Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 22.05.2012 22.05.2012

Críticos de cinema listam filmes que merecem continuação

Por Luma Pereira
 
O que acontece depois que o ET volta para casa em ET: O Extraterrestre (Spielberg, 1982)? E quanto aos outros mistérios da Montanha do Urso de Caçadoras de Aventuras (Dobson, 1995)? E a continuação de Fenda no Tempo (Holland, 1995)?
 
Esses são alguns dos filmes que, quando a sessão termina, pensamos que a história, de tão interessante, merece uma sequência.
 
O SaraivaConteúdo convidou três críticos de cinema para comentar produções que eles gostariam que tivesse a parte dois.
 
A lista abaixo contém 10 dessas obras. Será que você concorda com a opinião dos críticos? Eles dizem, ainda, como imaginam que poderia ser a sequência, e não faltaram ideias para que essas produções virem, quem sabe, franquias.
 
 
 
 
 
Klauss Hasten, crítico do Salada Cultural, gostaria de assistir à segunda parte de A Origem (Nolan, 2010).
 
“Alguma reviravolta poderia acontecer, e aqueles personagens se juntariam para, novamente, ter que adentrar na mente de alguém”, sugere. Além disso, comenta que seria bacana se o diretor explorasse a mitologia por trás da “máquina dos sonhos”.
 
 
 
O crítico Reinaldo Glioche, do Claquete Cultural, afirma que Bastardos Inglórios, de Tarantino, renderia uma boa continuação, embora ele admita que pode parecer banal fazer a sequência de uma produção em que o principal vilão, Hitler, foi morto no final do anterior.
 
“Mas a narrativa episódica do cineasta favorece novos recortes. Poderíamos ver algumas desventuras do coronel Hans Landa (Christoph Waltz) à caça de judeus e uma reunião dos bastardos inglórios à época da guerra fria com a URSS”, sugere.
 
Dirigido por Sofia Coppola e Bill Murray, Glioche acredita que Encontros e Desencontros, lançado em 2003, merece uma sequência.
“Uma ideia descolada seria promover um novo encontro entre os personagens de Bill Murray e Scarlett Johansson do filme cult de Sofia Copolla”, comenta.
E sugere: “Bob Harris (Murray) estaria promovendo algum filme que ressuscitasse sua carreira em algum lugar exótico (como o Brasil) e a Charlotte (Johansson) estaria lá em lua de mel com algum homem mais velho, com muitas características de Bob Harris”.
 
Para a crítica de cinema Camila Barbieri, essa produção de Roland Emmerich merece a parte dois. Fã do gênero apocalíptico, ela afirma: “Assistiria à continuação desse inferno gelado que virou o planeta terra, depois do início de uma nova Era do Gelo”.
 
 
 
Esta produção de Zemeckis é outra que Klaus acredita que daria pano para manga. “A história de Forest criando seu filho em meio aos acontecimentos dos últimos 20 anos seria ótimo e um bom desafio pra Tom Hanks depois de filmes tão insossos”, sugere.
 
 
 

“Esse é um exemplo de filme cujo universo poderia ser revisitado e expandido em alguns anos. Em parte porque a trajetória de Mark Zuckerberg segue”, afirma Glioche. Porém, acredita ele, uma sequência poderia sacrificar a riqueza da primeira obra.

Glioche sugere uma continuação: que fosse contada a história do Zuckerberg universitário se transformando no empresário seguro de si. Isso tudo tendo como pano de fundo a expansão do Facebook, as alianças e os bastidores.
 
 
 
Camila afirma que não se cansa de rever Escola de Rock (Linklater, 2003): “Sei as falas e músicas originais de cor e adoro o clima de humor de Jack Black e Mike White”, diz.
“Sempre quis que fizessem uma continuação do original, que termina, justamente, com a criação de uma Escola de Rock. A história poderia continuar daí, a educação musical das crianças do mundo”, comenta.
 
Scott Pilgrim Vs. The World
 
Quando assistiu a essa produção, dirigida por Wright em 2010, Camila ficou empolgada pensando que haveria a segunda parte, ou até que viraria uma série, o que não aconteceu.

“Como o sexto volume dos quadrinhos em que o filme é baseado não foi utilizado no roteiro, acredito que haja material para pelo menos uma sequência”, acredita.

 
 
 

Klaus não aposta apenas na parte dois, mas também pensa na produção da terceira parte de Tropa de Elite. Para ele, a história do Capitão Nascimento deveria ser fechada no número perfeito, o três, virando assim uma trilogia.

“Um cenário onde Nascimento agora fosse um renegado e seguisse em missões de forma mais arriscada”, sugere, como continuação do enredo.
 
Glioche aposta na continuação de Os Infiltrados,de Scorsese, lançado em 2006. Porém, acha improvável que ela aconteça, apesar dos inúmeros boatos sobre isso.

“Seria o máximo que o diretor voltasse a explorar as entranhas da polícia de Boston e as relações escusas com a máfia local. Acompanhar o estresse do gangster Frank Costello (Nicholson) em sua rotina como informante seria um bom ponto de partida”, diz.

 
E na sua opinião, qual filme deveria merecer uma continuação?
 
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