Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 14.08.2010 14.08.2010

CLARICE, UMA PAIXÃO

Benjamin Moser, autor de Clarice, – biografia de Clarice Lispector – se reuniu  neste sábado, 14 de julho, às 15h, na 21ª Bienal Internacional do Livro deSão Paulo, com a atriz Beth Goulart, que interpreta a escritora na peça Simplemente eu, Clarice Lispector.  O encontro no Salão de Ideias, intitulado ‘Clarice Lispector: decifrações da esfinge’, foi mediado pelojornalista Manuel Costa Pinto, curador da programação, que apresentou os convidadospara uma platéia lotada de leitores interessados na escritora homenageada.  

Beth Goulart inciou o debaterelembrando o interesse por Clarice Lispector, cultivado nas leituras daadolescência.  “Minha admiração porClarice começou quando li Perto doCoração Selvagem. Convivi com Clarice desde os 13 anos. Mais tarde livro o Cartas Perto do Coração, que sãocorrespondências entre Fernando Sabino e Clarice. Nessa época surgiu o desejode levar Clarice para o teatro. Mas a família do Sabino não tinha o mesmointeresse. Então, comecei a trabalhar o monólogo a partir de algumaspersonagens femininas. Não tem como falar de Clarice sem falar de sua obra, elase revela em tudo que escreve”.

O escritor norte-americanoBenjamin Moser, autor de uma das mais importantes biografias sobre ClariceLispector, lamentou não ter conhecido a obra de Clarice ainda jovem. Noentanto, afirmou que a leitura, mesmo que tardia, foi arrebatadora.

“Eu fiquei louco quando li Clarice! Eu não a conhecia mas já queria fazeralguma coisa. A Beth foi produzir uma peça, encená-la. Eu decidicontar num livro a história dessa escritora fascinante. Clarice nos leva paramuitos lugares dentro da gente. Mas ela também me levou fisicamente a lugares que eunão imaginava. Fiquei encantado com a Ucrânia e, ao mesmo tempo, triste,tentando entender o lugar que morou a família de Clarice’.

O debate girou em tornode curiosidades sobre processo de criação das obras de Moser e Beth,  a partir da ligação com Clarice e seus textos.As perguntas do público surpreenderam pela abordagem crítica, fazendo do encontro umareflexão profunda sobre importância de Clarice Lispector. E deixando os convidados à vontade para conversar, como velhos amigos.

“Quando li o livro do Benjamin tivea sensação que já o conhecia. Percebi que temos um olhar parecido a respeito deClarice”, declarou Beth Goulart.

“Agora, eu e Beth somos amigos deinfância”, brincou Benjamin Moser.

> Assista à entrevista exclusiva de Benjamin Moser ao SaraivaConteúdo

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