Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Música 26.01.2012 26.01.2012

Bruno Santos: uma banda de um homem só

 
Por Andréia Silva
Na foto, Bruno Santos
 
O brasiliense Bruno Santos não chama atenção apenas pela música. Recentemente ele seu primeiro disco, Time to Tell, onde levou ao pé da letra o que representa ser um artista independente.
 
Por isso, não estranhe se ao passar os olhos pelos créditos do disco, ver o nome de Bruno creditado em todos os instrumentos, produção, mixagem, entre outros.
Música é algo que vem de família no caso de Bruno. A mãe, violinista,foi quem lhe apresentou esse universo – sem saber que ele não iria mais largá-lo. “No fundo eu estou apenas seguindo uma paixão”, disse ele ao SaraivaConteúdo.
Talvez seja justamente essa paixão que o tenha levado a desvendar tudo o que há por trás da música: músico formado, ele compôs, cantou, e com o curso de engenharia de som feito no exterior, aprendeu a gravar, mixar – em parceria com o amigo Diego Allain Reis- e produzir as 12 faixas do seu disco de estreia.
Além da parte técnica, Bruno cuidou também do lado burocrático da coisa. Criou o próprio site, divulgou seu trabalho, fez o encarte e até as questões relacionadas a direitos autorais ele resolveu.
“Comecei a gravar de brincadeira. Eu não acordei e decidi gravar um disco. Eram para ser apenas duas, três músicas, e acabei fazendo um disco todo”, diz ele. No esquema do it yourself, “tentativa e erro”, como ele diz, foram dois anos de trabalho.
 
Bruno Santos
No estilo, ele aposta no pop que segue mais ou menos a mesma receita de cantores como Jason Mraz, Paolo Nutini, John Mayer, entre outros.
 
O idioma também é o mesmo deles, o inglês, uma influência da vida meio nômade que levou acompanhando o pai diplomata.
“O inglês é uma língua nativa para mim pois morei 20 anos da minha vida no exterior e fui criado entre escolas e universidades internacionais onde esse idioma fazia parte do cotidiano. Além disso, muitas composições do meu novo álbum foram inspiradas durante uma época em que eu estudei música e ‘songwriting’ em Los Angeles e as minhas influencias incluem artistas do mundo inteiro”,diz.
De volta ao Brasil, Bruno ainda se dividiu com outro curso em Londres, e acabou gravando o disco entre a capital britânica, Rio de Janeiro e São Paulo.
“Isso [gravar sozinho] foi uma consequência, não era minha intenção. E não pretendo fazer isso outra vez”, diz ele que com o lançamento do disco, precisou montar uma banda para se apresentar ao vivo. E depois de produzir todo o trabalho sozinho, essa etapa não foi das etapas mais fáceis.
“Era como ter que arranjar quatro namoradas perfeitas e que ainda se relacionassem bem”, diz ele brincando. Por incrível que pareça, ele encontrou as tais “namoradas perfeitas” com quem já está na estrada, dessa vez, acompanhado.
 
 
 
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