, em 2008, voltou com força total com o longa Mamma Mia! – O Filme, uma adaptação do musical escrito por Björn e Benny e estrelado pela atriz norte-americana Meryl Streep. Então, passados mais de 30 anos, ficou difícil não cantar junto de novo… "Mamma mia, here I go again/My my, how can I resist you?/Mamma mia, does it show again/My My, just how much I've missed you?". Como parar de cantar? E não é só com "Mamma Mia" que isso acontece.
 
Assista ao vídeo de "Mamma Mia":
 
 
3. VOCÊ DANÇA
"You can dance, you can jive/Having the time of your life/See that girl, watch that scene/Digging the dancing queen". Ao ouvir esse primeiro verso do hit "Dancing Queen", é praticamente impossível não balançar pelo menos os pés. Definitivamente, uma música feita para dançar, assim como tantas outras do Abba.
 
Assista ao vídeo de "Dancing Queen":
 
 
4. VOCÊ SE SENTE FELIZ
O ritmo dançante das músicas e as letras empolgantes conseguem criar um clima alegre e contagiante. O ambiente fica leve, e a felicidade e o bom humor tomam contam das pessoas que cantam e dançam juntas. O Abba tem esse poder!
 
5. O VISUAL
Assim como as músicas, o visual dos membros do Abba também fez sucesso. O figurino seguia as tendências da década de 1970, com a famosa calça boca de sino, por exemplo. Porém, também era brilhante, colorido e justo, bastante extravagante. Gosto duvidoso? Segundo Björn em um dos livros sobre o quarteto, a resposta é sim. "Na minha modesta opinião, nós parecíamos malucos naquela época". Mas definitivamente foi marcante para toda uma geração!
 
6. A CUMPLICIDADE
As músicas do quarteto eram compostas pelos próprios membros e, por isso, refletem o que viviam e também o que sentiam. Além disso, por um bom tempo, o grupo foi composto por dois casais, já que, pouco antes do surgimento do Abba, Björn e Agnetha se casaram e, alguns anos depois, em 1978, foi a vez de Benny e Frida. 
 
O quarteto sueco Abba
 
7. A TRANSPARÊNCIA
As músicas alegres e dançantes do Abba refletiam o bom momento da banda, inclusive na vida pessoal (mesmo os integrantes sendo bastante discretos). No entanto, quando os relacionamentos dos dois casais começaram a ter problemas, as canções se tornaram mais pessoais, apresentando um tom melancólico. Por exemplo, a letra do hit "The Winner Takes It All", escrita por Björn, foi inspirada no divórcio entre ele e Agnetha. Pouco antes do fim do grupo, Benny e Frida também se separaram, o que influenciou na sonoridade do grupo.
 
8. O GRUPO RESGUARDA SUA MÚSICA
Em mais de 40 anos, o quarteto autorizou apenas dois samples de suas músicas – "The Name of the Game", usada pelo grupo norte-americano The Fuggees (que não está mais em atividade desde 2009), e "Gimme! Gimme! Gimme!", utilizada por Madonna.
 
9. A SINCERIDADE
No início dos anos 2000, o Abba recebeu uma proposta de US$ 1 bilhão para fazer uma turnê mundial, mas os membros a recusaram. Eles seguem amigos, mas não têm mais tanto contato e, consequentemente, cumplicidade, que seria necessária para o retorno do grupo. 
 
10. O QUARTETO ABRIU CAMINHO PARA OUTROS ARTISTAS SUECOS
O Abba foi a primeira banda sueca a fazer sucesso fora de seu país. Depois do quarteto, outros grupos e cantores ultrapassaram as fronteiras da Suécia e tiveram reconhecimento internacional, como Roxette, Ace of Base, The Cardigans, The Hives, The Knife e Icona Pop.
 
"Mamma mia, here I go again / My my, how can I resist you"
 
 
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