Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Música 09.08.2011 09.08.2011

Coletivo de choro de grupos de SP quer dar novo fôlego ao gênero

Por Carolina Cunha
Na foto ao lado, o músico Felipe Soares, que integra o Projeto Ressoa
 
Quem procura ouvir chorinho em São Paulo logo pensa nas rodas de bares tradicionais ou em pequenos círculos de quem já é do ramo. Embora o gênero não seja uma instituição consagrada e popular como no Rio de Janeiro, a capital paulista tem muito a oferecer. E agora surge um novo coletivo dedicado exclusivamente a ele.
 
Criado em 2011, o Movimento Sincopado pretende divulgar o choro através de uma estrutura colaborativa que busca a formação de público e a conquista de novos lugares para tocar. A inspiração veio de outros coletivos que surgiram na cidade como o Movimento Elefantes, de big bands e o El Arrastre, de tango instrumental.
 
“O Movimento surgiu da nossa necessidade de ter um espaço e levar adiante os trabalhos e os valores que a gente acredita”, conta André Parisi, clarinetista do conjunto Língua Brasileira e um dos criadores do projeto. Até agora já são 12 conjuntos, reunindo um time com mais de 40 músicos e compositores. Sempre com abertura para outros vestirem a camisa.
 
Participam da iniciativa nomes como o Projeto Ressoa; Choro na Brasa; Camundongos; Marcel Martins e conjunto; Allan Abbadia; Márcio Modesto; Choro da Casa; Grupo Regional Sarravulho; Coisa da Antiga; conjunto Língua BRasileira; Bora Barão e Quartetonia.
 
Até o final do ano, esses grupos estão escalados para fazer apresentações em lugares como o Museu da Casa Brasileira e os teatros Coletivo e Centro da Terra. E para quem gosta de música ao ar livre, todos os domingos acontece uma roda no Parque da Água Branca.
 
A organização dos grupos em um coletivo, além de reforçar e dar cara à cena paulista, tem aberto novas portas paras os músicos. Um exemplo é a prefeitura de Santos, que convidou o Movimento para participar de um projeto musical no Aquário da cidade.
 
“O movimento nasceu em São Paulo, mas pode expandir. Algumas cidades têm clubes do choro, mas existe muito mais coisa. Se a gente pudesse construir uma teia de comunicação, seria muito bacana”, afirma Tatiana Fraga, que atua na produção do coletivo.
 
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