Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 18.12.2014 18.12.2014

Cinco personagens para conhecer o trabalho (e virar fã) de Sarah Paulson

Por Willians Glauber
 
O ano de 2014 ficará marcado na carreira de Sarah Paulson como aquele em que ela teve o maior desafio de sua carreira até o momento: interpretar gêmeas siamesas, duas personagens completamente diferentes que dividem um mesmo corpo. Um trabalho que simboliza a multiplicidade e a versatilidade de Sarah como atriz.
 
Ao longo da carreira, seu talento nato e domínio de atuação em cena ganharam voz aos poucos, por meio de personagens complexos, que exigiram da atriz dedicação e entrega. O resultado são papéis que representam deleites para quem é fã de atuações de qualidade ao assistir a uma produção, seja filme ou série de TV.
 
“Um grande leque de possibilidades é o que todo ator busca, e obviamente o talento conta muito”, comenta o crítico de cinema Pablo Bazarello.
NICOLE WALLACE – THE GAME CHANGE
Em 2012, a atriz saltou aos olhos dos críticos por sua performance no telefilme Game Change, feito para a HBO.
 
Na produção, ela atuou ao lado de Julianne Moore como a conselheira política Nicole, uma mulher da vida real, que conquista seu espaço nos bastidores da campanha presidencial em que Sarah Palin concorre ao posto.
 

Sarah divide cena com Woody Harrelson no telefilme Game Change
 
A atuação de Sarah Paulson foi bastante elogiada e lhe rendeu sua primeira indicação ao Emmy, na categoria de melhor atriz coadjuvante.
E por falar em Emmy, no ano de 2013 a atriz recebeu sua segunda indicação ao prêmio, na categoria de melhor atriz coadjuvante pela personagem Lana, da série American Horror Story: Asylum. Um papel visceral, cuja trajetória ao longo dos episódios ganha proporções surpreendentes.
 
Lana é uma jornalista à frente de seu tempo, curiosa o suficiente para se infiltrar em um manicômio na década de 1960, com o intuito de revelar os abusos de uma instituição conduzida pela igreja católica.
 
A personagem luta para se manter fiel a quem realmente é, conforme situações que colocam em xeque a crença em sua própria sanidade acontecem o tempo todo.
 
E enquanto Lana é uma defensora do bem-estar alheio, a personagem Mary é completamente o oposto: uma mulher egoísta e que não se importa nem um pouco com a vida daqueles que estão à sua volta.
 
Fazendo questão de humilhar e maltratar seus escravos, a personagem é diferente de tudo o que a atriz Sarah Paulson havia feito até ali, algo que a incentivou e levou a fazer o teste para interpretar o papel no longa-metragem 12 Anos de Escravidão.
 
“Sarah Paulson me chamou atenção por sua presença em cena. Ela possui poucas cenas no filme, mas sua postura, seu tom de voz, a maneira que se porta chamam atenção de quem assiste”, diz o estudante Igor Lisboa Sarilho, que conhecia a atriz, porém nunca havia visto seu trabalho.
 
 
BETTE E DOTT TATTLER – AMERICAN HORROR STORY: FREAK SHOW
E como Sarah gosta de se desafiar o tempo todo, este talvez possa ser creditado como um dos trabalhos mais complicados da carreira da atriz.
 
Na 4ª temporada da série antológica American Horror Story, ela dá vida às gêmeas siamesas Bette e Dott, que dividem o mesmo corpo.
 

Para cada uma delas, Sarah criou diferentes tons de voz, expressões faciais e trejeitos. Bette é uma mulher sensível, doce, romântica, que vê a vida com olhos inocentes e sonhadores, bastante contida, mas que não hesita em expressar suas opiniões.

 
As gêmeas siamesas Dott e Bette de American Horror Story: Freak Show
 
Já Dott é fria, realista, mal humorada e enxerga as pessoas ao seu redor com desconfiança; ela tem um instinto egoísta de sobrevivência, que algumas vezes beira a crueldade.
 
OS BASTIDORES DO DESAFIO
As cenas nas quais Sarah atua demoram em média de 12h a 15h para ficarem prontas. Nas filmagens, a atriz precisa gravar os mesmos diálogos três ou quatro vezes.
 
Para interpretar Bette e Dott, a cada passagem ela conta com o auxílio de uma prótese móvel moldada com base em sua própria cabeça.
 
 
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