Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Games 04.11.2013 04.11.2013

‘Call of Duty: Ghosts’: personagens femininas e modo “Squads” são destaques do novo game

Por Carolina Cunha 
 
Num futuro não muito distante, os Estados Unidos foram derrotados e o planeta agora vive uma nova ordem mundial. Um grupo de soldados de elite chamado Ghosts deve fazer de tudo para sobreviver e retomar o país, combatendo um inimigo supostamente invisível. Essa é a trama de Call of Duty: Ghosts, um dos jogos mais aguardados do ano, que será lançado no Brasil em 5 de novembro para PC, Xbox 360 e PlayStation 3, além de rodar em consoles da nova geração.
 
O game de tiro em primeira pessoa marca o fim da trilogia Modern Warfare e apresenta uma nova história, com um toque pós-apocalíptico em diversos cenários, como prédios abandonados, florestas, fundo do mar e até um modo na companhia de alienígenas. Outra novidade chama atenção: a possibilidade de as jogadoras criarem personagens do sexo feminino para o jogo, opção até então inédita na franquia.
 
“É o Call of Duty mais bonito de todos”, afirmou Max Morais, representante da desenvolvedora Activision durante a Brasil Game Show, maior evento brasileiro de games, realizado em São Paulo entre os dias 25 e 29 de outubro.
 
Na feira, os fãs puderam experimentar o aguardado lançamento em primeira mão. O carioca Pedro Morais é um deles. “Achei que o visual mudaria, mas, na verdade, continua muito igual aos anteriores”. Optou-se por manter a mesma fórmula, desapontando quem esperava uma grande revolução.
 
Apesar disso, o jogo vem com uma série de novas funcionalidades. Pela primeira vez, jogadores poderão criar e personalizar características do personagem, como uniforme, peso, altura e pintura facial. Segundo a Activision, são mais de 20 mil opções de customização e 30 novas armas.
 
Outra inovação (já citada) é que, a partir de agora, é possível jogar as batalhas como uma mulher combatente. COD Ghosts não é o primeiro a disponibilizar o avatar feminino, mas atende a uma antiga reivindicação das fãs.
 
As gamers brasileiras já abraçaram a novidade. Para a estudante Karen Almeida, de Sorocaba (São Paulo), o recurso é “sensacional”. “Principalmente por não ter aquele apelo sexual. É um soldado como todos os outros, só que mulher por debaixo da roupa”, diz ela. A estudante gosta de jogar sempre com personagens femininos e sentia falta do recurso em COD.
 
“O fato de poder personalizar mais do que as skins das armas fará com que eu fique mais horas no jogo. Apesar de eu não saber qual será o grau de personalização, tentarei deixar o mais parecido comigo dentro do possível. Isso não mudará nada no meu gameplay, mas com certeza eu me sentirei mais ligada ao jogo”, completa ela.
 
Imagem do game Call of Duty Ghosts
 
Formada só por mulheres, a comunidade ELAS, criada em 2009, é o primeiro clã feminino do Brasil focado em COD. As garotas compareceram em peso à Brasil Game Show para jogar Ghosts.
 
“A experiência de poder jogar o Ghosts foi surpreendente. Os gráficos apresentaram uma maior realidade e melhor visão de campo a ser explorada através do minimapa, que é maior. A jogabilidade está muito próxima à do Modern Warfare, o que agradou bastante, desde a movimentação de jogo até as opções de armas”, declara Danielle Torok (conhecida como dani_vampira). Jogando no modo multiplayer, ela se diz uma “codista hiper-viciada” e acredita que a novidade de poder criar uma mulher vai fazer uma grande diferença para o clã.
 
“Para nós, 'codistas', é a maior revolução dentro do COD, levando-se em conta que isso já é possível em outros jogos. O game não podia ficar para trás, tendo em vista o grande número de mulheres que tem ingressado no COD. Cada vez mais nós estamos ganhando espaço dentro dos jogos; conseguimos aos poucos quebrar essa barreira e curtir tudo aquilo que o game nos proporciona, como poder ter uma personagem que é nossa cara e mostrar que nós viemos para ficar, ‘armadas e perigosas’, dentro do mundo dos games.”
 
Trailer do multiplayer de Call of Duty: Ghosts:
 

 
NOVOS PERSONAGENS E OPÇÕES ON-LINE 
 
Entre os novos personagens está o cachorro Riley, um pastor-alemão que poderá ser controlado pelo jogador para atacar inimigos e abrir caminhos. “Existe muita expectativa sobre o Riley. Acho que esse killstreak vai ser um dos mais utilizados, ainda mais se ele matar aquele cara que sempre te ataca pelas costas quando [você] está mirando em outro inimigo”, acredita João Luís, da equipe do blog Comunidade Call of Duty.
 
O gamer é fã das disputas on-line e acredita que as novidades trarão uma nova experiência. “Os gráficos não evoluíram tanto, mas os cenários estão vindo com mudanças e mais interativos”.
Realmente, as expectativas sobre o modo on-line são altas. Segundo a desenvolvedora do jogo, diariamente, quase 10 milhões de pessoas jogam Call of Duty na internet. No novo game, as partidas on-line terão elementos-surpresa que mudam de acordo com o desenrolar dos fatos. Condições meteorológicas e fenômenos naturais, como enchentes e terremotos, além de explosões que eliminam estradas e postos de gasolina, são alguns contratempos que o soldado pode encontrar pelo caminho e que o forçam a mudar de estratégia.
 
COD Ghosts também traz novas modalidades de jogo multiplayer, como o modo Search and Rescue (“Localizar e Resgatar”); Squads (“Pelotão”), que permite que o usuário monte equipes com até 10 soldados e diferentes tipos de armas; e o modo Cranked, onde o jogador tem 30 segundos para eliminar rapidamente vários inimigos em sequência e, caso ele não consiga, explode. A opção deve acirrar ainda mais a competição entre equipes, mas também pode ser um bom meio para o jogador iniciante treinar suas habilidades.
 
Teaser do game Call of Duty Ghosts
 
Para João Luís, o modo Pelotão foi o que mais chamou atenção. “A ideia de poder montar seu próprio esquadrão e colocá-lo para competir com os de outros jogadores é muito atrativa”, diz ele.
 
 
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