Ramiro Fajuri por Ramiro Fajuri Filmes e séries / HQ 28.07.2020 28.07.2020

Os 80 anos do Coringa nos momentos mais insanos nos quadrinhos, filmes e games

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Comemorando os 80 anos do Coringa, um dos personagens mais fascinantes e amados já criados nos quadrinhos e que se tornou um ícone da cultura pop como um símbolo da loucura e de tudo que um ser humano seria capaz de fazer quando perde totalmente a noção de limites, selecionamos alguns dos momentos mais insanos do Coringa nos quadrinhos, filmes e games.

Quem criou o Coringa

O Coringa (The Joker), foi criado pelo escritor  Bill Finger e pelo desenhista Bob Kane em 1940, quando o Batman já fazia sucesso suficiente para ter sua própria revista e precisava de um inimigo à altura, que fosse o seu oposto perfeito. Jerry Robinson, criador do parceiro do Batman, Robin, reivindicou créditos pela cocriação, mas os três jamais chegaram a um acordo, e a criação do palhaço do crime permanece motivo de controvérsia até hoje.

Mas, ao estilo caótico que faria jus ao próprio Coringa, os créditos de muitos personagens de quadrinhos sempre foram motivo de disputa. Bill Finger, por exemplo, apesar de ter contribuído muito para a criação do Batman da maneira que o conhecemos hoje, só começou a ser creditado como cocriador do Homem-Morcego em 2014, 40 anos após sua morte e depois de uma longa campanha por parte de seus herdeiros.

Inspirações e referências do Coringa 

Um dos aspectos interessantes da criação da maioria dos inimigos do Batman é que quando os quadrinhos ainda não tinham o reconhecimento como arte que tem hoje e o próprio conceito de super-herói era algo novo e visto com preconceito, considerado infantil, Bob Kane e Bill Finger pesquisavam muitas referências na arte tida como séria para criar tanto o Batman como seus inimigos, que estão longe de serem superficiais ou infantis.

Pelo que se sabe, a maior referência visual para o Coringa seria o cartaz de um filme do cinema expressionista chamado O Homem que Ri, dirigido pelo alemão Paul Leni, baseado na obra do escritor francês Vitor Hugo, com um dos maiores atores do cinema da primeira metade do século XX, Conrad Veidt, no papel principal.

O trágico protagonista de O Homem que Ri é Gwynplaine, um menino cujo pai é um nobre inglês condenado à morte na Dama de Ferro por trair o Rei James II. Em um ato de sadismo, o menino não é morto também, mas condenado a ter o rosto deformado por um cirurgião, para ter um sorriso eterno no rosto, que por vezes parece triste e em outras situações, maligno. Exatamente como, bem…o Coringa.

Batman versus Coringa

Batman e o Coringa são opostos completos. O Batman é um homem rico, que perdeu os pais, mas poderia tentar compensar sua tristeza adquirindo tudo o que o dinheiro pode comprar. Entretanto, dedica sua vida a combater o crime, disfarçado como uma criatura que causa terror, e os próprios criminosos ficam na dúvida se existe mesmo, ou se é humana. O Cavaleiro das Trevas age nas sombras, longe dos olhares de todos.

Já a origem do Coringa é uma história em aberto, que tem muitas versões, mas nenhuma a DC Comics confirmou como sendo a oficial. Talvez por perceber que assim daria muito mais liberdade a grandes escritores e desenhistas, assim como artistas de outras mídias, como cinema, animações e vídeo games para trabalharem com o Coringa quase como se fosse um conceito adaptável ao personagem mais cruel que possam imaginar.

Quem é o Coringa

O coringa era uma pessoa normal, que passou por um grande trauma, que em cada narrativa inclui elementos diferentes, como a perda da família, abuso na infância e ser sempre ignorado e desprezado por todos. O único ponto em comum de todas as histórias é a mutilação de seu rosto que o deixa com um sorriso eterno e o enlouquece completamente, transformando-o no psicopata assassino mais famoso da cultura pop.

Alfred Pennyworth, o amigo e mordomo de Bruce Wayne, no filme Batman, O Cavaleiro das Trevas, explicou o que o Coringa não é em uma das frases mais memoráveis dos filmes de super-heróis:  Alguns homens não procuram nada lógico como o dinheiro. Eles não são compráveis, ameaçáveis, razoáveis ou negociáveis. Alguns homens só querem ver o circo pegar fogo.

Mas então, quem é o Palhaço do crime?  Além de um assassino sádico, muito inteligente, absolutamente cruel e desprovido que qualquer limite, o Coringa é uma pessoa extremamente vaidosa. Se enxerga como um artista a procura dos aplausos de uma plateia. E talvez até um filósofo incompreendido, que tem um ponto de vista muito ruim sobre a humanidade, que ele tenta comprovar em muitos dos crimes que comete.

Os crimes do Coringa tentam chamar a atenção do Batman, de quem ele quer os aplausos, por considerar que ele é o único com inteligência suficiente para ser seu adversário. E mais do que isso, o Coringa também considera as regras da convivência civilizada uma mentira. Ele se tornou um monstro porque em dia ruim, perdeu tudo, e acha que se o mesmo acontecesse até com o mais bondoso dos seres humanos, ele se tornaria tão ruim e cruel quanto ele.

O Coringa dos Quadrinhos e seus momentos mais loucos

É difícil selecionar os melhores momentos de quase 80 anos de boas histórias, e todo fã do Coringa provavelmente tem as suas preferidas. Mas escolhemos algumas que, mesmo depois de muitos anos ficaram na memória dos fãs como os momentos mais insanos, violentos e porque não dizer, divertidos, dos 80 anos das loucuras do Coringa. 

Batman, o Cavaleiro das Trevas – Frank Miller – 1986

Essa minissérie dividida em 4 partes, escrita e ilustrada por Frank Miller, colorida por Lyn Varley e arte finalizada por Klaus Janson é considerada um dos pontos altos da carreira de Miller, com uma história forte e  uma arte estilizada e impactante, que lembrou ao público que o Batman era um personagem sério, humano, denso, e adulto, depois de abordagens mais voltadas ao público infantil em séries e animações para a TV nos anos 60 e 70.

Em um futuro distópico, o Batman está com 50 anos de idade e aposentado, com Bruce Wayne vivendo uma existência vazia, atormentado pelas lembranças do passado. E Gotham City está tomada pelo caos, dominada por gangues de criminosos cruéis. Para salvar a cidade e, sim, principalmente para lidar com seus demônios internos, porque sem lutar contra criminosos a vida de Bruce Wayne não tem significado, o Batman volta à ativa, mais violento do que nunca.

A volta do Cavaleiro das Trevas causa comoção, e o Coringa, que estava há anos internado no Asilo Arkhan, em estado de apatia, acorda e recupera seu sorriso maligno, disposto a ir atrás do Batman, de quem ele quer a atenção. O palhaço do crime consegue convencer os médicos de que está arrependido de seus crimes e eles, sedentos de atenção da mídia, afirmam terem curado o irrecuperável Coringa, que será entrevistado ao vivo em um programa de TV.

Obviamente tudo não passa de um truque para que o Coringa faça o que faz melhor: Chamar a atenção e matar pessoas. Em um programa de entrevistas visto ao vivo por milhões de pessoas, ele beija uma das convidadas com seu batom impregnado com o infame veneno do Coringa, e depois espalha a toxina como gás por todo o auditório, deixando centenas de mortos, todos com o mesmo sorriso do egocêntrico vilão.

No mesmo capítulo de O Cavaleiro das Trevas, merece destaque também a perseguição antes da última luta entre Batman e Coringa, em que o palhaço promove uma verdadeira carnificina em um parque de diversões.

A Piada Mortal – Alan Moore e Brian Bolland – 1988.

Nessa Graphic Novel escrita pelo temperamental gênio britânico Alan Moore e ilustrada com a arte refinada e super-detalhista de Brian Bolland, temos uma história narrada do ponto de vista do Coringa, que relembra sua origem em flashback, mostrando que ele era uma pessoa boa, normal, que passou por um trauma muito grande, perdeu tudo e todos que eram importantes para ele, se tornando o criminoso sádico que todos conhecemos.

O Coringa quer mostrar que não é mau, apenas vítima das circunstâncias. E que se o mesmo tipo de tragédia que ele viveu acontecesse com uma pessoa boa, um dos ‘mocinhos’, como por exemplo, o Comissário Gordon, ele enlouqueceria e se tornaria um criminoso violento e perigoso, como aconteceu com o Coringa, que em nenhum momento tem seu verdadeiro nome revelado.

Para provar sua teoria, o Coringa aparece de surpresa no apartamento de Barbara Gordon, filha do Comissário, que também é a super-heroína Bat Girl, embora esse aspecto não seja explorado nessa história, e atira em sua coluna, deixando-a paraplégica, filmando cada momento em que a tortura. Como ato de supremo sadismo, o Coringa sequestra Gordon e o força a assistir a terrível cena inúmeras vezes.

Batman, A Piada Mortal (Batman, The Killing Joke) foi publicada pela primeira vez no Brasil em 1989.

Morte em Família – Jim Starlin e Jim Aparo

Escrita por Jim Starlin (Ele mesmo, o criador do Thanos) e desenhada por Jim Aparo, Morte em Família foi publicada em 1989 e mostra a busca do segundo Robin, Jason Todd, por sua verdadeira mãe. Depois de checar várias possíveis candidatas, inclusive a assassina Lady Shiva, Jason acaba descobrindo sua mãe biológica, uma médica que trabalha em um campo de refugiados.

O Coringa se envolve na história quando resolve dar a sua ‘contribuição’ ao combate à fome mundial, trocando um carregamento de remédios por doses de seu gás do riso, que quando liberado, matará milhares de pessoas. Jason acha que sua mãe está em perigo, e sem saber que ela está mancomunada com o vilão, tenta salvá-la do Coringa. Mas é entregue ao palhaço do crime justamente por ela.

Depois de uma luta desigual contra um Robin / Jason Todd abalado pela traição, o Coringa o espanca com um pé-de-cabra. O sorriso e o olhar do vilão durante essa sequência é uma das coisas mais perturbadoras que os quadrinhos já produziram. Com medo da reação do Batman ao descobrir o que ele fez, o Coringa aciona uma bomba para apagar todos os vestígios, e o segundo Robin, que havia sobrevivido ao espancamento, morre tentando salvar a própria mãe.

 

Batman – Terra de Ninguém – 1999.

Terra de Ninguém foi uma maxi-série do Batman escrita por Greg Rucka que se estendeu por 1 ano em todas as revistas do Homem-Morcego e envolveu crossovers com outros personagens da DC, como o Superman, e incluiu a maioria dos vilões da lista de adversários do Batman, além do Coringa, bem como alguns outros nome de peso do Universo DC, e conta com uma premissa interessante: Quem é vilão e quem é herói se não existe mais lei?

Em Terra de Ninguém, Gotham foi arrasada por um terremoto de 7.6 graus na Escala Richter, e mesmo sob os protestos de Bruce Wayne, que usa todos os recursos da Fundação Wayne para ajudar os cidadãos, diante dos enormes custos para a reconstrução da cidade, Gotham City é considerada uma terra de ninguém, não mais parte do território americano. Por isso, todos devem sair. Quem decidir ficar, não conta mais com a proteção da lei. Está por conta própria.

Alguns cidadãos decidem ficar, bem como todos os vilões. Para proteger os cidadãos que decidiram ficar, o Comissário James Gordon, sua esposa Sarah, também policial, e outros oficiais também ficam. Mas eles, e os heróis aliados do Batman, que desapareceu, não tem força suficiente para manter a ordem sozinhos. E em uma cidade que foi dividida em territórios entre os principais vilões, têm de se aliar a um deles para combater os outros.

E o Coringa, nisso tudo? Em meio ao caos completo, entre outras loucuras ele decide que Gotham será um novo país, e ele quer ser o presidente. E quando descobre que quem está por trás de vários dos problemas de Gotham, porque quer tomar posse da cidade é outro grande vilão da DC. Lex Luthor, não pensa duas vezes em atacar os capangas do rival. Afinal, se for para Gotham ser dominada por um criminoso, tem que ser o Coringa.

O clímax de Terra de Ninguém é o seu final, quando o status legal da cidade de Gotham está para ser restaurado, e o Coringa sequestra vários bebês e ameaça matá-los. Sarah, a esposa do Comissário Gordon vai atrás dele, mas quando os localiza, se vê obrigada a entregar sua arma ao criminoso para que ele poupe os bebês. E é com a própria arma da policial que o Coringa a assassina, atirando em sua cabeça.

Após o assassinato, o Coringa simplesmente se entrega à polícia. Quando o comissário Gordon vê o corpo da esposa, decide matar o vilão, mas é impedido pelo Batman, que sabe que o objetivo do criminoso sempre foi provar que até alguém como James Gordon pode se tornar tão ruim quanto ele. Gordon não o mata, mas atira em sua perna. Para não perder a piada, enquanto vai preso, o Coringa lembra Gordon do que fez com sua filha, Barbara.

A curiosidade extra sobre Terra de Ninguém é que foi nesse arco de histórias que o par romântico do Coringa, a Arlequina, foi introduzida na continuidade do Universo DC, ganhando sua própria Graphic Novel, que mostra como a psiquiatra Harley Quinn tentou entender a mente do vilão, se apaixonou por ele e se tornou uma criminosa quase tão louca quanto seu amor.

O Coringa no cinema

A primeira aparição do Coringa live action foi no seriado cult do Batman dos anos 60, famoso pelas onomatopeias que apareciam como nos quadrinhos, aproveitando ao máximo a TV colorida, uma novidade tecnológica na época. No seriado o Coringa foi vivido por Cesar Romero,  se adaptando com perfeição à proposta da série, de ser uma diversão para a família que satirizava o personagem Batman, bem ao gosto da contracultura da década de 60.

 

Foi somente no final dos anos 80, quando o Batman era novamente apresentado ao público como um personagem sério, que toda a loucura do Coringa pôde ser levada para as telas em interpretações à altura de um personagem tão fascinante. E não decepcionou. O Coringa no cinema rendeu a quase todos os seus intérpretes, sempre grandes atores, uma chuva de indicações e premiações a prêmios como o Oscar, BAFTA e Globo de Ouro.

 

Jack Nicholson – Batman 1989 (Batman, The Movie)

O Coringa de Jack Nicholson explora a faceta mais egocêntrica e vaidosa do palhaço do crime, como alguém que se considera um grande artista, e quer todo o reconhecimento e os aplausos por isso, como o  próprio Coringa diz, de maneira sarcástica eu faço arte até que alguém morra. E apesar dos cenários góticos imaginados por Tim Burton e de uma constelação de astros como Michael Keaton e Kim Basinger, é o Coringa de Nicholson que rouba o filme.

Uma das cenas mais icônicas do Batman de 1989 é quando o Coringa, após matar todo mundo com gás, invade um museu e começa, ao som da trilha sonora de Prince, a vandalizar obras de arte inestimáveis, como As Meninas de Renoir e outras, poupando somente Figure with Meat, do irlandês Francis Bacon, que retrata o Papa como uma figura grotesca e assustadora, com a carcaça de uma vaca.

O Coringa foi o papel mais lucrativo da carreira de Jack Nicholson, e lhe valeu o BAFTA. Apesar de ele colecionar indicações e vitórias no Oscar e em outros prêmios, sendo um dos maiores atores americanos vivos, foi o Coringa seu papel mais marcante. Em uma entrevista feita 20 anos após o Batman de 1989, Jack contou que quando é apresentado a uma criança, os pais sempre falam: Esse é Jack Nicholson, Ele é o Coringa.

Heath Ledger – Batman, o cavaleiro das trevas (Batman, The Dark Knight)

O Coringa foi o último e mais marcante filme da carreira de Heath Ledger, que morreu pouco antes do filme estrear. Mas fez uma interpretação tão marcante e antológica que lhe valeu um Oscar póstumo de melhor ator coadjuvante e o tornou um verdadeiro ícone da cultura pop. Frases que ele diz no filme, como why so serious ? (por que tão sério) ‘ estrelam’ inúmeros memes que nunca param de circular, mesmo mais de 10 anos depois de sua morte.

Ledger era um grande fã da atuação de Jack Nicholson, e achava que esse era um legado que não deveria ser tocado. Por isso, fez um Coringa diferente. Em uma das poucas entrevistas que deu entre o fim das filmagens de O Cavaleiro das Trevas, Heath disse: Ele está fora de controle, ele não tem empatia, ele é um sociopata, psicótico, assassino em massa e um palhaço. E eu estou aproveitando, excedeu todas as minhas expectativas sobre a experiência.

O Coringa de Heath Ledger submete suas vítimas a torturas físicas e psicológicas, como o mafioso a quem ameaça,  gritando why so serious com uma faca em seu rosto contando a origem do sorriso joker, ou o próprio Batman, que em uma cena antológica, espanca o Coringa para que ele dê uma informação. Nessa cena, na verdade ,é o sádico Joker que está  torturando o Batman,  obrigando-o a ter que escolher entre salvar Harvey Dent ou a mulher que ama.

Jared Leto – Esquadrão Suicida (Suicide Squad)

Em Esquadrão Suicida, quem acaba recebendo mais destaque é a namorada do Coringa, Arlequina. Mas, em Esquadrão a abordagem meio histriônica de Jared Leto é interessante, e em alguns momentos assustadora, como quando ele mostra um Coringa ‘ pimp’, que tem uma relação abusiva com a Arlequina, oferecendo-a a um capanga como se fosse um objeto. E matando-o quando ele fica com medo de aceitar.

 Joachin Phoenix – Coringa (The Joker)

A Interpretação de Joachin Phoenix para o Coringa lhe valeu o Oscar de melhor ator de 2019, em um filme que é todo antológico e mostra uma origem para o vilão, que a DC não confirma ser a oficial, mantendo a aura de mistério que existe sobre ele, alimentando o fascínio que o público tem pelo personagem.

Em The Joker, um terror/drama psicológico ao qual ninguém sai indiferente,  Artur Fleck é um homem com uma doença que o faz rir descontroladamente, mesmo quando não há motivo para alegria. Vivendo de fazer bicos vestido de palhaço, sem ter amigos, o respeito de seus colegas de trabalho ou da sociedade, Fleck sonha em seguir carreira na comédia stand up, mas não demonstra um verdadeiro talento para isso.

A vida de Artur Fleck muda quando, em uma situação em que é espancado por valentões, ele atira neles. Primeiro para se defender, e depois para se vingar, sendo o primeiro passo para o surgimento do psicopata mais famoso da cultura pop, em uma narrativa em que o Batman( ou qualquer outro personagem do Universo DC) não aparece diretamente, mas sobre o qual existem as referências que os fãs reconhecem facilmente.

Embora a cena do Coringa dançando na escada tenha se tornado antológica, a mais impactante sem dúvida é aquela em que ele dialoga com o apresentador de TV Murray Franklin (Robert de Niro) para explicar seu ponto de vista sobre a vida. Após confessar um triplo homicídio, acusar Franklin de tê-lo chamado ao programa somente para ridicularizá-lo, e dizer que ele é uma pessoa horrível, o mata a tiros, ao vivo na TV.

Os momentos mais loucos do  Coringa nos games                                                                               

O Coringa tem uma longa lista de games em que aparece enfrentando o Batman, desde aqueles para um público mais infantil, como a linha Lego, ou outro mais adultos, como Arkhan Knight, em que a dublagem do Coringa no original em inglês é feita por Mark Hammil, o eterno Luke Skywalker de Star Wars. Mas o que vamos indicar como a maior loucura do Coringa em games é Injustice – Gods Among Us.

Injustice Gods Among Us

Injustice Gods Among Us é um game que tem uma narrativa interessantíssima, que inclusive gerou uma série de HQs excelentes, e parte da seguinte premissa: o que aconteceria se o Superman, o herói mais poderoso do Universo DC perdesse a paciência com a humanidade e resolvesse dominar o mundo para proteger os seres humanos deles mesmos? Alguém seria capaz de detê-lo na implantação dessa ditadura?

Quem seria capaz de fazer o Homem de Aço passar dos limites? E como? A resposta é: The Joker. No roteiro de Injustice, o Coringa droga o Superman e o faz acreditar que sua esposa Lois Lane, que está grávida de um filho dele é o monstro Apocalypse, que no passado, já havia conseguido até matar o herói, como foi mostrado em A Morte do Superman. Desesperado, o último filho de Kripton leva Lois para o espaço, onde ela morre e Clark descobre que é ela.

Para piorar a situação, a morte de Lois ainda detona uma bomba nuclear em Metrópolis, matando milhões de pessoas. Enlouquecido pela perda, o Superman abandona quaisquer limites. Seu primeiro ato como um tirano é matar o Coringa, que morre se sentindo vitorioso por corromper o maior herói da Terra.

3 curiosidades sobre o Coringa.

A Arlequina, namorada do vilão, era uma personagem criada exclusivamente para os desenhos animados, mas fez tanto sucesso que foi incorporada aos quadrinhos e depois aos filmes.

As revistas de cultura pp Wizard e Complex colocaram o Coringa em primeiro lugar em uma lista dos melhores vilões dos quadrinhos.

Em Batman, o retorno do cavaleiro das trevas (Dark Knight Rises), Harvey Dent, o Espantalho comanda um bizarro julgamento em que os inimigos do povo da Gotham dominada por Bane devem escolher entre a morte e o exílio, que significa tentar sair de Gotham caminhando sobre o gelo fino, onde acabam morrendo de qualquer maneira. O juiz deveria ser o Coringa, mas Christopher Nolan preferiu colocar Dent a substituir o falecido Heath Ledger no papel.

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