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Cinco tendências do universo das séries para a temporada 2014/2015

Por Willians Glauber
 
Só nos Estados Unidos são 48 canais de TV criando séries todos os anos. Some a esse montante os seriados produzidos pelos sites de streaming, os feitos especialmente para o YouTube, para as plataformas de vídeo e agora os nacionais. 
 
Com tanta abundância, a própria indústria de séries de TV está diante de um momento de reinvenção de si mesma. É por isso que o SaraivaConteúdo resolveu tentar entender qual o rumo que essa gigantesca fábrica de entretenimento está tomando.
 
MENOS PILOTOS, MAIS QUALIDADE
Nos EUA, há o que as emissoras abertas chamam de “temporada de pilotos”: no final e no início do ano, são encomendados diversos primeiros episódios de séries novas que têm potencial para entrar na grade de programação.
 
Uma lógica descartada pelas emissoras a cabo, que preferem apostar em novas produções com uma primeira temporada completa, que tenha chances reais de gerar boa audiência e publicidade.
 
Adotar essa dinâmica da TV fechada pode ser um passo arriscado para um canal aberto, mas foi exatamente o que o produtor executivo da Fox fez. Nesta temporada 2014/2015, a emissora dará sinal verde apenas para novas séries completas. Isso quer dizer que em vez de encomendar episódios piloto para avaliação, serão encomendados 10 ou 13 deles, que entrarão na grade da emissora como novos seriados.
 
“O segredo é investir na etapa do desenvolvimento. Enquanto a série está sendo criada no papel, [esse] é o momento que exige mais cuidado. O segredo está em investir em uma boa sala dos escritores, onde o ambiente criativo seja respeitado”, explica Ricardo Tiezzi, roteirista da TV Globo e professor de roteiro na Academia Internacional de Cinema.
 
A mudança adotada pela Fox visa justamente o cultivo do talento e o desenvolvimento da criatividade dos roteiristas, atores, produtores e diretores.
 
TEMPORADAS MAIS CURTAS
Nos canais abertos, os dramas têm em média 22 episódios e as comédias, de 22 a 24 (clique aqui para entender melhor a dinâmica das séries de TV), o que muitas vezes torna o seriado arrastado demais.
 
Mas isso tende a mudar. Produções como Hannibal e Sleepy Hollow (conheça a série aqui), por exemplo, que são de emissoras abertas, já entraram na temporada 2013/2014 sustentando uma estrutura de 13 episódios.
 
MAIS SÉRIES ANTOLÓGICAS
Em um seriado antológico, ainda que o nome da produção não mude, cada temporada tem começo, meio e fim. Quando renovada, a série traz uma nova história, com novos personagens. American Horror Story é o exemplo atual de sucesso desse formato.
 
Portanto, a série é na verdade um conjunto de seriados em apenas uma atração. E True Detective, novo drama da HBO, segue essa lógica: embora tenha o mesmo nome, a próxima temporada trará uma história diferente, com personagens distintos.
 
American Horror Story provou que a estrutura de série antológica dá certo na TV e atrai uma audiência forte. Sua 3ª temporada foi a mais assistida
 
Fargo é a próxima série antológica a estrear, pelo canal a cabo FX dos EUA (o mesmo de American Horror Story). A produção começa a ser exibida no dia 15 de abril lá fora.
 
“Prefiro sempre buscar a verdade interna de cada história, de cada universo dramático, e aí então avaliar as possibilidades disponíveis e entender se algum dos esquemas já existentes se adequa à sua série ou se novos mecanismos precisam ser criados”, afirma Aleksei Abib, roteirista e consultor de roteiro.
 
SÉRIES-EVENTO
Creditar um novo seriado como “evento” dá a conotação de que a novidade pode ter apenas uma grande primeira temporada e acabar ali mesmo.
 
A série Under The Dome, adaptação do livro Sob a Redoma, de Stephen King (saiba mais sobre ela clicando aqui), começou a ser anunciada assim; mas dado o sucesso, o que era apenas um evento na grade de verão do canal CBS dos EUA acabou se tornando um hit e ganhando mais uma temporada.
 
A empreitada deu tão certo que, em 2014, a emissora aberta investirá em mais uma “série-evento”: Extant é produzida por Steven Spielberg (que também é um dos produtores de Under the Dome) e protagonizada por Halle Berry, que fará sua estreia na TV no dia 2 de julho nos EUA.
 
Confira o teaser de Extant:
 
 
DO CINEMA PARA A TV
Outra grande tendência que ganhará forma em 2014 é a presença cada vez maior de importantes nomes da telona, entre atores, roteiristas e diretores, que se dedicarão a projetos na TV. Uma investida ambiciosa dos canais para atrair mais público e, por consequência, mais anunciantes.
 
Além de Halle Berry em Extant, Zoe Saldana protagonizará a minissérie Rosemary’s Baby e John Malcovich estreia na telinha como o pirata Barba Negra em Crossbones.
 
E por trás das câmeras, a ABC encomendou 13 episódios de uma série criada pelo diretor e roteirista David O. Russel, que sequer passou pela avaliação de um piloto.
 
O diretor de Gravidade, Alfonso Cuarón, também terá seu nome nos créditos da nova atração Believe, quando ela estrear nos EUA dia 16 de março, no canal NBC.
 
Depois de uma carreira sólida na telona, John Malcovich estreia na TV no papel do pirata Barba Negra, protagonista da nova série Crossbones
 
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