Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 05.02.2013 05.02.2013

As novidades e o drama nos bastidores da série musical ‘Smash’

Por Willians Glauber
 
“Eu sei que deixei você esperando, sei que deixei você bravo. Ano passado nós éramos todos estranhos, este ano somos como velhos amigos”. É ouvindo essas palavras, cantadas por ninguém menos que Marilyn Monroe, que os espectadores de Smash serão recepcionados durante o primeiro episódio do segundo ano da série.
 
O tempo de espera foi longo: a primeira temporada acabou em maio de 2012 e a segunda retorna às TVs dos EUA em 5 de fevereiro. No Brasil, Smash é transmitida pelo Universal Channel e, para quem não acompanhou o primeiro ano da série musical que mostra os bastidores da Broadway, ela estará na grade da Record a partir de março.

Além de novos personagens, o segundo ano de Smash traz atores convidados que prometem trazer novo fôlego à série. A ganhadora do Oscar, Jennifer Hudson, foi o primeiro grande nome a ser anunciado como participação especial.

 
Mas a contratação da atriz foi só o começo. Em 2013, Smash será responsável pelo reencontro de Sean Hayes e Debra Messing na TV – os eternos Jack e Grace da série Will & Grace. Debra já faz parte do elenco regular do seriado desde a primeira temporada; já Hayes aparecerá em alguns episódios este ano.
 
Liza Minelli também dará as caras em Smash. Além dela, outra novidade é a participação da atriz Nikki Blonsky, que deu vida à graciosa Tracy Turnblad no remake do musical Hairspray, em 2007. “Para a segunda [temporada], o foco deveria estar nos números musicais, com mais performances e menos dramas pessoais. Smash é totalmente voltada para o universo dos musicais”, diz Thiago Haaz, criador do site Na Broadway, sobre teatro musical.
 
Jennifer Hudson (centro) interpretará Veronica Moore, veterana dos palcos da Broadway que impactará a vida das protagonistas Ivy (esquerda) e Karen (direita)
 
O DRAMA POR TRÁS DAS CORTINAS DE SMASH
 
Para ganhar novos episódios, a série passou por um processo de reformulação. Smash foi criada por Theresa Rebeck, que tem experiência como autora de musicais na Broadway e era a showrunner do programa (pessoa que dá o tom e a condução do enredo, além de deter a palavra final nas decisões). Ela está envolvida com Smash desde sua concepção.
 
Foi Theresa quem adaptou o script para o canal aberto NBC. Inicialmente, o roteiro foi oferecido ao canal a cabo Showtime. “Apesar de apenas 15 episódios na primeira temporada, a NBC decidiu dar novo fôlego à série e apostou numa segunda temporada. As tramas paralelas precisam ser mais bem trabalhadas, há muitas sem sentido e que não acrescentaram nada à história”, analisa a musicista Luana Lied Zapata, que escreve sobre Smash para o site Apaixonados por Séries.
 
Foi por essas situações sem sentido que Theresa Rebeck decidiu abandonar a chefia da produção. Para a criadora da série, o poder de decisão do showrunner estava sendo subtraído, as exigências do canal não iam ao encontro da maneira com que Theresa queria conduzir a história de Smash.
 
Ela discordava do jeito como os personagens estavam se comportando (segundo ela, não fazendo sentido algum). “Muitos erros aconteceram no decorrer da temporada. A série fez um piloto excelente, que deixava clara a proposta de seguir uma linha mais madura. No entanto, os roteiristas se perderam no processo”, explica Mateus Gonçalves, que escreve os reviews sobre Smash para o site Manicômio Séries.
 
Ivy e Karen dividem o palco em uma das cenas do musical sobre Marilyn Monroe
 
Hoje, Theresa, além de criadora da série, atua como produtora executiva. O novo showrunner passou a ser Josh Safran. Mas as mudanças também acontecerem na frente das câmeras, pois parte do elenco regular foi cortada com base em críticas feitas pelo público e pela imprensa. Ao todo, foram tirados quatro personagens secundários.
 
UM APANHADO DA PRIMEIRA TEMPORADA
 
O primeiro ano do seriado mostra a tentativa de levar a vida de Marilyn Monroe para a Broadway, um musical feito do zero. Para isso, uma produtora, um diretor renomado de teatro, um compositor e uma autora se reúnem para contar a história de um dos maiores ícones de Hollywood.
 
Nesse processo, surgem as candidatas a protagonista: Ivy e Karen, que, na disputa pelo papel de Marilyn, serão responsáveis por boa parte dos conflitos gerados ao longo dos 15 primeiros episódios.
 
OS BASTIDORES
 
A proposta de Smash é mostrar como um espetáculo criado do zero chega à Broadway. O musical, que vai ganhando vida ao longo dos episódios, é inédito, feito exclusivamente para a série.
 
As performances e coreografias, além de músicas originais, são elaboradas especialmente para os episódios. “A série utiliza um megarrecurso, que são as suas canções originais, que em Glee, por exemplo, foi um fracasso”, lembra Gonçalves.
 
As canções inéditas ouvidas em Smash são fruto de um trabalho encabeçado por Marc Shaiman e Scott Wittman, compositores de grandes musicais, como Hairspray. Além deles, há outros nove compositores que trabalham a todo vapor – a cada episódio, há de duas a três músicas originais.
 
A ideia de fazer uma série musical sobre os bastidores da Broadway surgiu de ninguém menos que Steven Spielberg. O diretor é um dos produtores executivos de Smash. Além de Spielberg, o programa conta também com os mesmos produtores dos musicais Hairspray e Chicago.

Confira o vídeo da segunda temporada

 
 
 
 
 
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