Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 05.08.2011 05.08.2011

Autores de guias dão dicas de turismo para escritora de 1000 Lugares

Por Cintia Lopes
Na foto ao lado, Patricia Schultz, autora do livro 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer (Crédito Diana Allford)

Para alguns, a palavra viagem é capaz de provocar calafrios. Somente o fato de arrumar e desfazer malas já desanima qualquer tentativa de respirar novos ares. Mas se existe uma autoridade no assunto é a americana Patricia Schultz. A autora de 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer, da editora Sextante, garante que não há dificuldade quando a intenção é se divertir.

Seu próximo destino é o Brasil, mais precisamente a XV Bienal do Livro, que acontece entre os dias 1 a 11 de setembro no Riocentro, no Rio de Janeiro. Apesar da correria, Patricia torce para encontrar tempo de circular pela cidade. “Quero conhecer o Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, e jantar em Santa Teresa”, planeja ela, que participa do Café Literário no último dia de Bienal.

Esta não é a primeira vez que Patricia dá o ar da graça em terras brasileiras. No livro, que já vendeu mais de dois milhões de exemplares no mundo, Fernando de Noronha e o Pantanal são referências de lugares imperdíveis.
 
“Para conhecer realmente a cultura de um país sempre reservo um tempo para explorá-lo por conta própria. Coisas incríveis podem acontecer quando você se perde…”, diverte-se.
 
Com tantos anos de bagagem, literalmente, a autora afirma que contratempos como cancelamento de voo, extravio de bagagem, e mau tempo não abalam seu humor. “Você pode deixar essas coisas arruinarem suas férias, mas sempre tento lembrar do lado positivo da viagem”, ensina.
Por aqui, também não faltam seguidores do 1000 Lugares. A carioca Rafaella Fustagno, por exemplo, já recorreu ao livro para planejar as férias. “Só aumentou a imensa vontade que tenho de conhecer a Inglaterra, principalmente o hotel Ritz”, explica ela, que se apaixonou pela publicação depois que pegou um exemplar emprestado de uma amiga do trabalho.
 
Já a expert Danuza Leão, autora dos livros De Malas Prontas e Fazendo as Malas, ambos editados pela Companhia das Letras, segue uma receita simples pra escolher um destino. “Precisa ser um lugar maravilhoso e que eu ainda não conheça”, conta Danuza, que tem uma coleção de 13 passaportes.
 
Capa do livro 1000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer
Mas difícil mesmo deve ser surpreender alguém que já percorreu os lugares mais incríveis do planeta. Gustavo Nagib, autor dos livros Guia do Pão-Duro Volume 1 e Volume 2, da editora Matrix, é categórico ao afirmar que falta de dinheiro não é sinônimo de escassez de diversão. Ele sugere alguns programas “0800” para a autora americana curtir na Cidade Maravilhosa.
 
“A Lapa é um lugar que mesmo com muito pouco dá para ouvir música, ver pessoas e se divertir. Caminhadas pela Urca e Mirante do Pasmado são garantia de fotos maravilhosas e custo zero”, indica ele, especialista quando o assunto é não tirar a mão do bolso. Outro conselho, até mesmo para alguém viajada com Patricia, é não frequentar os pontos turísticos desacompanhada. “Infelizmente vão cobrar a mais só por ser estrangeiro”, alerta Nagib.
Quem bem conhece os percalços de ser gringo no Brasil é o também americano Thomas Kohnstamm. Prova disso é que ele reuniu parte das histórias no bem-humorado Autores de Guias de Viagem Vão Para o Inferno?, Panda Books, após ser convidado pela Lonely Planet para escrever justamente um guia de viagens.
 
“Eu gosto da cultura “social” do Brasil. As pessoas são abertas e divertidas. Você pode ter um melhor amigo em poucos dias”, diverte-se. Mas se engana quem acredita que vida de escritor de guia de turismo é moleza. Thomas conta que as “furadas” são inevitáveis. “Levei uma coronhada e fui roubado na Venezuela. Quase morri nas montanhas dos Andes quando meu taxi perdeu os freios, e já tive de voar num avião em que a porta não fechava”, enumera. Pelo visto, o mais seguro mesmo ainda é ser turista.
 
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