Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 21.06.2013 21.06.2013

DEZ grandes momentos do Superman de todos os tempos

Por Marcelo Rafael
 
Ele completa 75 anos em 2013. Seu novo filme, o Homem de Aço, terá pré-estreia nas noites de 28 a 30 de junho e de 05 a 07 de julho.
E esse homem já passou por poucas e boas. Ficou mais novo, mais velho, casou, morreu, ressuscitou, foi clonado, dividiu-se em dois, chegou a ter sua orientação sexual momentaneamente alterada pela kryptonita rosa e até nem se chamava Clark.
Quando o Superman foi lançado no Brasil, nos anos 1940, os editores acharam melhor chamá-lo de Edu, nome mais “comum” que Clark. Já Lois virou Míriam Lane até o megaevento Crise nas Infinitas Terras, nos anos 1980.
Com a globalização, a tradução Super-Homem ficou para trás nos quadrinhos, e o herói hoje é chamado por seu nome em inglês.
Nos EUA, o mais novo filme, registrou a maior bilheteria para uma estreia no mês de junho. Certamente, mais um marco. Mas é difícil pinçar os pontos mais impactantes da  trajetória do herói. Aqui vão, então, dez momentos sugeridos por Sidney Gusman, editor do Universo HQ e responsável pelo Planejamento Editorial da Mauricio de Sousa Produções, e Iuri Andreas Reblin, pesquisador de HQs e coautor de  Super-heróis, Cultura e Sociedade.
 
A  première oficial do novo filme no Brasil está prevista para 12 de julho.
1. SURGIMENTO – 1938
Em janeiro de 1933, Jerry Siegel e Joe Shuster criaram o fanzine The Reign of Superman, em que um senhor careca era o antagonista da história, com poderes sobre-humanos. A ideia não colou e, cinco anos mais tarde, veio o Super que conhecemos hoje em Action Comics nº 1. “É o surgimento não só do Superman, mas dos quadrinhos de super-heróis”, explica Gusman.
2. SURGE A SUPERGIRL – 1659
Ela já teve várias origens e até já morreu. Veio acompanhada de Superboy, Supercão, Supercavalo e outros “super”. Mas só ela e o Superboy duraram. Para Reblin, a garota é um contraponto interessante e mais do que uma versão feminina do herói. “Pode ter sido no início, mas já não é mais. É uma personagem curiosa, que dá ao Superman uma dinâmica familiar interessante, sobretudo a reformulação mitológica de Jeph Loeb/Michael Turner”.
3. A ERA BYRNE – ANOS 1980
Após o megaevento que reformulou a DC Comics, todas as origens dos heróis da editora tiveram que ser recontadas. John Byrne apagou componentes importantes, explicou o passado de Krypton e deu nova personalidade a Clark. “Tornou o Superman menos mitológico e mais humano, se é que isso era possível”, diz Gusman. “Buscou dar uma unidade aos diferentes elementos que já existiam. Acho que foi uma etapa importante, embora eu, particularmente, não tenha gostado”, conta Reblin.
 
Imagem do herói nos quadrinhos

4. ASSASSINATO – 1988

Assim como Batman, Superman é um campeão da justiça e não mata. Entretanto… “No arco 'Vidas Paralelas se Encontram no Infinito', o Superman mata, para evitar que Zod e seus seguidores espalhassem morte e destruição”, diz Gusman. “Até então era inconcebível – ao menos dentro do panteão da DC – um super-herói assassinar alguém. Depois, o personagem ficou exilado por um tempo no espaço, expiando a culpa, até retornar à Terra”, conta Reblin.
5. A REVELAÇÃO – 1991
Em dado episódio da série televisiva Lois & Clark: As Aventuras do Superman, um visitante do futuro se mostra animado ao conhecer Lois Lane, “a garota mais idiota da Terra”. Ele se referia ao fato de ela, apesar do romance, nunca ter percebido as semelhanças entre Clark e Superman. No gibi, isso aconteceu em Action Comics nº 662. “Aqui saiu em Super-Homem nº 108, da Abril. O Superman, enfim, revela a Lois que ele e Clark Kent são a mesma pessoa”, conta Gusman.
6. MORTE  1992
Muitos ainda se lembram do choque que causou a notícia, na mesma época em que foi anunciado que Batman teria sua coluna quebrada e ficaria em uma cadeira de rodas. “A história é pífia, mas é inegável que foi uma coragem matar o primeiro dos supers. Especialmente porque, até então, as mortes nas HQs não eram um recurso tão banal”, conta Gusman. “Foi marcante porque foi um golpe de marketing e causou um reboliço entre os fãs. Entretanto, a história em si é mais uma espécie de 'culto' ao ícone da cultura pop, com a tentativa de representar a devoção ao personagem por meio do luto”, afirma Reblin.
 
A morte do herói

7. NA TELONA: CHRISTOPHER REEVE (1978-87)

Apesar de ter aparecido no cinema pela primeira vez em 1951, foi na pele do ator que o herói ganhou sua cara “em carne e osso” mais conhecida. “Christopher Reeve encarnou o Homem de Aço e, como se diz, fez todos acreditarem que o homem podia voar”, afirma Gusman.
8. NA TELINHA: LOIS & CLARK (1993) E SMALLVILLE (2001)
Em 1948 estreou o primeiro seriado do personagem, ainda que projetado apenas em salas de cinema. Mas as duas séries "recentes" tiveram destaque. “Fizeram muito sucesso entre o público adolescente e adulto e contribuíram para o herói permanecer em destaque”, conta Reblin.
 
O herói também aparece na TV

9. O LEGADO DAS ESTRELAS  2003

Os filmes de Christopher Reeve, o seriado Smallville e contribuições de roteiristas anteriores influenciaram mais uma recontagem da origem do herói, feita por Mark Waid. A saga consolida o universo cultural de Krypton. “Acho que essa é a grande sacada de Waid, concedendo ao jovem kryptoniano uma bagagem cultural, dando um sentido ao traje, ao 'S' e criando visualmente um idioma próprio, que lembra os hieróglifos egípcios”, conta Reblin.
10. ENTRE A FOICE E O MARTELO  2003
Ele já teve várias versões, em diferentes dimensões e com histórias paralelas, sendo inclusive o super-vilão Ultraman, da Terra 3. Mas ninguém podia esperar por essa. “É uma interessante realidade paralela em que a nave do Superman cai na União Soviética”, conta Gusman. Em vez de se tornar um dos maiores símbolos do capitalismo norte-americano, o herói se torna o campeão da URSS e do Comunismo na série que entrou para o hall dos universos DC.
 
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