Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 16.02.2012 16.02.2012

As mulheres de Meryl Streep

 
Por Carolina Cunha
Meryl Streep como Margaret Thatcher
 
As costas estão arqueadas pela idade, o cabelo exibe um penteado armado e a voz autoritária é carregada por um sotaque britânico.
 
A ex-primeira-ministra inglesa Margaret Thatcher, protagonista do filme A Dama de Ferro, que já estreou nos EUA, é mais um grande papel da atriz Meryl Streep. O filmes estreia nesta sexta (17/2). 
 
Uma das mais controversas figuras da história do século 20, Margaret Thatcher esteve à frente da Inglaterra de 1979 a 1990, período em que lidou com a Guerra das Malvinas e promoveu duras reformas econômicas.
 
 
 
Vestir a armadura do papel de Thatcher, uma personagem feminina que não podia demonstrar fraqueza, já rendeu à atriz indicações para o Globo de Ouro 2012 e o título de uma das favoritas ao Oscar.
 
Nada que Meryl não esteja acostumada. Com mais de 30 anos de carreira, ela já foi indicada à premiação por 16 vezes (o que a torna a recordista nesse quesito), tendo ganhado duas estatuetas por A Escolha de Sofia (1982) e Kramer VS. Kramer (1979). Somente ao Globo de Ouro, ela foi indicada 25 vezes.
 
Considerada “a maior atriz viva” pelo jornal Usa Today, Meryl Streep é uma das raras profissionais que pode escolher com liberdade o roteiro que a interessa.
 
Aos 62 anos, ela é um verdadeiro camaleão, que esbanja versatilidade para interpretar diferentes papéis.

Antes de virar uma política durona, Streep encarnou muitas outras mulheres marcantes. O SaraivaConteúdo selecionou as 10 principais personagens que foram eternizadas por ela.

 
Joanna Kramer – Kramer vs. Kramer (1979)
 
Infeliz no casamento, Joanna Kramer (Meryl Streep) sai de casa e abandona o filho com o pai. Quando tudo parece estar resolvido, a mãe retorna exigindo a guarda da criança na justiça.
 
O drama traz uma Meryl Streep ainda jovem e desconhecida, fazendo uma personagem que está no limite das suas decisões, mas ainda desperta a empatia do público, que se emociona com suas lágrimas maternais. O longa rendeu à atriz o seu primeiro Oscar, como Melhor Atriz Coadjuvante.
 
Sophie Zawistowski – A Escolha de Sofia (1982)
 
Sophie Zawistowski (Meryl Streep) é uma polonesa sobrevivente de um campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
 
Ela tenta reconstruir sua vida nos Estados Unidos, sendo disputada amorosamente por dois homens.
 
Mas Sophie não consegue se livrar das memórias de Auschwitz, quando foi forçada a fazer uma escolha impossível: decidir qual filho iria para a câmara de gás. Um papel denso, de uma mulher torturada pela culpa. 
 
Karen Silkwood – Silkwood – O Retrato de uma Coragem (1983)
 
Karen Silkwood (Meryl Streep) trabalha em uma usina nuclear em Oklahoma (EUA) e vive uma rotina de longas jornadas de trabalho e brigas com o ex-marido.
 
Em 1974, ela começa uma luta para alertar a sociedade sobre os perigos e as condições precárias da usina. O sotaque caipira, calça jeans e regata, a falta de maquiagem e o cabelo castanho de Streep dão o tom da operária que busca justiça acima de tudo. 
 
Karen von Blixen-Finecke – Entre dois Amores (1986)
 
O filme conta  a história real da escritora Karen von Blixen-Finecke (Meryl Streep) entre 1914 e 1931, quando dirigia uma plantação de café no Quênia.
 
Casada por conveniência, ela se apaixona pelo charmoso caçador Denys Finch-Hatton (Robert Redford). Uma mulher forte e independente, que vive um amor proibido.
 
Clara del Valle Trueba – A Casa dos Espíritos (1993)
 
A história se passa no Chile, entre as décadas de 30 e 70, e conta a vida de três gerações da família Trueba.
 
Clara (Meryl Streep) é uma jovem com capacidade de tocar o mundo dos espíritos e prever o futuro. Depois da morte da sua irmã, ela se casa com o fazendeiro Esteban, um homem severo e solitário.
 
Nem o casamento e os conflitos políticos do país conseguem tirar a aura de suavidade e ternura da Clara interpretada por Meryl.
 
Francesca Johnson – As Pontes de Madison (1995)
A italiana Francesca é uma mulher casada que mora em uma fazenda de Iowa, nos EUA. Conformada pela rotina, a dona de casa vive para a família.
 
Até o dia em que seu marido está fora da cidade e ela conhece Robert Kincaid (Clint Eastwood), um fotógrafo que vai até o condado de Madison para registrar imagens das famosas pontes da região.
 
Sozinha, em quatro dias ela se entrega a uma avassaladora paixão. No papel desta dona de casa que aos poucos se entrega ao flerte, Meryl consegue aflorar o medo e a sensualidade.
 
Com pequenos gestos e olhares, a atriz transmite com maestria as sutilezas do amor entre um casal maduro.
 
Clarissa Vaughn – As Horas (2002)
 
 
O filme apresenta três diferentes histórias. Meryl Streep interpreta Clarissa Vaughn, uma editora de livros que mora na Nova York contemporânea.
 
Ela vive um relacionamento lésbico de longa data e prepara uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante e hoje está morrendo com AIDS.
 
Durante os preparativos para o que poderia ser a última festa do amigo, Clarissa enfrenta alguns fantasmas do passado e sente o peso das horas. Uma Meryl Streep que brilha com sentimentos contidos.
 
Miranda Priestly – O Diabo Veste Prada (2006)
 
Inspirada livremente em Anna Wintour, a poderosa editora-chefe da revista Vogue americana, Meryl encarna o papel de Miranda Priestly, a temida e influente editora de moda da fictícia revista Runway.
 
A atriz encarna com desenvoltura uma personagem arrogante e gélida, que, com um simples olhar de desprezo, abalava o mundinho fashion, fazia os estilistas tremerem e aterrorizava sua assistente Andy (Anne Hathaway). O papel rendeu sua 14ª indicação ao Oscar.
 
Donna Sheridan – Mamma Mia (2008)
Da mesma diretora de Dama de Ferro, o musical Mamma Mia é o maior sucesso de bilheteria de Meryl Streep.
 
No longa, a atriz interpreta Donna, uma mãe solteira que vive numa paradisíaca ilha grega. Sua filha está prestes a se casar e a jovem quer descobrir quem é o seu pai.
 
No filme, Meryl deixa de lado o drama para curtir cenas leves e divertidas. Despojada, de tênis e macacão, a atriz canta, dança e se apaixona ao som de Abba.
 
Aloysius Beauvier – Dúvida (2008)
 
No suspense, Aloysius Beauvier (Meryl Streep) é uma freira que dirige uma escola católica americana e acredita que a rigidez e a disciplina são os melhores métodos de educação.
 
Protegido pelo Padre Brendan Flynn (Philip Seymour Hoffman), um novo aluno negro tem que superar o racismo dos colegas de classe.
 
Enquanto isso, a freira inicia uma implacável cruzada contra o padre. Neste personagem, Meryl Streep coloca sua doçura no armário para interpretar a árida e dogmática Irmã.

Julia Child – Julie & Julia (2009)

O filme conta a trajetória da lendária Julia Child (Meryl Streep), a mulher que mudou o jeito dos americanos cozinharem nos anos 60, e de Julie, uma secretária dos anos 2000.
 
Famosa na década de 60, a cozinheira era estrela de seu programa de TV e escreveu um livro considerado a “bíblia” da culinária francesa. Na história, a secretária pretende cozinhar todas as 524 receitas do livro e descrever a experiência num blog.
 
Meryl Streep capturou com perfeição a essência de Julia Child. A atriz aparece mais alta e gordinha, faz uma voz anasalada e mostra uma desenvoltura natural tanto para depenar frangos e limpar cebolas das mãos quanto para mostrar a energia e o entusiasmo pela vida que a personagem pedia.
 
 
 
Recomendamos para você