Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 28.07.2011 28.07.2011

Capitão América: com doses de bom humor e ingenuidade, filme dá a largada para os Vingadores

Por Andréia Martins

O último filme antes do tão aguardado encontro dos vingadores na telona, Capitão América – O primeiro vingador traz, ao invés de superpoderes e ação, um personagem com doses de bom humor e ingenuidade. E nas palavras do diretor, Joe Johnston (Jurassic Park 3 e O Lobisomen), em algumas entrevistas sobre o longa, é, acima de tudo, um filme “sobre a origem” do mais patriota dos super-heróis.

A história, que chegou às tiras na década de 40, mostra as tentativas sem êxito do jovem – e raquítico – Steve Rogers para entrar no exército americano e, então, servir ao país durante a segunda guerra mundial. São muitas as negativas, até que um cientista percebe naquele pequeno garoto do Brooklyn um supersoldado em potencial.

 
"Não posso oferecer menos do que isso", diz Rogers antes de sua última tentativa de alistamento, ao ser questionado se gostaria de morrer na guerra. Fica a primeira lição do american way of life: perseverança e autoconfiança.
 
Comparada às demais produções da Marvel-Paramount, Capitão América traz menos ação, mas ganha pontos ao ser um filme sem excessos e o que é melhor: para quem se recorda do filme de baixo orçamento Capitão América de 1990, o novo longa não lembra em nada o fiasco anterior.

Quanto a Chris Evans, o super-herói em questão, que achou que ele não daria conta do recado, tem uma boa surpresa. Evans, o Tocha Humana do Quarteto Fantástico, entre outros, convence no papel de um ingênuo adolescente americano, nerd, totalmente inexperiente com as mulheres e que costumava apanhar dos garotos mais velhos pelos becos do Brookly, mas que tem uma única preocupação: honrar seu dever cívico de servir o país na guerra.

Para tornar-se um supersoldado, Steve Rogers é submetido a uma experiência científica conduzida pelo pai de Tony Stark (O Homem de Ferro). Com o corpo transformado e ao lado do veterano coronel Chester Phillips, interpretado por Tommy Lee Jones; de Peggy Carter, vivida por Heyley Atwell, de O Sonho de Cassandra; do melhor amigo e galã Bucky Barnes, papel de Sebastian Stan, Rogers vai desafiar a grande ameaça à América e ao mundo, que responde pelo nome de Hidra.

Nas histórias do Capitão América, esta é uma ala radical do nazismo liderada pelo inescrupuloso Johann Schmidt, ou Caveira Vermelha, personagem vivido por Hugo Weaving, que nunca deixa a desejar em papeis como este.

Em outro momento do filme, é Schmidt quem dá a outra lição do american way of life. “Vocês não são os únicos no mundo a terem arrogância, mas conseguem ser os melhores nisso”, diz o vilão e um dos primeiros confrontos diretos com o super-herói.

 

Cena do filme Capitão América: O primeiro Vingador

No final de semana de estreia nos Estados Unidos, no final de junho, o longa bateu o capítulo final da saga do bruxinho Harry Potter e arrecadou US$ 65,8 milhões nas salas de cinema. Com custo de produção de US$ 140 milhões, Capitão América: O Primeiro Vingador também superou a abertura de um concorrente do gênero de super-heróis, Thor, que na sua estreia arrecadou US$ 65,7 milhões. No Brasil, a expectativa é que o longa também bata recordes. Por aqui também, chegam dois novos livros. Em Capitão América  – A Ameaça Vermelha (Panini), o heroi reencontra o parceiro Bucky e enfrenta mais desafios. E o passado é tema de Capitão América – O Soldado Invernal (Panini).

Agora, com o primeiro – e último – vingador devidamente apresentado, começa a contagem regressiva para a megaprodução Os Vingadores, que deve estrear em meados de 2012. O filme vai reunir Capitão América, Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e Thor (Chris Hemsworth). Vamos aguardar para ver se, dessa vez, Steve Rogers consegue finalmente aprender a dançar.
 

Caveira Vermelha ganha edição especial

Depois de estrear o filme nos Estados Unidos, a Marvel lançou a Captain America: a Red Gloer,  uma versão da origem do Caveira Vermelha contada do ponto de vista da mente insana do vilão. A versão, feita há 12 anos e assinada por Mark Waid, conta sem cortes a história do vilão, que foi editada com alterações, e traz ainda duas páginas assinadas pelo desenhista Andy Kubert. Por enquanto a versão só foi lançada no exterior.


Captain America: a Red Gloer

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