Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 27.07.2012 27.07.2012

Destino certo ao alcance das mãos

Por Cintia Lopes
O manual do bom viajante aponta para dois itens básicos e essenciais: organização e planejamento. Para a maioria deles é o segredo para transformar a tão sonhada viagem em um momento inesquecível e, assim, evitar surpresas desagradáveis.
 
Outra dica básica: ter sempre em mãos um guia de viagens para consulta. Seja ele no formato tradicional ou na versão “virtual” em e-books, celulares ou tablets. Para marinheiros de primeira viagem ou veteranos como o sociólogo Pedro Villela, que aos 29 anos já visitou nada menos que 78 países, não existe a hipótese de viajar sem o auxílio do guia. “Uso muito a internet e outras fontes, mas, ‘em campo’, apenas o de papel”, explica ele, que possui uma coleção de 70 livros.
 
Segundo Pedro, um bom guia de viagens precisa ter mapas claros e consistentes, além de dicas que fujam do tradicional roteiro turístico. “Existe uma satisfação particular em descobrir um cantinho de Paris que pode ser menos espetacular do que o Louvre, mas, ainda assim, especial”, ensina. Foi seguindo uma dessas dicas que Pedro e seu inseparável guia de papel se tornaram o centro das atenções num restaurante asiático em Melbourne, na Austrália. “Os vietnamitas o ‘roubaram’ de minhas mãos e foram cozinha adentro, rindo alto, comemorando o fato de o restaurante deles constar no guia”, recorda, entre risos.
PAPEL E TABLET
Hoje, os viajantes podem contar com guias físicos como os em formato de e-book. Da turma mais tradicional, a designer Elizabeth Mercon, por exemplo, é outra que só vê vantagens em carregar o guia na bolsa durante as viagens. “Pra mim é como uma bíblia… nunca esqueci em nenhum lugar”, garante.
Apesar de ser fiel aos guias, a designer lembra o dia em que resolveu contestar uma indicação do livro. “Achei que o guia exagerava quando indicou que a viagem de Cuzco para Nazca, no Peru, deveria ser feita de avião, desaconselhando o ônibus. Pensei: ‘frescura de gringo…’, mas o caminho seguia uma estrada de terra à beira de abismos atravessando os Andes! Foi terrível”, lembra.
 
Diana Mourão em Nova York
Renata Petrocelli no Deserto do Atacama
A jornalista Renata Petrocelli é do tipo que esmiúça todo o guia de papel para montar o roteiro ideal. “Acho importante que as informações sejam bem organizadas. Minhas viagens são totalmente baseadas pelos guias. Outra questão importante é a ilustração. As fotos são essenciais, porque muitas vezes são elas que despertam o interesse para conhecer determinado local”, explica ela, que sonha ainda em visitar Grécia e Turquia.
Já o casal Mariza e Francisco Massa adota métodos diferentes na hora de planejar a viagem.
Enquanto a relações-públicas não dispensa o guia físico, o obstetra costuma recorrer ao tablet para encontrar dicas “in loco”. Apreciador de vinhos, Francisco recorreu ao eletrônico em recente visita à vinícola que pertence ao cineasta Francis Ford Coppola em Napa Valley, na Califórnia. “A dica é já baixar todos os guias e aplicativos e selecionar o mais importante para consultas rápidas”, ensina Mariza, que ainda assim não se separa dos guias de papel e se prepara para embarcar num cruzeiro com escala na Espanha e na Tunísia.
Mas há quem prefira abandonar de vez os tradicionais guias de papel. É o caso da analista de sistemas Diana Mourão. “São tão grandes que acabam sendo incômodos e raramente os consultava na viagem”, justifica. Desde que comprou um tablet no ano passado, Diana se adaptou rapidamente. “Já o levei para Nova York e para a Patagônia”.
 
Elizabeth Mercon na Síria
Pedro Villela em Marrocos
 
 
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