Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 20.08.2014 20.08.2014

DEZ episódios de ‘Chaves’ que renderiam filmes no cinema

Por Felipe Gatto
No dia 24 de agosto de 1984, foi exibido na extinta TVS (hoje SBT) o primeiro episódio de Chaves no Brasil. Sem querer querendo, as aventuras do menino órfão que mora em um barril chamaram atenção na telinha e conquistaram uma legião de telespectadores de todas as idades.
Ao longo desses 30 anos, o seriado mexicano atravessou gerações, tornou-se uma espécie de curinga dentro da programação do canal e ainda provou que tem fôlego para ir mais longe com seu humor atemporal.
Com mais de 200 episódios exibidos por aqui, o programa criado e protagonizado por Roberto Bolaños aposta em diversos gêneros para fisgar os mais diferentes tipos de público. Da comédia ao romance, passando pelo terror, suspense e até drama, a atração sempre despertou a curiosidade dos fãs, que muitas vezes já imaginaram os seus episódios preferidos sendo exibidos também nas telonas.
Para comemorar as três décadas de Chaves no Brasil, o SaraivaConteúdo conversou com alguns admiradores do programa, que escolheram DEZ capítulos que renderiam bons filmes no cinema.
1. VAMOS TODOS A ACAPULCO
Nesse episódio especial, todo o elenco da série aparece em um hotel de Acapulco, litoral do México. Tudo começa quando Chiquinha (María Antonieta de las Nieves) compra um limpador de objetos de prata e ganha um cupom para concorrer a uma viagem. O seu bilhete é sorteado e ela embarca com o pai, Seu Madruga (Ramón Valdés), para a cidade. Logo em seguida, todos os moradores da vila decidem ir para o mesmo lugar. “O episódio é bacana, pois o elenco é visto em um cenário diferente. Parece que o roteiro foi escrito para ser um filme de aventura com toques de comédia, pois os personagens conquistam a viagem, passam por altos e baixos por lá e terminam confraternizando na praia”, explica Rogério Pio de Souza Junior, submaster do blog Vizinhança do Chaves.
2. OS ESPÍRITOS ZOMBETEIROS
Considerado um clássico, o episódio em clima de suspense envolve os telespectadores e os convida a desvendar junto dos personagens o enigma dos pratos desaparecidos. Seu Madruga decide ajudar o Chaves a ter um desjejum, mas acaba se envolvendo em um ritual de sonambulismo todas as noites. “O capítulo tem uma duração maior, e o seu clima noturno o difere dos demais. Para resolver o mistério que ronda a vila, Dona Clotilde (Angelines Fernández) invoca o além e promove uma sessão mediúnica para tentar se comunicar com os espíritos”, ressalta Victor Picchi Gandin, fundador do blog Vizinhança do Chaves.
3. ERA UMA VEZ UM GATO
No capítulo, a vila se torna um verdadeiro tribunal de Justiça para decidir se Chaves teve ou não a culpa por atropelar o gato de estimação do Quico (Carlos Villagrán). Com direito a réu, acusação, testemunhas e relatos curiosos, o roteiro segura até o final a sentença do juiz em questão, no caso o Professor Girafales (Rubén Aguirre). “Com aventura e humor, o episódio mostra o Chaves sendo julgado como um adulto, e sua absolvição é feita para que ele não manche a imagem do professor, considerado um homem íntegro por todos”, afirma Rogério.
4. BILHETES TROCADOS
Uma tremenda confusão acontece na vizinhança quando as crianças se atrapalham com dois bilhetes que deveriam ser entregues à Dona Florinda (Florinda Meza) e ao açougueiro do bairro. “Além de contar com diversas piadas ao longo da história, o roteiro central com troca de bilhetes garante muitas gargalhadas. Um dos melhores momentos acontece quando Chaves lê a carta que o Professor Girafales escreveu para Dona Florinda e comete vários erros de português. Todos esses elementos seriam um prato cheio para um filme de comédia de primeira qualidade”, opina Victor.
 
Seriado mexicano é curinga na programação do SBT
5. O LADRÃO DA VILA
Nem só de risadas e sustos é feito o seriado mexicano. No episódio “O Ladrão da Vila”, o drama marca presença ao mostrar o protagonista sendo expulso injustamente da vizinhança, acusado por um crime que não cometeu. Além disso, o roteiro reforça a ideia de que os maus podem se arrepender e se tornar bons, caso do bandido que se redime no final do capítulo. “A sequência relatada pelo Chaves, na qual ele saiu para a rua e foi à igreja rezar para que o ladrão se arrependesse e se tornasse bonzinho, seria bem bonita de ver. A história é interessante e tem apelo emocional”, explica Eduardo Gouvea, Presidente do Fã-Clube Chespirito Brasil.
 
6. CHIQUINHA, O TERROR DO CORTIÇO
Na história, a personagem retorna à vila depois de uma temporada de férias na casa das tias, em uma cidade do interior. Bem recebida pela maioria dos vizinhos, Chiquinha conta suas aventuras e tudo o que aprontou na viagem. “O episódio é especial porque marca a volta de María Antonieta de las Nieves depois de um ano fora da série. Se fizessem um filme mostrando o tempo que a Chiquinha passou na casa das tias, seria muito divertido. Seria hilário vê-la impedida de fazer um dominó com as teclas de um piano após todo o trabalho que ela teve para arrancar as peças do instrumento”, conta Eduardo.
 
7. NEM TODOS OS BONS NEGÓCIOS SÃO DA CHINA
Assim que recebe uma gorjeta, Chaves é aconselhado por Chiquinha a abrir o seu próprio negócio: fabricação e venda de refrescos. Sem querer querendo e com muita criatividade, o garoto prepara as bebidas com a água da chuva e abre uma barraca na rua. Para conseguir ser bem-sucedido nas vendas, ele chantageia Seu Madruga e Seu Barriga(Edgar Vivar) e mostra que tem tino comercial. “Pela elasticidade do roteiro, o capítulo poderia render uma boa comédia na telona ao explorar a barraca barata do Chaves, os diversos tipos de clientes que passam por ela e as situações inusitadas que acontecem”, ressalta Victor.
 
Roberto Bolaños e María Antonieta de las Nieves
8. AS NOVAS VIZINHAS
A chegada de duas novas personagens no cortiço, Glória (Regina Torné) e Paty (Ana Lílian de la Macorra), causa o maior rebuliço entre todos, principalmente os homens, que ficam encantados com o charme da tia e sua sobrinha. Por conta disso, Chaves, Seu Madruga e até o Professor Girafales se rendem à paixão à primeira vista. “O episódio e suas sequências em clima de comédia romântica mostram que as relações de amor e ciúmes acontecem em qualquer idade”, comenta Rogério.
 
9. O FESTIVAL DA BOA VIZINHANÇA
Recheado de momentos divertidos, o episódio dividido em quatro partes coloca as crianças da vila para mostrar os seus talentos nas artes. Com o objetivo de melhorar a relação entre os moradores, o evento aborda a importância de uma convivência harmoniosa e ainda mostra os personagens em apresentações inusitadas. “Música, poesia, dança, teatro e até truques de mágica são as atrações do festival. A história é longa, e cada um dos moradores demonstra uma habilidade (ou não) artística. O que vale é a diversão e interação dos vizinhos”, conta Victor.
10. A CASA DA BRUXA
Um dos episódios preferidos dos fãs do seriado é esse em que Quico, Chiquinha e Chaves dão uma de corajosos e finalmente abrem a porta da casa de Dona Clotilde para mostrar o que existe lá dentro. Com elementos de suspense e terror, o roteiro dá asas ao imaginário infantil e mostra que as aparências enganam. “A imaginação é capaz de nos levar a lugares inimagináveis. O clima criado durante as cenas dentro da casa da Dona Clotilde é bem parecido com o dos filmes de castelos e casarões fantasmas”, afirma Rogério.
 
Elenco principal do humorístico
 
 
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