Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 30.11.-0001 30.11.-0001

Criador do facebook sai com ares de vilão de ‘A rede social’

Difícil sair de A rede social sem ver em Mark Zuckerberg, criador do Facebook, a figura de um vilão. Dirigido por David Fincher, o filme que estreia amanhã em circuito nacional é baseado no livro  Bilionários por acaso, de Ben Mezrich, recém-lançado no Brasil pela editora Intrínseca.

Para o público brasileiro, o mais curioso é entender qual foi a participação de Eduardo Saverin, paulista radicado nos Estados Unidos, na criação do Facebook. Ele é uma das principais vítimas da “vilania” de Zuckerberg, que no fim do filme até ganha tons mais suavizados.

Com um elenco afiado, sob a direção de Fincher (Zodíaco e Seven – Os sete crimes capitais), a história da criação do facebook ganha ares de (boa) ficção, com altas doses de intriga, personagens complexos, num enredo que mantém o suspense através de uma narrativa em parte não linear e com reviravoltas.

Tudo começa em 2003, com Zuckerberg (Jesse Eisenberg), então estudante de Harvard, criando um site para se vingar da namorada, que terminou com ele. Na página, os alunos podem escolher qual das duas alunas mostradas de cada vez é a mais atraente. O gênio da computação acaba sendo punido com seis meses de suspensão depois que o site, um grande êxito de acessos, derruba o servidor da universidade.

O acontecido serve para criar a fama de Zuckerberg, que logo é procurado pelos bem-nascidos gêmeos Winklevoss (ambos vividos por Armie Hammer), que têm a ideia de criar um site de relacionamento voltado para os alunos de Harvard.

O problema é que Zuckerberg, com a ajuda financeira e intelectual de Eduardo (Andrew Garfield, o futuro Homem-aranha), começa a criar sua própria rede, inicialmente chamada de TheFacebook, ao mesmo tempo em que “”enrola”” os dois irmãos.

As coisas começam a desandar quando os gêmeos descobrem que a ideia deles foi em (boa) parte copiada. Para azedar mais ainda as coisas, Zuckerberg inicia uma parceria com Sean Parker (Justin Timberlake), o conturbado criador do Napster, programa de troca de arquivos sonoros.

A “amizade” entre os dois é mero intercâmbio de “favores”. Mas acaba afetando a relação de Zuckerberg com Eduardo, os dois rompem, e aí começa a sucessão de processos legais envolvendo o bilionário criador do Facebook.

O desfecho do filme tenta restaurar parcialmente a imagem de Zuckerberg, meio que devolvendo o “personagem” ao ponto de partida (explicação para suas decisões e atitudes?) de tudo: a rejeição.

> Assista ao trailer legendado do filme

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