Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 14.01.2011 14.01.2011

As viagens de Gulliver são entretenimento garantido

A versão “modernizada” de As viagens de Gulliver que estreiahoje, sexta-feira, em circuito nacional, é garantia de diversão. Só incomoda umpouco o fato de Jack Black, que incorpora o protagonista, não conseguir sedesligar de seus maneirismos. Como Gulliver ele pouco difere, por exemplo, deseu personagem em Escola de rock.

Nesta adaptação do clássico de Jonathan Swift [Leia mais sobre a nova edição do clássico, lançado pela parceria entre a Companhia das Letras e a Penguin], Gulliver (Black) é responsável peladistribuição de correspondências em um jornal de Nova York. Há anos na posição,conquista todo mundo com seu bom humor, mas não consegue conquistar Darcy(Amanda Peet), uma jornalista com quem dificilmente troca mais de duas frases,tamanha a timidez.

Quando um rapaz de seus 20 anos entra na empresa e desafiaGulliver a convidar Darcy para sair, nosso herói “amarela”. E o pior: o jovemacaba sendo promovido e se tornando seu chefe.

Com auto-estima em baixa, Gulliver se aproxima de Darcy, quefaz reportagens sobre turismo, e inventa que já fez viagens mis. A moça entãopede que ele escreva um texto sobre uma delas, o que ele faz “sem dificuldade”dando um “copia” e “cola” em artigos da internet etc. Impressionada, Darcyoferece a ele uma viagem para o Triângulo das Bermudas, que poderia render seuprimeiro artigo na publicação.

Desafio aceito, Gulliver voa e pega um barco para o míticotriângulo onde, depois de uma tormenta, vê-se náufrago em uma ilha. E não só:como nas aventuras originais, amarrado por pequenos seres-humanos que o chamamde “A besta”.

O herói está em Liliput, um reino estranho onde – como nãoconseguem resistir os americanos – os diminutos habitantes têm um acentuadosotaque britânico. Preso pelo general Edward Edwardian (Chris O’Dowd), um tipo para lá deconvencido, ele se torna herói após salvar a princesa (EmilyBlunt) de um sequestro e de extinguir um incêndio de modo um tanto… deselegante.

Aí começam finalmente as melhores sacadas do filme. Homem comum,que nunca teve aventuras, Gulliver conta – e faz encenar – histórias de filmese séries como Titanic, 24 horas, Avatar etc., como se as tivesse vivido. Asreferências pop não param aí: numa das sequencias mais divertidas, Gulliverajuda um amigo (Jason Segel) a fazer uma declaração de amor à princesa. Cyrano de Bergeracpop, nosso herói o faz usando uma canção de Prince.

Asreviravoltas chegam a ter algo de Terry Gilliam de tão fantásticas (não porserem exatamente originais, que fique claro). Sai-se do filme com a sensação deque dificilmente não haverá uma continuação para as aventuras liliputianas deGulliver. Para o bem, ou para o mal, com Black repetindo suas caretas,entonações etc.

Vejaabaixo um trailer legendado:

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