Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 16.06.2011 16.06.2011

Bonitinho e extraordinário

Por Marcelo Forlani, do blog Omelete

Essa semana Leonardo DiCaprio foi confirmado como o vilão no novo filme de Quentin Tarantino, Django Unchained.

Sempre que se fala no astro de Titanic há quem suspire, mas também os que torcem o nariz, o que é uma enorme bobeira. DiCaprio é muito mais do que o rosto bonitinho que levou milhões de meninas e mulheres aos cinemas para ver o navio afundar ao som de Celine Dion.

E este foi justamente o seu problema. Com o estouro da DiCapriomania e a inundação de revistas e pôsteres (e revistas-pôster) com a sua cara estampada, ele acabou ficando marcado apenas como um ator bonito – o que ele até é -, ofuscando o seu poder de atuação. 

Vale lembrar que muito antes de Titanic, DiCaprio já havia feito O Despertar de Um Homem (This Boy's Life), Gilbert GrapeAprendiz de Sonhador (What's Eating Gilbert Grape), Rápida e Mortal (The Quick and the Dead), Diário de um Adolescente (Basketball Diaries), As Filhas de Marvin (Marvin's Room) e Romeu + Julieta (Romeo + Juliet), todos muito bons e com atuações já bastante sólidas do jovem ator.

Veio então o furacão Titanic e uma série de escolhas erradas, com O Homem da Máscara de Ferro (The Man in the Iron Mask) e A Praia (The Beach). Mas os escorregões não foram suficientes para acabar com sua carreira, que só melhorou a partir dali, com trabalhos ao lado de Steven Spielberg (Prenda-me Se For Capaz), Ridley Scott (Rede de Mentiras), Sam Mendes (Foi Apenas um Sonho), Christopher Nolan (A Origem) e seu principal parceiro, Martin Scorsese (Gangues de Nova York, O Aviador, Os Infiltrados e Ilha do Medo).

E se esse time acima, além de Tarantino, confia em DiCaprio, não serei eu que torcerei o nariz.

Recomendamos para você