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Descobrindo a Elza dos anos 70 e 80

O pesquisador Marcelo Fróes continua mexendo no baú da extinta gravadora Tapecar, fundada no Brasil pelo espanhol Manuel Camero na primeira metade da década de 70. Depois de reeditar três importantes álbuns de Beth Carvalho, Froóes relança por seu selo Discobertas seis discos gravados por Elza Soares entre 1974 e 1988. Todos eram raros, embora cinco já tivessem sido reeditados na caixa Negra, de 2003. Um, Somos todos iguais, feito em 1985, para a Som Livre, era inédito em CD.

Do acervo de Elza na Tapecar, Fróes repõe em catálogo Elza Soares (1974), Nos braços do samba (1975), Lição de vida (1976) e Pilão + raça = Elza (1977). São discos em que Elza se volta para o samba mais tradicional, pondo em segundo plano a bossa negra que caracteriza boa parte de sua discografia na EMI. Mas alguns fizeram muito sucesso. Lição de vida, por exemplo, traz a gravação original de “”Malandro””, o samba de Jorge Aragão que se tornaria obrigatório nos shows da cantora. O primeiro, Elza Soares, trouxe “”Bom dia Portela”” e “”Pranto livre””.

Completa o pacote Voltei, álbum feito por Elza na RGE em 1988, no auge do pagode. Todas as reedições voltam às lojas com faixas-bônus, extraídas de compactos raríssimos.

 

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