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Amores franceses em dose dupla

Por Edu Fernandes
 
Todo ano, filmes de diversos países estreiam nas salas de cinema brasileiras. Entre essa variedade de opções, a cinematografia francesa é uma das mais prestigiadas. Em breve, duas produções desse país estreiam com histórias de amores proibidos, e o SaraivaConteúdo conversou com seus diretores.
Um Amor em Paris (Tucuman) acompanha Brigitte (Isabelle Huppert, de A Bela que Dorme), uma mulher de 50 anos de idade que vai a uma festa nos vizinhos e conhece um jovem atraente chamado Stan (Pio Marmaï, de A Delicadeza do Amor). Algum tempo depois, ela arruma um pretexto para deixar o marido (Jean-Pierre Darroussin, de O Porto) em casa e ir até Paris para se encontrar com Stan.
O diretor Marc Fitoussi (Copacabana) esteve no Brasil durante o Festival Varilux de Cinema Francês. Na ocasião, falou sobre seu trabalho à imprensa brasileira. Um Amor em Paris já está em cartaz em pré-estreias pagas desde 28 de agosto.
Com a melhoria da qualidade de vida, aspessoas chegam ativas aos 50 anos. Você acha que o tema de seu filme será cada vez mais discutido?
Marc Fitoussi. Antes, chegar a essa idade era considerado o começo do fim. Agora, é o começo de uma segunda vida. (…) Mais do que registrar apenas o avanço da idade, eu queria destacar como o casal do filme faz agora que seus filhos cresceram e os dois se veem sozinhos, um de frente para o outro. Diria que a temática é mais essa do que a idade em si.
 

Marc Fitoussi é fotografado no set de Um Amor em Paris
Como é trabalhar novamente com Isabelle Huppert?
Marc Fitoussi. Antes de fazer Copacabana, eu estava morrendo de medo, porque pensava “como eu, um jovem diretor, poderia acrescentar, trazer alguma coisa à carreira dela?”. Fiquei um pouco assustado no começo. Apesar de ela ser uma estrela, Isabelle é uma atriz que precisa ser dirigida, e ela espera isso do diretor.
Qual mensagem fica para o espectador?
Marc Fitoussi. Primeiro, trata-se de um filme de amor. É a história de um casal que continua se amando. Isso pode parecer algo não muito original, algo comum. Mas pelo contrário, no momento em que vivemos, quando muitos casais estão rapidamente se separando, acho belo – quase uma aventura – o fato de duas pessoas chegarem aos 50 anos juntas.
Veja o trailer de Um Amor em Paris:
 

Geronimo (Imovision) parte de uma história de amor mais jovem, quando um rapaz cigano (David Murgia, de Tango Livre) foge com uma jovem turca (Nailia Harzoune) no dia em que ela deveria se casar. O clima fica tenso entre os dois povos, e cabe à educadora Geronimo (Céline Sallette, de Ferrugem e Osso) colocar panos quentes sobre o conflito.

O cineasta Tony Gatlif (Amarga Vingança) esteve no Festival de Paulínia para apresentar seu filme e conversar com repórteres. Geronimo tem lançamento agendado para 23 de outubro.
 

Cena do filme Geronimo
Você usa cenas de dança em uma história de amor entre rivais. Houve inspiração em Amor, Sublime Amor?
Tony Gatlif. Sim e não (risos). Na verdade, é assim que a vida é, e histórias como essa existem por toda parte. Escrevemos o roteiro e depois ditamos o ritmo, que foi obtido com a ajuda dos atores, que são ótimos dançarinos.
Quanto de improvisação há em Geronimo?
Tony Gatlif. Meus atores não viam o roteiro antes das filmagens e não fizemos ensaios. Eu começava a gravar e dizia para eles usarem sua experiência e imaginação. Nas cenas de dança, não tínhamos coreografia marcada. Acho que assim eles se moviam com mais naturalidade.
 

Tony Gatlif fala no palco do Festival de Paulínia
Como foi a escolha do figurino?
Tony Gatlif. O que se vê na tela é como eles se vestem na vida real. Antes das gravações, fizemos pesquisa andando pelas ruas para ver os jovens e procurando por lugares abertos e periféricos para serem locações. Todas as crianças e adolescentes do filme usaram roupas com as quais se sentiam à vontade.
 
 
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