Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 29.01.2010 29.01.2010

Day-Lewis e Marion Cotillard valem o ingresso para “”Nine””

Caro leitor,

Daniel Day-Lewis e Marion Cotillard valem sua ida ao cinema para assistir “Nine”, que tem estréia nacional hoje, sexta-feira. Ok, também o figurino, os números musicais e a fotografia são garantia de um bom espetáculo cinematográfico. Mas a economia das interpretações de Day-Lewis e Cotillard – afora o magnetismo da estrela francesa – são, sem sombra de dúvida, o que segura esse novo longa-metragem de Rob Marshall (“Chicago”). 

Como já falamos aqui, o musical é inspirado em “”8 1/2″” (1963), filme autobiográfico do diretor italiano Federico Fellini, em que Marcello Maistroianni interpretava Guido Anselmi, um cineasta em crise – com sua carreira, as mulheres de sua vida (a mãe, a mulher, a amante, a musa etc.). – tal qual o Guido Contini de Day-Lewis, que não consegue escrever o roteiro de seu nono filme (o “”Nine”” do título). Levada à Broadway em 1982, a produção teatral que deu origem ao filme foi vencedora de cinco Tony Awards, o prêmio máximo dos palcos americanos.

O “jeito de corpo” de Day-Lewis é a melhor expressão de seu personagem “torturado” (há quem fale que, exagerado, o tipo parece mais um “”estressado””, mas o Guido é italiano, pô!). Marion faz muito mais com um simples olhar do que Penélope Cruz que, reprisando alguns cacoetes da personagem latina extremada, por vezes quase fica relegada ao papel de alívio cômico do filme. Num elenco estelar que tem ainda Nicole Kidman, Jude Dench, Sophia Loren, Kate Hudson e a cantora Fergie, o trio (foto) tem sido responsável pela maioria das indicações a prêmios.

Porém, até agora, o filme saiu de mãos abanando de todas as premiações, inclusive a do Globo de Ouro, em que concorreu em cinco categorias. Pode fazer mais “sucesso” no Oscar, especialmente com os prêmios mais “técnicos”, como figurino, canção original (“Cinema italiano”, interpretada por Kate Hudson) etc. A conferir.

Curiosamente, parece que o star power do elenco – diz-se que as atrizes disputaram os papéis “a tapa” – acaba causando ruídos. Em alguns casos, como os de Nicole e Sophia, os personagens parecem pouco aprofundados, e o que sobressai na tela é a imagem das próprias estrelas. Esses ruídos acabam comprometendo o ritmo do longa, que por vezes se “”arrasta”” um pouco. 

Entre as performances, duas surpresas: Dame Judi Dench empresta sua excelência a um número musical sobre o lendário cabaré parisiense Folies Bergère. E Fergie deixa de lado os gemidos e rebolados de seu grupo Black Eyed Peas para injetar sangue e um vozeirão no número sobre a prostituta Saraghina. São dois dos melhores momentos do filme.

Veja abaixo o trailer de “”Nine””:

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