Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 18.06.2012 18.06.2012

Dallas: o que foi e o que vai ser

Por Thaís Ferreira
Um seriado que permaneceu 13 anos no ar, com idas e vindas de seus personagens principais e com um enredo permeado por reviravoltas e revelações surpreendentes ligadas a romance, traição, intrigas e ganância. 
Essa é fórmula base de um dos grandes sucessos da televisão americana – a série Dallas, também classificada como uma grande novela, ou “Soap Opera”, como é conhecido o gênero em língua inglesa.
Nos Estados Unidos, a atração foi transmitida pela emissora CBS entre 1978 e 1991, atingindo grandes níveis de audiência. O programa chegou ao Brasil dois anos depois de sua estreia, sendo exibido primeiramente pela Rede Globo e posteriormente pela Bandeirantes.
Após problemas com o elenco e com queda do interesse do público, Dallas chegou, aparentemente, ao fim em sua décima quarta temporada. Resgatada pela TNT, a série ressurge com uma nova geração.
Primeiras temporadas
 
A história se passa na cidade homônima ao título, no Estado do Texas. Duas famílias possuem um conflito que se perpetua por gerações: de um lado estão os Ewing, representados pelo patriarca Jock, dono de um império do ramo petrolífero; do outro, os Barnes, representados por Cliff (Ken Kercheval), que acusa o magnata de roubar sua parte na companhia.
 
A narrativa começa quando os filhos desses clãs rivais, Bobby Ewing (Patrick Duffy) e Pamela Barnes (Victoria Principal), voltam de uma viagem e anunciam, inesperadamente, que se casaram. O conflito e as intrigas contra essa união se tornam inevitáveis. 
Durante a segunda temporada, o foco da série é o mulherengo J.R. Ewing (Larry Hagman), irmão de Bobby, que assume a presidência da companhia de petróleo e se torna o antagonista do enredo.
Os episódios se seguem cheios de armações e problemas amorosos, principalmente com Sue Ellen (Linda Gray), esposa do grande vilão. Além das repentinas descobertas de filhos bastardos e relações de parentesco.
O elenco das primeiras temporadas da série 
 
Momentos para lembrar
Algumas partes dessa narrativa são memoráveis, como na terceira temporada, em que J.R. cria inimizades com muitos personagens e é baleado. A partir disso, cria-se o suspense que embala a trama com a pergunta: “Quem atirou em J.R.?”.
Outra passagem que marcou Dallas foi o destino de Bobby. Durante o oitavo ano do programa, a sina desse personagem é permeada por várias tragédias: divorcia-se de Pamela, é atropelado e morre. No entanto, todos esses fatos foram apenas um sonho de sua mulher. Por isso, essa parte da história ficou conhecida com a “temporada do sonho”, em que nenhum dos capítulos realmente interferiu na trama.   
Esse fato aconteceu porque o ator Patrick Duffy, que interpreta Bobby, decidiu deixar a atração. Sua saída gerou um grande descontentamento do público e os produtores o convenceram a voltar.
A “Soap Opera” também ficou conhecida pelos sumiços repentinos de outros protagonistas, como o desaparecimento de Jock e Pamela em acidentes mal explicados e a partida de Sue Ellen para a Europa.
A Nova Geração
A produção da TNT optou por não refazer a série, e sim por continuá-la. Sobre isso, Clara Lima, editora do site Teleséries, comenta: “Acho [a ideia] uma ótima sacada. O seriado carrega a marca Dallas, o que já dá um bom destaque. A televisão está em uma onda de remakes, foi uma solução criativa para sair desse padrão”.
 
 
Larry Hagman, Patrick Duffy e Linda Gray, que atuavam nas primeiras da série
Outro ponto positivo da nova atração foi a manutenção do trio de atores principais: Larry Hagman, Patrick Duffy e Linda Gray, que voltam nos mesmos papéis.
 
A trama principal, no entanto, deve girar em torno dos herdeiros da família: John Ross Ewing (Josh Henderson, o Austin da série Desperate Housewives), filho de J.R., e Christopher Ewing (Jesse Metcalfe, do filme Todas Contra John), prole de Bobby.
Eles serão rivais, disputando o controle da companhia de petróleo e o amor de Elena Ramos (Jordana Brewster, da franquia de filmes Velozes e Furiosos).
 
 
O capitulo de estreia nos Estados Unidos marcou um bom índice de audiência, mas a comparação com os números do antigo seriado são inevitáveis.
“Acho que o tipo de alcance que a Dallas original teve nenhum programa de TV hoje em dia consegue. A programação é muito diversificada e, apesar de ter mais gente assistindo à televisão hoje do que nos anos 80, há também mais coisas para se distrair”, explica Clara Lima.
A editora do site Teleséries acredita que a atração será bem-sucedida: “Quem não viu Dallas, conhece o nome só em falar. E quem já viu, deve estar emocionado pela continuação. A qualidade da TNT é inegavelmente melhor; é só esperar os roteiristas mostrarem boas histórias, cheias de drama e conflito. Sucesso na certa”.
O programa estreia no Brasil no dia 18 de junho, às 22h, pela Warner Channel.
Assista ao trailer da série:

 
 
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