Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Sem categoria 19.09.2014 19.09.2014

DEZ adaptações para comemorar o Dia do Teatro

Por Edu Fernandes
 
Milênios antes de existir o escurinho do cinema, havia o palco. Em 19 de setembro comemora-se o Dia do Teatro, e o SaraivaConteúdo aproveitou a data para celebrar a união entre esses dois meios. Separamos dez adaptações de peças para o cinema – algumas delas surpreendentes – para o leitor conferir.

O que à primeira vista pode parecer apenas mais uma comédia romântica juvenil é na verdade um filme inspirado em A Megera Domada (Saraiva de Bolso), de William Shakespeare. A história é sobre uma jovem de temperamento forte (Julia Stiles), que é conquistada por um rapaz (Heath Ledger) com muitas artimanhas.

O cinema costuma fazer outras adaptações elásticas de Shakespeare. Coriolano (Califórnia) se passa nos tempos atuais e César Deve Morrer (Europa) mostra a encenação de Júlio César (L&PM) por detentos.

2. BONITINHA, MAS ORDINÁRIA (CALIFÓRNIA)

Uma jovem (Letícia Colin) de família rica é estuprada durante um baile. Seu pai (Gracindo Júnior) decide que a moça deve se casar assim que possível e escolhe Edgard (João Miguel) para ser o noivo.

A peça de Nelson Rodrigues já foi adaptada outras vezes para o cinema, em 1981 e 1963. Para saber mais sobre a obra do dramaturgo no cinema, clique aqui.
 

Cena do filme Bonitinha, mas Ordinária (2013)

Pouca gente sabe, mas a história de dois casais cujos relacionamentos são conturbados ao longo dos anos é baseada na peça de Patrick Marber. O próprio autor foi responsável pelo roteiro na única vez em que uma obra teatral dele virou filme.

O trunfo do longa é conseguir mostrar a passagem do tempo de maneira sutil, pelos diálogos. O talento de Patrick foi reconhecido também pelo roteiro de Notas sobre um Escândalo (Fox), indicado ao Oscar. Essa produção é baseada no romance de Zoe Heller.
 
Personagens do filme Closer (2004)

4. DÚVIDA (SONY)

A história do padre (Philip Seymour Hoffman) acusado de ter abusado de um aluno é levada para a tela pelo dramaturgo John Patrick Shanley, autor da peça original que assina o roteiro e a direção do longa. O destaque do filme é o embate entre grandes atores, quatro deles indicados ao Oscar pelo trabalho.

Do palco para o set, Shanley levou uma tática interessante. Em ambos os casos, ele conversou com o protagonista para revelar se o padre era culpado ou inocente, sem partilhar isso com o resto do elenco.
 
Cena do filme Dúvida (2008)

5. E AÍ… COMEU? (PARIS)

As comédias dominam as maiores bilheterias do cinema brasileiro. Atualmente, peças de teatro de sucesso são vistas como uma boa fonte de inspiração para esse gênero. É o caso do papo entre amigos sobre suas façanhas e desafios sexuais, baseado no texto de Marcelo Rubens Paiva.

Outros casos de peças cômicas da safra recente nas telas são Trair e Coçar É só Começar (Fox) e Minha Mãe É uma Peça (Paris).
 
Cena do filme E Aí… Comeu? (2012)

6. FROST/NIXON (UNIVERSAL)

Apesar de ser baseado em eventos reais, antes de ir para a tela, o embate entre o presidente dos Estados Unidos (Frank Langella) e o repórter britânico (Michael Sheen) foi tema nos palcos. A entrevista se prova um verdadeiro duelo entre atores.

O cineasta Ron Howard só aceitou dirigir a adaptação sob uma condição: se pudesse ter nos papéis principais os mesmos atores que os interpretaram no teatro. Acordo fechado.
 
Cena do filme Frost/Nixon (2008)

7. HAIRSPRAY: EM BUSCA DA FAMA (PLAYARTE)

O musical da Broadway foi levado ao cinema em duas oportunidades. Na adaptação mais recente, a mãe da protagonista (Nikki Blonsky) é vivida por um ícone dos filmes musicais: John Travolta.
Hollywood adora levar musicais da Broadway para suas plateias, como em Chicago (Imagem), Nine (Sony) e Cabaret (Warner).
 
Foto do filme Hairspray (2007)

8. OS HOMENS PREFEREM AS LOURAS (FOX)

Duas cantoras viajam a Paris a trabalho. No entanto, elas estão sendo vigiadas por muita gente, seja para descobrir seus segredos ou conquistar seus corações.

A peça de Joseph Fields fez muito sucesso em pelo menos duas montagens antes da produção do filme. O espetáculo esteve em cartaz em 1928 e 1949.
 
Cena do filme Os Homens Preferem as Louras (1953)

Quando uma mãe (Nicole Kidman) perde o filho, a ordem natural da vida é colocada de cabeça para baixo. A dolorosa recuperação dessa personagem é tema da peça de David Lindsay-Abaire, única de sua autoria a ser levada ao cinema.

Nicole Kidman ficou interessada em trabalhar esse texto depois de ler uma crítica à peça em 2006. Ela ligou para um colega e pediu para ele assistir ao espetáculo e negociar a adaptação com o autor.
 
Cena do filme Reencontrando a Felicidade (2010)

Blanche (Vivien Leigh) vai viver com sua irmã Stella (Kim Hunter) e não sabe como ela aguenta o marido Stanley (Marlon Brando). A chegada da hóspede desencadeia um jogo de fortes emoções.

Em 1995, a clássica peça de Tennessee Williams foi novamente levada à tela em Um Bonde Chamado Desejo (Paramount). Apesar de o título em português ser mais honesto à obra original, a produção não tem a mesma relevância.
 
Cena do filme Uma Rua Chamada Pecado (1951)
 
 
 
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