Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Música 30.04.2017 30.04.2017

Dez discos para começar a gostar de jazz

por Zaqueu Fogaça

Encarado por muitos como um gênero erudito e restrito a conhecedores de música e intelectuais, o jazz pode ser muito mais divertido do que se pode imaginar. Não é necessário ser um profundo conhecedor de música para gostar de artistas como Miles Davis ou Ornette Coleman.

Enraizado nas músicas negras norte-americanas, especialmente o Blues, o jazz nasceu no final do século XIX, nas cidades de Nova Orleans, Chicago e Nova York, e rapidamente se tornou um dos gêneros mais influentes na história da música. No Brasil, por exemplo, quem desfrutou dessa influência foi a Bossa Nova.

Para você começar a gostar de jazz, o SaraivaConteúdo listou dez discos importantes do gênero, comentados pelo pianista e professor de jazz Wilson Curia.

1.Giant Steps (1959)

Steps é, sem dúvida, um dos melhores álbuns de Coltrane. Marcado por intensa improvisação baseada em acordes, esse álbum o consagrou como solista e um dos pioneiros do jazz moderno.”
John Coltrane (1926-1967): Coltrane foi o saxtenorista mais cultuado na história do jazz. Conquistou notoriedade ao integrar, em 1955, o quinteto liderado por Miles Davis e tornou-se um dos precursores do free jazz.

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2. Kind of Blue (1959)

Kind of Blue é um álbum antológico na história do jazz, sendo composto como uma série de esboços e concebido horas antes de ser gravado, tornando-se um marco do gênero, um exemplo de espontaneidade.”
Miles Davis (1926-1991): principal nome do jazz e um dos artistas mais influentes e inovadores, Miles Davis foi responsável pelas maiores transformações no gênero: criou o cool jazz e revolucionou o hard bop até chegar ao jazz modal.

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3. What a Wonderful World (1968)

Sobre o disco: “Uma obra clássica com a voz do artista mais inconfundível do jazz, Louis Armstrong. Uma alegoria musical que evidencia o som envolvente de seu trompete com sua voz marcante.”
Louis Armstrong (1901-1971): foi o músico de jazz mais popular. Seu canto, derivado de seu estilo ao trompete, influenciou cantores como Frank Sinatra.

4. All or Nothing at All (1957)

Sobre o disco: “Billie Holiday foi a voz feminina mais marcante na história do jazz. Neste disco é possível se emocionar com a profundidade de sua interpretação, uma artista verdadeiramente autêntica.”
Billie Holiday (1915-1959): considerada a principal cantora de jazz, Holiday encarava o canto como o ato de tocar um instrumento de sopro. Sua conturbada vida pessoal serviu de inspiração para muitas de suas composições.

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5. With Strings (1995)

Sobre o disco: “Um disco que demonstra muito bem a profunda relação do artista com sua música, uma relação de poesia e paixão levadas ao extremo.”
Charlie Parker (1920-1955): um dos criadores do bebop, Parker foi a principal voz instrumental do gênero. Suas composições eram marcadas por intensos e virtuosos improvisos.

6. The Shape of Jazz to Come (1959)

Sobre o disco: “Todas as construções musicais que fazem parte do disco não seguem uma harmonia estrutural preestabelecida, revelando o grande vanguardista que foi Coleman.”
Ornette Coleman (1930): criador do free jazz, Coleman foi um dos jazzistas mais criticados, pois ignorou um preceito sagrado do jazz, a harmonia, tornando-se um dos mais ousados artistas do gênero.

7. Time Out (1959)

Sobre o disco: “Quando Brubeck lançou Time Out, surpreendeu o cenário do jazz, [com] um disco que se tornou o primeiro na história do gênero a ultrapassar a marca de um milhão de cópias vendidas.”
Dave Brubeck (1920-2012): Brubeck introduziu a música erudita no jazz e conquistou reconhecimento com o quarteto The Dave Brubeck Quartet. Sua carreira ficou marcada pela canção “Take Five”, uma de suas músicas mais tocadas.

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8. It Could Happen to You (1958)

Sobre o disco: “Além de retratar a importância do artista para o cool jazz, este disco também consagra seu talento como instrumentista e vocalista.”
Chet Baker (1929-1968): mestre do trompete, Chet foi descoberto por Charlie Parker e tornou-se um dos principais representantes do cool jazz, conhecido por seus vocais suaves, contidos e sussurrados.

9. Head Hunters (1973)

Sobre o disco: “Sucesso de público. Nele constam arranjos complexos que soam simples. Um disco que consagrou Hancock.”
Herbie Hancock (1940): surgiu como um garoto-prodígio, aos 7 anos começou a frequentar aulas de piano. Já prestigiado nos meios musicais, em 1966, Hancock inaugura outra vertente de sua obra: a de autor de trilhas sonoras para o cinema.

10. Dizzy’s Big 4 (1974)

Sobre o disco: “Gillespie teve muitos projetos em grupo e, dentre eles, este foi um dos que proporcionaram mais êxito em sua carreira.”
Dizzy Gillespie (1917-1993): um dos principais mentores do estilo bepop, ao lado de Charlie Parker, Gillespie é reconhecido como um dos maiores trompetistas do gênero.

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