Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 04.10.2013 04.10.2013

Cães que roubam a cena no cinema

Por Lourdes Guimarães
Não é de hoje que os melhores amigos do homem emplacam personagens de peso no cinema, e a produção brasileira Mato Sem Cachorro também dá destaque especial a esse  "fiel escudeiro".
O filme conta a história do músico Deco (Bruno Gagliasso) e da produtora de rádio Zoé (Leandra Leal) que se conhecem quando Deco quase atropela um cachorrinho. Detalhe: o cão, chamado Guto, sofre de uma estranha doença e sempre desmaia quando fica animado.
O trio acaba formando uma família, mas após dois anos de relacionamento, Zoé decide se separar do companheiro que, inconformado em ter sido trocado por um antigo namorado e ainda ter perdido Guto, resolve sequestrá-lo com a ajuda do primo Leléo (Danilo Gentili). A partir daí, o longa ganha momentos divertidos e inesperados.
Para encarnar o protagonista Guto adulto, foram “convidados” dois astros de Hollywood: Dusty e  Duffy, ambos da raça English Shepherd, que vivem o personagem metamorfo Sam da série True Blood. Para prepará-los, o diretor Pedro Amorim contou com a ajuda do famoso adestrador Boone Narr, responsável pelas performances do mico de Piratas do Caribe e do cão Akita em Sempre ao seu Lado.
A paixão de Pedro pelo clássico da Sessão da Tarde Benji (1974), um vira-lata que ajuda os habitantes de uma pequena cidade norte-americana, foi uma das inspirações para a nova produção. "Foi dos poucos filmes que me fizeram chorar, até mais do que Sociedade dos Poetas Mortos”, comenta. Marley e Eu e Sempre ao seu Lado também foram fontes de inspiração para o diretor criar o longa brasileiro.
O elenco conta ainda com a participações de Gabriela Duarte, Rafinha Bastos, Elke Maravilha e Sandy. A trama também é agitada pela relação dos personagens com o universo dos mashups (composições que mesclam músicas, artistas e ritmos distintos), entre elas, a divertida combinação das canções: "We Will Rock You", do Queen; "O Meu Sangue Ferve por Você", de Sidney Magal; "I Love Rock’n’roll", de Joan Jett; "Os Mano e as Mina", do rapper Xis; "Kátia Flávia", de Fausto Fawcett; e "Alagados", dos Paralamas do Sucesso.
Assista ao trailer de Mato Sem Cachorro:
 
 
Relembre algumas produções em que os cães dão vida a personagens memoráveis:
101 DÁLMATAS
Em 101 Dálmatas (1996), comédia dirigida por Stephen Herek, os dálmatas Pongo e Prenda organizam um exército canino para salvar os filhotes da perversa estilista Cruella (Glenn Close), que tem o plano de criar casacos com peles de dálmatas. Para produzir o filme foram usados aproximadamente 230 filhotes de dálmatas e 20 adultos. 

Cruella precisa de 101 dálmatas para colocar seu plano maléfico em ação
MARLEY E EU
Baseado no best-seller de John Grogan, o filme Marley e Eu (2008) mostra o labrador Marley, que transforma a vida do casal de jornalistas John (Owen Wilson) e Jenny (Jennifer Aniston) num verdadeiro turbilhão de alegrias, confusões e autoconhecimento. Com um final tocante, é difícil não se apaixonar por Marley.

O indisciplinado, divertido, fofo e neurótico Marley marca a vida do casal de jornalistas
SEMPRE AO SEU LADO
Muita emoção também é garantida em Sempre ao seu Lado (2009). O devoto cão Hachiko acompanha diariamente a partida e chegada de seu dono Parker Wilson (Richard Gere), um professor universitário. A fiel e afetuosa relação é mantida pelo cachorro mesmo quando a rotina é interrompida. O filme é baseado em uma história real ocorrida no Japão. 

 Sempre ao seu Lado: um exemplo incondicional da fidelidade canina
LASSIE
A personagem Lassie, do romance de Eric Knight, que já apareceu em filmes e séries de TV em várias décadas, estreou no cinema em 1943, empreendendo uma longa jornada para reencontrar seus verdadeiros donos que a haviam vendido por problemas financeiros. Uma curiosidade é que em quase todas as produções, a protagonista fêmea é interpretada por machos.

Elizabeth Taylor, aos 11 anos, atua com Lassie em A Força do Coração, 1943
BEETHOVEN, O MAGNÍFICO
Devido ao seu imenso tamanho, o atrapalhado cachorro São Bernardo em Beethoven, O Magnífico (1992) garante muita confusão e alegria à família Newton. Ele também é peça-chave para desmascarar as atividades do veterinário Herman Varnick, que realiza terríveis experimentos com cães. O protagonista bonachão ainda ganhou mais quatro filmes, sendo que o último foi lançado em 2003.

Confusão e diversão garantidas pelo simpático Beethoven, que popularizou a raça São Bernardo pelo mundo afora
VIDAS SECAS
Não dá para deixar de fora a personagem Baleia de Vidas Secas (1963), filme dirigido por Nélson Pereira dos Santos e adaptado do clássico de Graciliano Ramos. Em meio à seca do sertão, a vira-lata “conforta” e “alegra” uma família de retirantes. Seu papel marcante e o trágico desfecho fizeram com que ela fosse levada ao Festival de Cannes, em 1964, para que todos se certificassem de que ela de fato estava bem. 

Baleia, vira-lata que brilhou em Cannes 
CUJO
Encarnar diferentes personagens também é parte da dramaturgia canina. No thriller Cujo (1983), baseado no romance homônimo de Stephen King, um simpático São Bernardo vira um terrível assassino ao ser mordido por um morcego infectado por raiva e passa a aterrorizar a pequena cidade fictícia de Castle Rock, no Maine.

Cujo: de temperamento dócil à fúria assassina
LEMBRANÇAS DE OUTRA VIDA
Em Lembranças de Outra Vida (1995), com direção de Carlo Carlei, Thomas Johnson (Matthew Modine), morto num acidente de carro, volta a viver no corpo de um cachorro, Fluke. Além de ter a missão de proteger a família do homem que causara o acidente, ele tem a oportunidade de “repensar” a sua vida na época em que era humano. 

Uma missão especial para o cão Fluke em Lembranças de Outra Vida
 
 
 
 
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