Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 05.08.2017 05.08.2017

4 curiosidades sobre Charles Bukowski e seus livros

O poeta, romancista e contista Henry Charles Bukowski nasceu em 1920 na Alemanha e se mudou para os Estados Unidos aos três anos de idade. Suas obras começaram a fazer sucesso entre os jovens que buscavam conteúdos com os quais pudessem se identificar.

Para que você conheça mais sobre sua história e sobre os livros de Charles Bukowski, listamos 4 curiosidade que te ajudarão a entender melhor o modo como ele pensava.

Cartas na Rua: o livro mais conhecido de Bukowski

Autor de 11 livros de contos e 6 romances, Charles Bukowski apareceu para o mundo depois do sucesso de Cartas na Rua. Escrita em 1971, a obra é inspirada em uma experiência de vida do escritor, que trabalhou como carteiro nos Estados Unidos da América na década de 1950.

Na história, Henry Chinaski conta como o trabalho de separar e carregar as correspondências massacrou sua saúde, moral e vida social. O sucesso se deu devido à forte identificação do público, que se sente massacrado pelo trabalho de maneira constante.

O alter ego protagonista

Henry Chinaski é o nome do protagonista de cinco dos seis romances de Charles Bukowski. O que muita gente ainda não sabe é que a personagem é, na verdade, um alter ego do próprio autor, que usou de suas vivências, humor ácido e apurado olhar crítico à sociedade para produzir a maior parte de seus livros.

O sucesso foi tanto que anos mais tarde, em 2007, a série Californication foi lançada e passou a contar a história de Hank Moody, um romancista alcoólatra e mulherengo que tenta retomar seu antigo casamento e se aproximar da filha. Muitos acreditam que Hank foi baseado em Henry e, portanto, em Bukowski.

O cinema e os livros de Charles Bukowski

A popularidade de Bukowski, e sua vida cheia de episódios marcantes e polêmicos, é tão grande que suas obras já inspiraram diversos filmes. Entre eles estão Crônica de um Amor Louco, de 1981; Crazy Love e Barfly, ambos de 1987 e Factotum, de 2005, que recebe o mesmo nome que a obra de 1975.

Um modo crítico de enxergar o mundo

Não é segredo que o escritor tinha uma visão extremamente crítica sobre a sociedade, sua passividade e sobre o futuro. Por isso, suas obras são muitas vezes o reflexo de seu pensamento ácido, como acontece em Misto Quente, de 1982.

Henry Chinaski é um adolescente que vive em um Estados Unidos mergulhado na recessão e filho de uma mãe ignorante e passiva e um pai extremamente autoritário. O drama se desenrola na narrativa de um menino cheio de espinhas, sem namorada e que só enxerga em seu futuro a possibilidade de ser a mão de obra barata do empresariado.

Comovente, Misto Quente mostra o processo de entendimento do autor de que as pessoas se tornavam seres frios, cheios de problema e que não têm pensamento crítico.

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