Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 12.03.2010 12.03.2010

Cartunista Glauco Villas-Boas e seu filho são mortos em São Paulo

Baleados com quatro tiros cada um, o cartunista Glauco Villas-Boas, de 53 anos, e seu filho mais velho, Raoni Ornellas Pires Villas-Boas, de 25 anos, morreram antes de chegar ao Hospital Albert Sabin, na Lapa, na Zona Oeste de São Paulo.

Os corpos do cartunista Glauco e do filho dele, o universitário Raoni, serão enterrados neste sábado, 13 de março, no Cemitério Gethsêmani Anhanguera, em Osasco, São Paulo.

A família morava num lugar afastado, numa comunidade de apenas dez casas próxima à área de preservação do Pico do Jaraguá, em Osasco, na Grande São Paulo. O local abriga também a sede da igreja Céu de Maria, fundada por Glauco e frequentada por adeptos do Santo Daime, religião que usa em seus rituais um chá alucionógino.

Os assaltantes teriam tentado fazer um sequestro relâmpago, levando o cartunista como refém. Eles estariam saindo da casa no momento em que Raoni chegava, voltando da faculdade. Ao ver o pai ensanguentado, o rapaz teria tentado negociar com os ladrões, que reagiram atirando.

A polícia suspeita de um ex-frequentador da igreja Céu de Maria, fundada pelo cartunista. O estudante universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, é o principal suspeito do assassinato. Para o advogado da família, foi uma tentativa de assalto.

O cartunista é autor de uma família de tipos como Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge e Geraldinho.

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