Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 15.08.2010 15.08.2010

Com DNA dos anos 80, “”Os mercenários”” não vai além da pancadaria

Se alguém desconfiava  de que estamos vendo uma volta aos filmes deação (leia-se pancadaria) com o DNA dos anos 80 –, a estreia de Os mercenários ,na última sexta-feira, chegou para não deixar dúvida sobre dúvida. Para tanto,o filme escrito e dirigido por Sylvester Stallone conta um elenco que é cara, troncoe membros da década. Além do próprio Stallone, o filme traz Dolph Lundgren, BruceWillis e uma participação de Arnold Schwarzenegger,  astros de “clássicos” daquela década, quecontracenam com neobrucutus como Jason Statham, Mickey Rourke (bom ator, esse também era galã,não se esqueçam) e Jet Li, entre outros.

O enredo não poderia ser mais oitentista; Stallone é Barney Ross,durão escolhido pela CIA para formar um bando de mercenários e derrubar oditador de um país fictício, Vilena, envolvido com o tráfico de cocaína. Heróienvelhecido, Ross já não é tão durão e amolece diante da beleza de Sandra (abrasileira Gisele Itié), filha do tal ditador, e também oponente da tirania doseu pai. Lá, os mercenários descobrem que, oh, por trás do ditador há um gringoque o manipula.

Filmado em parte no Brasil – onde deixou dívidas, criouproblemas “”diplomáticos”” etc. – Os mercenários teria sido lançado diretamente emDVD não fosse a atração natural que a reunião do tal elenco de heróisenvelhecidos provoca, sobretudo entre os fãs do gênero. No mais, além doargumento e roteiros anêmicos, das cenas de ação coreografadas com poucacriatividade (se comparadas às dos filmes de ação recentes), temos osdesempenhos canastrões que também marcam a década de 80. Para não-fãs, só se salvamesmo a sequência irônica com o velho Schwarzenegger.

Ausência sentida na plateia: por onde andará o Jean Claude van Damme?

Veja abaixo o trailer legendado:

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